{"id":20204,"date":"2025-09-19T22:10:35","date_gmt":"2025-09-19T22:10:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/?p=20204"},"modified":"2025-09-20T00:14:50","modified_gmt":"2025-09-20T00:14:50","slug":"mocha-dick-a-fera-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/mocha-dick-a-fera-do-mar\/","title":{"rendered":"Mocha Dick \u2013 A fera do mar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Texto de Giovanni Mesquita*<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Li, pela primeira vez, grande parte de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Moby_Dick\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Moby Dick<\/a> numa ida ao Rio de Janeiro, de \u00f4nibus. Sim, n\u00f3s, pobres, \u00edamos para o Rio de Janeiro de \u00f4nibus. E do conv\u00e9s do <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pequod_(Moby-Dick)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pequod<\/a> s\u00f3 desembarquei no <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cais_do_Valongo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cais do Valongo<\/a>. <strong>Lembro de ouvir dizer que os moradores daquela cidade, no come\u00e7o do s\u00e9culo XIX, tinham dificuldade de dormir por causa dos cantos de baleia que infestavam a Ba\u00eda de Guanabara<\/strong>. Em festa, cet\u00e1ceos de todas as proced\u00eancias se refastelavam nesse s\u00edtio. Bonita essa imagem de pobres diabos de camisola de dormir e touca de pompom a rolar na cama em torturante ins\u00f4nia, provocada pela lasc\u00edvia dessas divas gigantes. Mas essa poesia se desfaz ao saber que aqueles descontentes com essas temporadas oper\u00edsticas exultavam quando a gan\u00e2ncia do mercado as encerrava de maneira autorit\u00e1ria e sanguinolenta. <strong>A alegria dessas belas \u00e1rias cet\u00e1ceas acabava, de maneira shakespeariana, com a Guanabara tingida de carmim pelos arp\u00f5es dos baleeiros<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Qual seria o nosso tema, penso eu, baleias, baleeiros, o livro de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Herman_Melville\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Melville<\/a>\u2026? Dif\u00edcil dizer! Nunca esque\u00e7o do texto do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Aldir_Blanc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Aldir Blanc<\/a>, l\u00e1 do livro Rua dos Artistas e Arredores. <em>\u201cEstava com o capit\u00e3o Ahab [\u2026] em busca do terr\u00edvel cachalote, quando tocou a campainha\u2026\u201d<\/em>. Perfei\u00e7\u00e3o de figuras liter\u00e1rias e po\u00e9ticas. Ave, Aldir! E no filme <a href=\"https:\/\/www.imdb.com\/pt\/title\/tt0112682\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O Ladr\u00e3o de Sonhos<\/a>, de Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro, o arpoador One, (Ron Perlman), perguntado do porqu\u00ea abandonou a ca\u00e7a de baleias, responde: <em><strong>&#8220;um dia eu vi o olhar de uma baleia. Depois disso nunca mais consegui acertar o alvo\u2026!&#8221;.<\/strong><\/em> O tema ribomba de lugares diversos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o sei o que \u00e9 mais interessante, o magn\u00edfico romance de Melville ou a hist\u00f3ria do cachalote que naufragou o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Essex_(baleeiro)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Essex<\/a><\/strong>. Para separar esses siameses \u00e9 preciso primeiro saber que s\u00e3o coisas separadas. Na f\u00e1bula, o Essex se tornou Pequod e o jovem capit\u00e3o Pollard, virou um irado Ahab Gregori Peck que morre montado a sua paix\u00e3o obsessiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9: um baleeiro da cidade de Nantucket, o Essex, distante 3.700 km da costa peruana, nas proximidades da Linha do Equador, investiu contra um baleal. Lan\u00e7ou tr\u00eas baleeiras, escaleres de ca\u00e7a, para arpoar os tit\u00e3s. <strong>Nessa faina, um dos barcos foi atacado por um imenso cachalote<\/strong>. Escangalhado, voltou ao navio para reparos. Nesse momento o mesmo leviat\u00e3 investiu contra o navio. O choque abriu um buraco no casco. Enquanto os poucos homens que estavam no navio (a maioria estava na ca\u00e7a) tentavam vetar a invas\u00e3o da \u00e1gua, <strong>o cachalote manobrou e atacou novamente<\/strong>. Essa segunda pechada, com o perd\u00e3o do trocadilho, acertou a proa e colocou o navio a pique. <strong>Por mais de 80 dias os sobreviventes ficaram \u00e0 deriva, com pouca comida e pouca \u00e1gua<\/strong>. Em relatos do t\u00e9trico evento, l\u00ea-se que a mesma baleia os seguia e espreitava. A fome, a sede e o medo talvez tenham sido respons\u00e1veis por alguns desses avistamentos. Baleias ca\u00e7ando baleeiros era o guri mordendo o cachorro.