{"id":16221,"date":"2021-03-13T17:48:24","date_gmt":"2021-03-13T17:48:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/?p=16221"},"modified":"2021-03-19T01:18:01","modified_gmt":"2021-03-19T01:18:01","slug":"journaling-terapia-imaginacao-e-autoconhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/journaling-terapia-imaginacao-e-autoconhecimento\/","title":{"rendered":"Journaling: terapia, imagina\u00e7\u00e3o e autoconhecimento"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Journaling <\/em>sempre foi pr\u00e1tica comum entre artistas, escritores e pensadores<\/strong>. <strong>Atualmente \u00e9 utilizado tamb\u00e9m como recurso terap\u00eautico. <\/strong>N\u00e3o h\u00e1 tradu\u00e7\u00e3o literal para o termo, sendo melhor entendido como h\u00e1bito de registrar pensamentos e sentimentos em um di\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Arthur Schopenhauer afirmou que <em><strong>&#8220;o mais belo pensamento pode ser esquecido se n\u00e3o \u00e9 escrito&#8221;<\/strong><\/em>, por isso registrava sua rotina em di\u00e1rios; Friedrich Nietzsche se dizia <em>&#8220;condenado a rabiscar&#8221;<\/em>; os cadernos de Leonardo da Vinci tornaram-se t\u00e3o famosos quanto suas obras; as centenas de cartas de Van Gogh revelam esbo\u00e7os de seus quadros e ideias art\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><em>Sugest\u00f5es de leitura<\/em><\/strong><ul><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/vincent-van-gogh-esbocos-em-cartas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vincent van Gogh: esbo\u00e7os em cartas<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/2020\/leonardo-da-vinci-66-esbocos-para-ver-e-baixar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leonardo da Vinci | 66 esbo\u00e7os para ver e baixar<\/a><\/li><\/ul><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Os exemplos de personalidades e suas anota\u00e7\u00f5es \u00e9 vasto, desde escritores at\u00e9 executivos, como Jack Welch, ex-presidente da GE, que <a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/jack-welch-circles.jpeg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">anotou sua mais conhecida estrat\u00e9gia<\/a> no guardanapo de um restaurante.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, muitas pesquisas s\u00e3o conduzidas com o objetivo de registrar os efeitos ben\u00e9ficos do <em>journaling<\/em>, que recebe tamb\u00e9m outros nomes, como <em>&#8220;escrita expressiva&#8221;<\/em> ou <em>&#8220;escrita terap\u00eautica&#8221;<\/em>, por\u00e9m, <strong>o termo em ingl\u00eas se convencionou (mesmo no Brasil) para se referir \u00e0 pr\u00e1tica como processo terap\u00eautico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contudo, talvez o exemplo mais ilustrativo de <em>journaling <\/em>seja a obra Memorial de Aires, de Machado de Assis<\/strong>, cuja narrativa \u00e9 contada em forma de di\u00e1rio, como se estiv\u00e9ssemos lendo as anota\u00e7\u00f5es do personagem principal, o <em>Conselheiro Aires<\/em>, que escrevia <em>&#8220;para matar o tempo da barca de Petr\u00f3polis&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Sugest\u00e3o de Leitura<\/strong><ul><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Memorial-de-Aires-de-Machado-de-Assis.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Baixe aqui a obra Memorial de Aires de Machado de Assis<\/a><\/li><\/ul><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>O <em>journaling <\/em>permite n\u00e3o apenas registrar experi\u00eancias e ideias, mas tamb\u00e9m materializar a vida interior, mais imaginativa, que, apesar de vivida todos os dias de forma privada, \u00e9 t\u00e3o decisiva quanto qualquer fato concreto<\/strong>. Essa materializa\u00e7\u00e3o ocorre atrav\u00e9s da escrita, do desenho ou de colagens (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Scrapbook\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">scrapbook<\/a>), criando assim um relacionamento mais concreto com nossa subjetividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como podemos escrever nossa hist\u00f3ria interior, <strong>podemos tamb\u00e9m reescrev\u00ea-la, registrando desejos, ideias, imagens e novas possibilidades<\/strong>. Pensamentos repetitivos, intui\u00e7\u00f5es e at\u00e9 mesmo obsess\u00f5es, uma vez registrados, podem revelar novas perspectivas.