{"id":5658,"date":"2017-07-22T12:41:54","date_gmt":"2017-07-22T12:41:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/?p=5658"},"modified":"2020-02-29T13:39:58","modified_gmt":"2020-02-29T13:39:58","slug":"ozymandias-poema-sobre-tempo-e-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/ozymandias-poema-sobre-tempo-e-poder\/","title":{"rendered":"Ozymandias: um poema sobre o poder e o tempo"},"content":{"rendered":"<p>Ozymandias era o apelido utilizado pelos gregos para referirem-se ao fara\u00f3 <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rams%C3%A9s_II\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rams\u00e9s II<\/a> (1279 &#8211; 1213 a.C.), considerado o mais poderoso de todos os fara\u00f3s do Egito. \u00c9 tamb\u00e9m o nome do famoso soneto do poeta <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Percy_Bysshe_Shelley\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Percy Bysshe Shelley<\/a> (1792 &#8211; 1822), publicado em 1818, que utiliza a imagem deste fara\u00f3 para transmitir uma vis\u00e3o da passagem do tempo em compara\u00e7\u00e3o com nossa hist\u00f3ria de guerras e imp\u00e9rios. Shelley aborda, de forma ir\u00f4nica, a megalomania dos grandes conquistadores, ao mesmo tempo que transmite uma melancolia que nos convida a refletir sobre a efemeridade e a fun\u00e7\u00e3o da arte.<\/p>\n<p>Este poema nos lembra que todos os projetos de poder \u2014 de todas as \u00e9pocas, inclusive hoje \u2014 trazem consigo uma pretens\u00e3o de eternidade, expans\u00e3o e diviniza\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, para o tempo, tudo isso \u00e9 nada: est\u00e1 destinado a afundar nas areias do esquecimento. Todos os conflitos e sofrimentos (bem como as alegrias e paix\u00f5es) ser\u00e3o lembran\u00e7as contadas por algum viajante que atravessou suas ru\u00ednas esquecidas. Os desejos dos poderosos n\u00e3o passam de uma ingenuidade de quem se acredita eterno. Justamente por isso, a grande maioria dos imp\u00e9rios se vincula a Deus ou aos deuses, arrogando para si o desejo divino.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, todas essas pretens\u00f5es ser\u00e3o sempre como a amea\u00e7a de Ozymandias, escrita numa pedra esquecida no deserto: <strong>\u201cMeu nome \u00e9 Ozymandias&nbsp;, e sou Rei dos Reis: Desesperai, \u00f3 Grandes, vendo as minhas obras!\u201d<\/strong>. \u00c9 justamente aqui o ponto de maior ironia do soneto, pois o viajante que descreve as ru\u00ednas ressalta tanto o abandono das est\u00e1tuas que encontrou quanto o olhar arrogante de Ozymandias que afunda na areia. O viajante parece n\u00e3o saber quem seria&nbsp;este &#8220;Rei dos Reis&#8221;, e o poema termina enfatizando as inacab\u00e1veis areias solit\u00e1rias e o abandono do deserto.<\/p>\n<p>Apenas a arte persiste um pouco mais, tentando nos apresentar o eterno surgimento e decad\u00eancia dos reis, imp\u00e9rios e ditadores. A arte torna-se, por fim, n\u00e3o apenas o registro das paix\u00f5es e ambi\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m transforma-se com o tempo em objeto de reflex\u00e3o. Esta reflex\u00e3o, contudo, tenta nos transmitir inutilmente uma li\u00e7\u00e3o que aparentemente estamos destinados a nunca aprender.<\/p>\n<p>Abaixo coloquei uma tradu\u00e7\u00e3o do soneto de Shelley, bem como a vers\u00e3o original em ingl\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Ozimandias<\/strong> (tradu\u00e7\u00e3o de P\u00e9ricles Eug\u00eanio da Silva Ramos, 1989)<\/p>\n<p>Ao vir de antiga terra, disse-me um viajante:<br \/>\nDuas pernas de pedra, enormes e sem corpo,<br \/>\nAcham-se no deserto. E jaz, pouco distante,<br \/>\nAfundando na areia, um rosto j\u00e1 quebrado,<br \/>\nDe l\u00e1bio desdenhoso, olhar frio e arrogante:<br \/>\nMostra esse aspecto que o escultor bem conhecia<br \/>\nQuantas paix\u00f5es l\u00e1 sobrevivem, nos fragmentos,<br \/>\n\u00c0 m\u00e3o que as imitava e ao peito que as nutria<br \/>\nNo pedestal estas palavras notareis:<br \/>\n\u201cMeu nome \u00e9 Ozymandias, e sou Rei dos Reis:<br \/>\nDesesperai, \u00f3 Grandes, vendo as minhas obras!\u201d<br \/>\nNada subsiste ali. Em torno \u00e0 derrocada<br \/>\nDa ru\u00edna colossal, a areia ilimitada<br \/>\nSe estende ao longe, rasa, nua, abandonada.<\/p>\n<p><strong>Ozimandias<\/strong> (Original de&nbsp;Shelley, 1818)<\/p>\n<p>I met a traveller from an antique land<br \/>\nWho said: \u2015 Two vast and trunkless legs of stone<br \/>\nStand in the desert. Near them on the sand,<br \/>\nHalf sunk, a shatter\u2019d visage lies, whose frown<br \/>\nAnd wrinkled lip and sneer of cold command<br \/>\nTell that its sculptor well those passions read<br \/>\nWhich yet survive, stamp\u2019d on these lifeless things,<br \/>\nThe hand that mock\u2019d them and the heart that fed.<br \/>\nAnd on the pedestal these words appear:<br \/>\n\u201cMy name is Ozymandias, king of kings:<br \/>\nLook on my works, ye mighty, and despair!\u201d<br \/>\nNothing beside remains: round the decay<br \/>\nOf that colossal wreck, boundless and bare,<br \/>\nThe lone and level sands stretch far away.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autor: <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/quem-sou\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alfredo Carneiro<\/a><br \/>\nEditor do <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">netmundi.org<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias Internas (imagens)<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/history-lists-5-great-mummy-discoveries-ramesses-ii.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">M\u00famia de Rams\u00e9s II<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Ramses_ii_statue-london-england-british-museum.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Est\u00e1tua de Rams\u00e9s II<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/ozymandias-tl.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Digitaliza\u00e7\u00e3o da p\u00e1gina em ingl\u00eas do poema de Shelley &#8211; Enciclop\u00e9dia Brit\u00e2nica <em>on-line<\/em><\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Refer\u00eancias Externas<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rams%C3%A9s_II\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rams\u00e9s II<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ozymandias era o apelido utilizado pelos gregos para referirem-se ao fara\u00f3 Rams\u00e9s II (1279 &#8211; 1213 a.C.), considerado o mais poderoso de todos os fara\u00f3s do Egito. \u00c9 tamb\u00e9m o nome do famoso soneto do poeta Percy Bysshe Shelley (1792 &#8211; 1822), publicado em 1818, que utiliza a imagem deste fara\u00f3 para transmitir uma vis\u00e3o da passagem do tempo em compara\u00e7\u00e3o com nossa hist\u00f3ria de guerras e imp\u00e9rios. 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