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1834-Essex-Image-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"670\" height=\"586\" src=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1834-Essex-Image-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20219\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1834-Essex-Image-1.jpg 670w, https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1834-Essex-Image-1-300x262.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Representa\u00e7\u00e3o de 1834 do ataque ao <em>Essex<\/em>, publicado em <em>Mariner\u2019s Chronicle<\/em>, New Haven. Dispon\u00edvel no  <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/New_Bedford_Whaling_Museum\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Museu da Baleia de <em>New Bedford<\/em><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Naquele tempo, a ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica das ruas e dos pr\u00e9dios era feita pela gordura da baleia<\/strong>.<strong> Mas delas tamb\u00e9m dependiam perfumes e espartilhos<\/strong>. E da cabe\u00e7a dos cachalotes era retirado o espermacete. Achavam eles que o animal tinha um tonel de esperma na cabe\u00e7a. Da\u00ed deriva o nome dessa subst\u00e2ncia. Na realidade, esse l\u00edquido ceroso no cr\u00e2nio do cet\u00e1ceo, que tem uma cabe\u00e7a quase metade do seu corpo, serve para a emers\u00e3o e submers\u00e3o do cachalote. Sistema semelhante ao dos submarinos. Mas esses fracos mergulham apenas 300 metros.<strong> J\u00e1 o cachalote vai a 2.987 metros. Esses gigantes s\u00e3o uma demonstra\u00e7\u00e3o, exibida, de alta tecnologia produzida pela natureza<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas a baleia que acabou com a brincadeira do Essex era branca?<\/strong> N\u00e3o! A imagem usada por Melville foi de uma baleia albina \u201cchilena\u201d, que passou 30 anos bagun\u00e7ando o coreto dos predadores <em>sapiens. <\/em>Na \u00e9poca, os tit\u00e3s do mar, que se tornavam not\u00f3rios dos marinheiros, eram por eles batizados. <strong>O cachalote branco do pac\u00edfico recebeu o nome de <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mocha_Dick\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mocha Dick<\/a><\/strong>. E quem foi atr\u00e1s dessa hist\u00f3ria foi outro estadunidense, <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/J._N._Reynolds\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jerimiah N Reynolds<\/a>. Seu livro, o <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mocha_Dick\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mocha Dick<\/a>, foi lan\u00e7ado em 1839. Reynolds descrevia a Mocha assim: <em>&#8220;uma velha baleia-touro de tamanho e for\u00e7a prodigiosos&#8230; branca como l\u00e3&#8221;<\/em>. O primeiro registro feito da gigante albina por Reynolds ocorreu em 1837, no Congresso dos EUA. Na ocasi\u00e3o, ele dissertava sobre expedi\u00e7\u00f5es explorat\u00f3rias no Pac\u00edfico. Para solenidade de tal import\u00e2ncia, na qual ele almejava descolar algum dinheiro p\u00fablico para suas futuras expedi\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas, Reynolds pediu a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Edgar_Allan_Poe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Edgar Alan Poe<\/a> para revisar seu discurso. E, ao que parece, o senhor Poe ficou bastante impressionado, mesmerizado o bastante para colocar 700 palavras deste discurso no cap\u00edtulo XIX do seu <em><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/The_Narrative_of_Arthur_Gordon_Pym_of_Nantucket\">Aventuras de Arthur Gordon<\/a><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/The_Narrative_of_Arthur_Gordon_Pym_of_Nantucket\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> <\/a><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/The_Narrative_of_Arthur_Gordon_Pym_of_Nantucket\">Pym<\/a><\/em> <sup>1<\/sup>. <strong>E aqui se cruzaram o terr\u00edvel cachalote branco com o dono da mais horripilante pena<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Mocha_dick_.