<strong> Tamb\u00e9m \u00e9 normal que, durante a escrita, surjam ideias (ou solu\u00e7\u00f5es) que &#8220;aproveitam&#8221; a oportunidade surgida<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dentre os benef\u00edcios registrados em pesquisas, est\u00e3o o al\u00edvio da ansiedade, autoconhecimento, melhoria da mem\u00f3ria e da autoconfian\u00e7a, aumento da concentra\u00e7\u00e3o, da produtividade e da criatividade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, escrever sem regras e exig\u00eancias <strong>se converte em estado meditativo<\/strong>, mantendo a mente concentrada no tempo presente e nos gestos da escrita. Esse \u00e9 um dos efeitos mais citados pelos praticantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A leitura de nossos cadernos costuma surpreender: algumas vezes n\u00e3o lembramos de ter escrito certas coisas. <strong>Isso ocorre porque, quando passamos a anotar, surgem pensamentos que logo s\u00e3o esquecidos, tal como ocorre com os sonhos<\/strong> \u2014 <strong>mas dessa vez registradas no papel<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe ainda uma varia\u00e7\u00e3o direcionada para a produtividade pessoal \u2014 o <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Bullet_journal\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bullet Journal<\/a> (tamb\u00e9m chamada de &#8220;<em>BuJo&#8221;<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 recomendado o uso de cadernos, n\u00e3o de celulares e computadores. <\/strong>Mesmo que n\u00e3o seja exig\u00eancia, eletr\u00f4nicos emitem notifica\u00e7\u00f5es que prejudicam a concentra\u00e7\u00e3o. <strong>O simples fato de escrever no celular pode trazer o reflexo condicionado de acessar redes sociais ou consultar o e-mail<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 regras para o <em>journaling<\/em>, sendo mais recomendado escrever na medida em que os pensamentos surgem. <strong>Apesar disso, nada impede a cria\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo pessoal.<\/strong> Alguns adeptos preferem confeccionar seus pr\u00f3prios cadernos alegando conex\u00e3o maior com a escrita. Outros recomendam um hor\u00e1rio espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>Journaling:<\/em> imagina\u00e7\u00e3o e acesso ao inconsciente<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/imaginacao-ativa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"208\" src=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/imaginacao-ativa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16250\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/imaginacao-ativa.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/imaginacao-ativa-300x104.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption><em>O psiquiatra su\u00ed\u00e7o Carl Gustav Jung desenvolveu um m\u00e9todo terap\u00eautico de di\u00e1logo interior baseado na imagina\u00e7\u00e3o, descrito mais abaixo. Liberar a imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos objetivos do journaling.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A import\u00e2ncia da imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 amplamente reconhecida na pedagogia e utilizada em brincadeiras, hist\u00f3rias e jogos para estimular a mente das crian\u00e7as. <strong>Contudo, fora do ambiente escolar, nossa cultura inibe a imagina\u00e7\u00e3o: sentar e devanear \u00e9 visto como algo estranho<\/strong> <strong>ou at\u00e9 engra\u00e7ado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que chamamos de imagina\u00e7\u00e3o, conforme afirmam fil\u00f3sofos e psic\u00f3logos, \u00e9 uma dimens\u00e3o fundamental do ser humano. <strong>Assim, inibir a imagina\u00e7\u00e3o pode causar preju\u00edzos \u00e0 intelig\u00eancia e \u00e0 sa\u00fade mental em qualquer fase da vida.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sabendo bem disso, o f\u00edsico Albert Einstein afirmou:<strong><em> &#8220;a imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 mais importante que a intelig\u00eancia&#8221;<\/em><\/strong>. A ideia da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Teoria_da_relatividade\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Teoria da Relatividade<\/a> surgiu quando Einstein se imaginou cavalgando um raio de luz em uma de suas rotineiras viagens de trem.