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"704\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Mocha_dick_-704x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20215\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Mocha_dick_-704x1024.jpg 704w, https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Mocha_dick_-206x300.jpg 206w, https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Mocha_dick_-768x1116.jpg 768w, https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Mocha_dick_.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 704px) 100vw, 704px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O livro <em><strong>Mocha Dick ou a baleia branca do Pac\u00edfico<\/strong><\/em> foi lan\u00e7ado em Nova York, 1839. Ilustra\u00e7\u00e3o acima: capa de uma publica\u00e7\u00e3o de 1870 realizada em Londres. Mocha Dick foi, aparentemente, parte da inspira\u00e7\u00e3o para o romance de Herman Melville, <em><strong>Moby Dick<\/strong><\/em> (1851).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A menos famosa baleia branca <em>\u201cchilena<\/em>\u201d, Mocha Dick, levou esse nome por causa das ilhas mochas; para os \u201cn\u00e3o ga\u00facho hablantes\u201d, \u00e9 necess\u00e1rio informar que \u201cmocha\u201d \u00e9 aquela que n\u00e3o tem guampas. Como o cachalote n\u00e3o tem cornos, o nome era duplamente apropriado. <strong>Por mais de 100 vezes, os \u201cpapal\u00e9guas\u201d mar\u00edtimos armaram armadilhas contra ela e o resultante foi o fracasso<\/strong>. Cada plano infal\u00edvel frustrado era acompanhado de um <em>\u201cbip-bip\u201d<\/em>, digo, de uma coluna de ar que fazia os respingos de \u00e1gua bailar a 25 metros de altura. Tendo diversos arp\u00f5es no lombo, como souvenirs de suas vit\u00f3rias, nas quais justi\u00e7ou mais de trinta ca\u00e7adores do mar, <strong>Mocha Dick foi finalmente abatida em 1838<\/strong>. Foram 30 anos de ta\u00e7a na estante nos campeonatos contra os baleeiros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O filme <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/No_Cora%C3%A7%C3%A3o_do_Mar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">No Cora\u00e7\u00e3o do Mar<\/a>, de Ron Howard, lan\u00e7ado no Brasil em 2015, talvez tenha sido o \u00faltimo momento de celebra\u00e7\u00e3o dessa hist\u00f3ria na sociedade global<\/strong>. O t\u00edtulo foi tirado do livro de Melville, que, por sua vez, busco-o no Livro de Jonas, do Antigo Testamento. O leitor mais ateu n\u00e3o deve confundir com o epis\u00f3dio envolvendo o Gepeto de Pin\u00f3quio. A pel\u00edcula, baseada em livro do mesmo nome, escrito por Nathaniel Philbrick e editado em 2000, remonta o processo de pesquisa de Melville. Herman Melville era um aficionado pelas lides mar\u00edtimas. Aos 17 anos, assim como Ismael, o personagem do seu livro, ele embarcou em navios mercantes. Mais tarde passou um tempo em baleeiros em busca de luz para sua sociedade. Tamb\u00e9m, como Ismael, foi professor. Devido a problemas financeiros familiares, Melville \u201cjogou nas onze\u201d, tendo v\u00e1rios empregos. A hist\u00f3ria nem sempre \u00e9 t\u00e3o belamente rebuscada quanto os romances, mas ela \u00e9 mais inventiva e inveross\u00edmil do que eles. <strong>Ao fu\u00e7ar fundo naquele epis\u00f3dio, Melville ficou sabendo do terr\u00edvel flagelo dos sobreviventes do Essex<\/strong>. Descobriu que o grupo de n\u00e1ufragos evitara partir, depois do desastre, para as costas mais pr\u00f3ximas, que eram as ilhas Marquesas. Eles tinham medo dos pretensos canibais que l\u00e1 habitavam. <strong>Ironicamente, sem comida, acabaram eles, esses crist\u00e3os, a se converter ao canibalismo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa pr\u00e1tica era uma esp\u00e9cie de tradi\u00e7\u00e3o dos homens do mar e era conhecida como \u201cCostume do Mar\u201d. <strong>Era perfeitamente aceit\u00e1vel que as tripula\u00e7\u00f5es n\u00e1ufragas, atendendo a necessidades extremas, pudessem degustar a carne humana<\/strong>. Entretanto, era necess\u00e1rio seguir um r\u00edgido protocolo ritual\u00edstico e esse possu\u00eda duas regras p\u00e9treas. A primeira era comer o cad\u00e1ver daquele que morria naturalmente devido \u00e0s graves condi\u00e7\u00f5es que sempre geravam um naufr\u00e1gio. A segunda, uma escolha feita por sorteio. Nessa roda da sorte, independentemente da condi\u00e7\u00e3o ou cargo, todos estavam inclu\u00eddos. <strong>Ocorre que, entre os sobreviventes do <em>Essex<\/em>, no momento da imparcial escolha, havia 17 sobreviventes, dentre eles, 7 eram negros. No total, 7 foram canibalizados, mas desses 7, tal sina recaiu sobre 5 negros<\/strong><sup>2<\/sup>. Com essa informa\u00e7\u00e3o a luzinha do meu desconfi\u00f4metro come\u00e7ou a piscar loucamente. Se tornou obrigat\u00f3rio dar uma olhada nessa coisa de \u201cCostume do Mar\u201d. E vejam s\u00f3, para surpresa de ningu\u00e9m, h\u00e1 relatos que indicam que a escolha, por vezes, n\u00e3o ficava por conta do destino. Era comum que se usasse o crit\u00e9rio dos \u201cmais dispens\u00e1veis\u201d, e quem seriam esses? Os grumetes, (marinheiros adolescentes), passageiros (principalmente se estrangeiros), e, como grupo priorit\u00e1rio do card\u00e1pio, os negros (escravizados ou n\u00e3o)<sup>3<\/sup>. <strong>Oficialmente esse Costume do Mar, que foi amplamente aceito pelas cortes judiciais, teve o seu fim em 1884<\/strong>. Entretanto, os relatos de novos eventos n\u00e3o cessaram at\u00e9, o chamado, o fim das velas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/escultura-de-mocha-dick-criada-pelo-artista-plastico-Tristin-Lowe.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/escultura-de-mocha-dick-criada-pelo-artista-plastico-Tristin-Lowe-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20221\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/escultura-de-mocha-dick-criada-pelo-artista-plastico-Tristin-Lowe-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/escultura-de-mocha-dick-criada-pelo-artista-plastico-Tristin-Lowe-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/escultura-de-mocha-dick-criada-pelo-artista-plastico-Tristin-Lowe-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/escultura-de-mocha-dick-criada-pelo-artista-plastico-Tristin-Lowe-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/escultura-de-mocha-dick-criada-pelo-artista-plastico-Tristin-Lowe.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Escultura de Mocha Dick<\/strong> criada pelo artista pl\u00e1stico Tristin Lowe, exibida no <em><a href=\"https:\/\/artmuseum.williams.edu\/tristin-lowe-mocha-dick\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Williams College Museum of Art (WCMA)<\/a>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, como vemos os romances, e mesmo os filmes, n\u00e3o engraxam as chuteiras da vida real. Melville lan\u00e7ou seu Moby Dick, nos <em>esteites<\/em>, em 1871. Para o nosso pa\u00eds, o livro, considerando a demora, deve ter vindo para c\u00e1 numa garrafa jogada ao mar. <strong>No Brasil ele s\u00f3 foi editado, com tradu\u00e7\u00e3o do Monteiro Lobato, em 1935, com o nome Moby Dick, a Fera do mar<\/strong>. \u00c9 justo dizer, que no seu pr\u00f3prio pa\u00eds, Melville n\u00e3o teve melhor sorte, ele morreu sem que seu mais famoso livro, fosse reconhecido e bem vendido. Nem sei se deu para pagar as contas da pesquisa. Pelo que dizem, s\u00f3 quando <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/William_Faulkner\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Willian Faulkner<\/a> e <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Albert_Camus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Albert Camus<\/a> come\u00e7aram a se derramar de amores pelo livro \u00e9 