<\/p>\n\n\n\n<p>O psiquiatra <a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2020\/carl-gustav-jung-e-a-psicologia-analitica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Carl Gustav Jung<\/a>, fundador da psicologia anal\u00edtica, criou um m\u00e9todo terap\u00eautico baseado na imagina\u00e7\u00e3o \u2014 que ele chamou de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Imagina%C3%A7%C3%A3o_ativa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Imagina\u00e7\u00e3o Ativa<\/a>. <strong>Apesar de ser tema complexo com vasta literatura, a ideia da Imagina\u00e7\u00e3o Ativa surgiu quando Jung se imaginou dialogando com um velho e uma jovem<\/strong>, conforme seu relato na obra <em>&#8220;Mem\u00f3rias, Sonhos e Reflex\u00f5es&#8221;<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Para capturar fantasias, eu imaginava uma descida \u00edngreme. Era como uma descida no espa\u00e7o. Vi duas figuras, um velho com barba branca e uma bela jovem. Invoquei minha coragem e me aproximei deles como se fossem pessoas reais e ouvi atentamente o que me disseram [\u2026] outras figuras de minhas fantasias me trouxeram a ideia de que existem coisas na minha psiqu\u00ea que eu n\u00e3o produzo, mas que produzem a si mesmas e t\u00eam vida pr\u00f3pria.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1 nada &#8220;sobrenatural&#8221; nesse di\u00e1logo imagin\u00e1rio. Para Jung, os sonhos, a imagina\u00e7\u00e3o e os devaneios s\u00e3o vias de acesso ao inconsciente; elementos fundamentais da alma \u2014 entendida aqui como <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Psiqu%C3%AA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">psique<\/a><\/strong>. O equil\u00edbrio da personalidade e a boa sa\u00fade mental dependem da harmonia entre nossa dimens\u00e3o racional e nossa dimens\u00e3o inconsciente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O <em>journaling <\/em>permite esse reencontro com a imagina\u00e7\u00e3o. Uma vez aberto o caderno, podemos, por exemplo, permitir que alguma fantasia (como no exemplo de Jung) guie nossa escrita, desenhos ou colagens<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>Journaling e doodles<\/em>: os &#8220;rabiscos terap\u00eauticos&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/doodles.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"190\" src=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/doodles.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16233\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/doodles.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/doodles-300x95.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption><em>Exemplos do ilustrador sueco Mattias Adolfsson: rabiscos como m\u00e9todo de cria\u00e7\u00e3o de personagens.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ainda que a escrita seja parte principal do <em>journaling<\/em>, o uso de desenhos tamb\u00e9m \u00e9 forma de linguagem<\/strong>. N\u00e3o se trata de &#8220;desenhar bem&#8221;, mas sim daqueles rabiscos despretensiosos que fazemos quando concentrados em outras atividades \u2014 como reuni\u00f5es, aulas, falar ao telefone ou simplesmente distra\u00eddos. <strong>N\u00e3o \u00e9 importante t\u00e9cnica ou beleza, mas sim aspectos simb\u00f3licos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As mesas dos estudantes s\u00e3o cheias desses desenhos, mais conhecidos pelo seu termo em ingl\u00eas: &#8220;<em>doodles<\/em><\/strong>&#8220;. Utilizo, mais uma vez, um termo estrangeiro pois foi o que se popularizou para se referir a esses desenhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre os <em>doodles<\/em>, a arteterapeuta Luci Vilanova esclarece em seu livro <em>&#8220;Rabiscos Terap\u00eauticos&#8221;<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Doodle \u00e9 um desenho feito sem destino espec\u00edfico e acontece quando se est\u00e1 concentrado em outra a\u00e7\u00e3o [\u2026] Enquanto \u00e9 feito, n\u00e3o \u00e9 avaliado ou criticado. Artistas visuais utilizam os doodles como ber\u00e7\u00e1rio das formas e pontos de partida para grandes ideias. Quando elaboramos doodles, estamos mais receptivos a revelar imagens do inconsciente ou do inconsciente coletivo.