que ele come\u00e7ou a ser levado a s\u00e9rio, primeiro entre os provincianos anglo-sax\u00f5es e depois no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para mim, pessoalmente, como leitor que sou e cr\u00edtico que n\u00e3o sou, ler Melville \u00e9 muito libertador<\/strong>. Ele n\u00e3o parece respeitar nada. Explico. <strong>Salta de li\u00e7\u00f5es de classicismo e biologia, de reflex\u00f5es filos\u00f3ficas e religiosas, cita\u00e7\u00f5es b\u00edblicas ou liter\u00e1rias, para o cotidiano das pessoas de sua \u00e9poca, relatando o comportamento tr\u00e1gico e pilh\u00e9rico da tripula\u00e7\u00e3o<\/strong>. Por sua boca, Ismael relata, de forma reta e sem neuras, sua aberta e amorosa rela\u00e7\u00e3o com o polin\u00e9sio, e ex-canibal, <em>Queequeg<\/em>. Ele j\u00e1 dorme de conchinha, com o arpoador, na primeira noite, na \u201cEstalagem do Jorro\u201d<sup>4<\/sup>. Segundo ele, como se fossem casados. \u00c9 muito interessante ver como ele, o narrador, passa do medo, pela condi\u00e7\u00e3o de canibal de <em>Queequeg<\/em>, a um v\u00ednculo de amor<sup>5<\/sup>. Melville n\u00e3o chega a dizer que \u00e9 um amor carnal, mas amor \u00e9 amor\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ca\u00e7a \u00e0s baleias foi uma hecatombe para essa esp\u00e9cie<\/strong>. No s\u00e9culo XIX, centenas de milhares de baleias foram abatidas. No final do filme No Cora\u00e7\u00e3o do Mar, o personagem Thomas Nickerson diz a Melville: <em>\u201cSoube que um homem na Pensilv\u00e2nia cavou um buraco recentemente. E achou \u00f3leo, n\u00e3o pode ser.\u2026 \u00f3leo no ch\u00e3o, quem diria&#8221;<\/em>. <strong>E de fato, isso aconteceu em 1859, dessa forma, a velha empresa baleeira deu espa\u00e7o a petrol\u00edfera<\/strong>. Por algum tempo os cet\u00e1ceos tiveram paz. Entretanto, essa ind\u00fastria destruidora retornou com tudo no final da Primeira Guerra. <strong>E com um agravante, a modernidade dos navios movidos a combust\u00edvel f\u00f3ssil e aos canh\u00f5es arp\u00f5es. Na primeira metade do s\u00e9culo XX, foram mortas 3 milh\u00f5es de baleias<\/strong>. Em 1986 entrou em vigor uma Morat\u00f3ria Internacional, determinada pela Comiss\u00e3o Baleeira Internacional (IWC), para p\u00f4r fim \u00e0 ca\u00e7a de baleias.<\/p>\n\n\n\n<p>Que se saiba, tr\u00eas pa\u00edses boicotam a medida. Por exemplo, o Jap\u00e3o que permite, e subsidia a ca\u00e7a dos mam\u00edferos. At\u00e9 2018<sup>6<\/sup>, sua alega\u00e7\u00e3o era que os animais abatidos estavam sendo usados para pesquisas cient\u00edficas. A partir de 2019, o Jap\u00e3o perdeu, completamente, a vergonha na cara e anunciou que vai continuar a ca\u00e7a porque essa pr\u00e1tica \u00e9 uma marca da identidade japonesa. Sei\u2026 J\u00e1 a Dinamarca e a Isl\u00e2ndia nunca aderiram, nem de mentirinha, a Morat\u00f3ria Internacional. E viva o lucro. De qualquer forma, entre perdas e danos, a diminui\u00e7\u00e3o do mortic\u00ednio foi dr\u00e1stica. Desde a proibi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 o fim do s\u00e9culo passado, esse n\u00famero caiu para aproximadamente dez mil. Entretanto, a tend\u00eancia \u00e9 que esse n\u00famero volte a crescer, para a gl\u00f3ria da cultura japonesa. <strong>Nesses dois s\u00e9culos foram extintas a baleia cinzenta do Atl\u00e2ntico Norte e a baleia-franca da costa europeia. E a baleia Franca, do hemisf\u00e9rio sul, quase foi extinta chegando a sua popula\u00e7\u00e3o global a 300 indiv\u00edduos<\/strong>. E o maior ser de todas as eras que j\u00e1 viveu no planeta, a baleia-azul, tamb\u00e9m est\u00e1 com sua popula\u00e7\u00e3o muito reduzida e corre risco de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mocha Dick, seguindo a prov\u00e1vel sina de sua esp\u00e9cie, foi abatida. <strong>J\u00e1 a baleia de Melville habita eternamente os mares da nossa imagina\u00e7\u00e3o, navegando na fantasia gerada pela grandiosidade dos oceanos<\/strong>. Em muitos sentidos, a exist\u00eancia desses \u201cnossos\u201d cachalotes exp\u00f5e a condi\u00e7\u00e3o humana. Seguimos entre a necess\u00e1ria conviv\u00eancia com a hist\u00f3ria fria e objetiva e a imprescind\u00edvel proje\u00e7\u00e3o para as coisas que n\u00e3o s\u00e3o, que n\u00e3o eram e que n\u00e3o ser\u00e3o\u2026 ou melhor, que poder\u00e3o ser ou n\u00e3o. Assim como os tit\u00e3s, que vivem nos dois mundos, o submarino e o da superf\u00edcie, lambendo o sal dos mares ou bebendo os horizontes, somos n\u00f3s\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>* <strong>Giovanni Mesquita<\/strong> &#8211; Historiador, muse\u00f3logo e escritor autor de Bento Gon\u00e7alves do nascimento a revolu\u00e7\u00e3o: uma biografia hist\u00f3rica. <em>Email<\/em> para contato: <strong>Bento1835@gmail.com<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas e notas do autor<\/h4>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.mobydick-hermanmelville.com\/History_Historical_Archive\/Jeremiah_N_Reynolds.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.mobydick-hermanmelville.com\/History_Historical_Archive\/Jeremiah_N_Reynolds.html<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Essex_(whaleship)\">https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Essex_(whaleship)<\/a>, nessa p\u00e1gina \u00e9 poss\u00edvel acessar o nome e o destinos dos tripulantes dos Essex.<\/li>\n\n\n\n<li>ARTIGO <strong>The Delicate Question Cannibalism in Prehistoric and Historic Time<\/strong>s G. Richard Scott and Sean McMurry, P. 232. Dispon\u00edvel em:<br><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/263046738_The_delicate_question_cannibalism_in_prehistoric_and_historic_times\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/263046738_The_delicate_question_cannibalism_in_prehistoric_and_historic_times<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>A palavra \u201cJorro\u201d e \u201carpoador\u201d entraram nessa frase de maneira casual e n\u00e3o quintaseristica..<\/li>\n\n\n\n<li>MELVILLE, Herman. <strong>Moby Dick<\/strong>, ou A baleia. Tradu\u00e7\u00e3o de Irene Hirsch e Alexandre Barbosa de Souza. S\u00e3o Paulo: Editora 34, 2019. P.53<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/japao-caca-comercial-baleias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/japao-caca-comercial-baleias\/<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Giovanni Mesquita* Li, pela primeira vez, grande parte de Moby Dick numa ida ao Rio de Janeiro, de \u00f4nibus. Sim, n\u00f3s, pobres, \u00edamos para o Rio de Janeiro de \u00f4nibus. E do conv\u00e9s do Pequod s\u00f3 desembarquei no Cais do Valongo. Lembro de ouvir dizer que os moradores daquela cidade, no come\u00e7o do s\u00e9culo XIX, tinham dificuldade de dormir por causa dos cantos de baleia que infestavam a Ba\u00eda de Guanabara. Em festa, cet\u00e1ceos de todas as proced\u00eancias se refastelavam nesse s\u00edtio. Bonita essa imagem de pobres diabos de camisola de dormir e touca de pompom a rolar na cama em torturante ins\u00f4nia, provocada pela lasc\u00edvia dessas divas gigantes. Mas essa poesia se desfaz ao saber que aqueles descontentes com essas temporadas oper\u00edsticas exultavam quando a gan\u00e2ncia do mercado as encerrava de maneira autorit\u00e1ria e sanguinolenta. A alegria dessas belas \u00e1rias cet\u00e1ceas acabava, de maneira shakespeariana, com a Guanabara tingida de carmim pelos arp\u00f5es dos baleeiros. Qual seria o nosso tema, penso eu, baleias, baleeiros, o livro de Melville\u2026? Dif\u00edcil dizer! Nunca esque\u00e7o do texto do Aldir Blanc, l\u00e1 do livro Rua dos Artistas e Arredores. \u201cEstava com o capit\u00e3o Ahab [\u2026] em busca do terr\u00edvel cachalote, quando [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20226,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[330],"tags":[848,415,846,847,645,849],"class_list":["post-20204","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog-do-editor","tag-baleias","tag-ecologia","tag-herman-melville","tag-mar","tag-moby-dick","tag-natureza"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Mocha Dick \u2013 A fera do mar - netmundi.org<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Os tit\u00e3s do mar, que se tornavam not\u00f3rios dos marinheiros, eram por eles batizados. 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