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Quanto mais <em>doodles <\/em>s\u00e3o feitos, mais surgem padr\u00f5es pessoais. Esses padr\u00f5es s\u00e3o linguagem interior que solicitam rela\u00e7\u00e3o maior com o autor<\/strong>; podem tamb\u00e9m ser padr\u00f5es reprimidos pela mente consciente; <strong>n\u00e3o s\u00e3o falados ou escritos, emergem na forma de imagens nos rabiscos e desenhos<\/strong>. Sobre isso, Luci Vilanova diz:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>O pr\u00f3prio desenho aponta para onde \u00e9 preciso ir e revela o que a pessoa que desenhou precisa ver ou articular na fala [\u2026] Portanto, ao desenhar, conta-se uma hist\u00f3ria, \u00e9 uma narrativa que talvez por palavras n\u00e3o seria f\u00e1cil transmitir ou at\u00e9 mesmo compreender. O desenho vem como uma linguagem n\u00e3o verbal para expressar aspectos reprimidos do lado racional.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>E acrescenta ainda:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Muitas pessoas na fase adulta continuam a riscar para registrar percep\u00e7\u00f5es, sentimentos e emo\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, n\u00e3o d\u00e3o import\u00e2ncia ao que \u00e9 produzido em uma simples folha de papel. Nem sabem que conte\u00fados simb\u00f3licos podem estar ali registrados, e acabam por atirar no lixo seus preciosos rabiscos. Mas o ato de rabiscar \u00e9 preservado e segue em uso porque traz satisfa\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes paz e tranquilidade. <\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Acrescentar desenhos na pr\u00e1tica de <em>journaling <\/em>n\u00e3o \u00e9 diferente de escrever ideias ou sentimentos, pois, como foi dito, desenhos s\u00e3o tamb\u00e9m linguagem. <strong>Uma vez surgido um desenho repetitivo ou padr\u00e3o, podemos fazer outros desenhos a partir desse ou escrever sobre os s\u00edmbolos sugeridos<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Com isso aumenta-se tanto o potencial terap\u00eautico do <em>journaling <\/em>quanto suas caracter\u00edsticas criativas. Trata-se de uma <em>&#8220;rela\u00e7\u00e3o com a imagem&#8221;<\/em>. A <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/James_Hillman#Psicologia_Arquet%C3%ADpica\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Psicologia Arquet\u00edpica<\/a>, vertente criada por <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/James_Hillman\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">James Hillman<\/a>, adota essa rela\u00e7\u00e3o como ponto de partida:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>[&#8230;] &#8220;ficar com a imagem&#8221; \u00e9 regra b\u00e1sica do m\u00e9todo da psicologia arquet\u00edpica [&#8230;] As imagens ps\u00edquicas s\u00e3o encaradas como fen\u00f4menos naturais, s\u00e3o espont\u00e2neas, quer seja no indiv\u00edduo ou na cultura, e necessitam ser experimentadas, cuidadas, acariciadas, entretidas, enfim, respondidas. As imagens necessitam de relacionamento, n\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o. No momento que interpretamos, transformamos o que era natural em conceito, nos afastando do fen\u00f4meno.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Hillman sugere ainda que a vida ps\u00edquica \u00e9 inteiramente ficcional, portanto, para tratar o indiv\u00edduo, \u00e9 necess\u00e1rio tratar a hist\u00f3ria que ele conta para si mesmo:<strong> &#8220;<em>Contamos hist\u00f3rias e somos as hist\u00f3rias que contamos. Mais que isso, somos a maneira como contamos nossa hist\u00f3ria&#8221;<\/em><\/strong>. A pr\u00e1tica do <em>journaling<\/em> como recurso terap\u00eautico parte desse pressuposto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como fazer <em>journaling<\/em>: sugest\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Cole alguns post-its ao redor do caderno, fa\u00e7a desenhos ou escreva qualquer coisa neles<\/strong>. Diante da folha em branco podem surgir bloqueios.<strong> <\/strong>Rabiscar faz surgir pensamentos que podem ser prosseguidos no caderno. Se quiser, cole esses rabiscos nas p\u00e1ginas. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cole no caderno bilhetes, tickets, ingressos ou qualquer papel que tenha significado pessoal<\/strong>. Esse \u00e9 um h\u00e1bito comum em registros de viagens, mas pode ser utilizado em qualquer momento. J\u00e1 \u00e9 um come\u00e7o de <em>scrapbooking<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Imagine que algu\u00e9m est\u00e1 conversando com voc\u00ea, tal como no exemplo de Jung; registre a conversa ou anote as ideias sugeridas<\/strong>. Crie personagens na sua imagina\u00e7\u00e3o. D\u00ea nomes e converse com eles. Di\u00e1logos imagin\u00e1rios ajudam a desbloquear a escrita.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Utilize canetas e cadernos espec\u00edficos para o <em>journaling<\/em><\/strong>. Cadernos pequenos (por exemplo, padr\u00e3o 9&#215;14 cm) podem ser \u00fateis pela facilidade de transporte; ajudam a captar pensamentos (ou simplesmente fazer anota\u00e7\u00f5es rotineiras) em qualquer lugar. Mas isso n\u00e3o \u00e9 regra, apenas sugest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se voc\u00ea utiliza agenda de papel<\/strong>, j\u00e1 percebeu que \u00e9 cheia de folhas n\u00e3o utilizadas. Fa\u00e7a anota\u00e7\u00f5es e desenhos nesses espa\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se for poss\u00edvel, fa\u00e7a rabiscos em reuni\u00f5es ou aulas<\/strong>. Guarde esses rabiscos para buscar padr\u00f5es de linguagem pr\u00f3pria que auxilie em novas ideias. Cole-os depois em seu caderno.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Amplifique seus padr\u00f5es<\/strong>. Por exemplo: se em seus rabiscos surgir algo parecido com uma porta, tente desenhar uma porta mais elaborada ou escreva o que lhe vier \u00e0 mente sobre o s\u00edmbolo. Essa \u00e9 uma forma de descobrir e se relacionar com s\u00edmbolos do inconsciente que pode promover al\u00edvio da ansiedade ou captar ideias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Releia suas anota\u00e7\u00f5es<\/strong>. Essa \u00e9 uma parte importante da pr\u00e1tica do <em>journaling, <\/em>principalmente em seus aspectos terap\u00eauticos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por fim, n\u00e3o se sinta pressionado<\/strong>. Se quiser, apenas ande com um caderno e escreva uma ou duas linhas sobre algum fator relevante do dia. Isso ajuda a criar o h\u00e1bito de anotar.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Sugest\u00f5es de leitura<ul><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2020\/filosofia-psicologia-e-psicanalise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Filosofia, psicologia e psican\u00e1lise<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/2019\/pareidolia-contemplacao-e-criatividade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pareidolia, contempla\u00e7\u00e3o e criatividade<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/rabisco.terapia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Acervo pessoal do autor<\/a><\/li><\/ul><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Autor<\/strong>:&nbsp;<em><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/quem-sou\/\" target=\"_blank\">Alfredo Carneiro<\/a>&nbsp;<\/em>\u2013 Graduado em Filosofia e p\u00f3s-graduado em Filosofia e Exist\u00eancia pela Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h3>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>JUNG, Carl Gustav. <strong>Mem\u00f3rias Sonhos e Reflex\u00f5es<\/strong>. Rio de Janeiro, RJ: Nova Fronteira 1986.<\/li><li>HILLMAN, James: <strong>Estudos de Psicologia Arquet\u00edpica<\/strong>. Rio de Janeiro, RJ: Achiam\u00e9, 1981.<\/li><li>HILLMAN, James: <strong>Fic\u00e7\u00f5es que Curam<\/strong>. Campinas, SP: Verus, 2010.<\/li><li>VILANOVA, Luci. <strong>Rabiscos Terap\u00eauticos<\/strong>. Rio de Janeiro, RJ: Livros Ilimitados 2016<\/li><li>ASSIS, Machado. <strong>Memorial de Aires<\/strong>. S\u00e3o Paulo, SP: Editora Globo, 1997.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Navegue pelo netmundi.org<\/h3>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina Principal<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/category\/filosofia-antiga-2\/\">Filosofia Antiga<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/category\/filosofia-medieval-2\/\">Filosofia Medieval<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/category\/filosofia-moderna-2\/\">Filosofia Moderna<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/category\/filosofia-contemporanea\/\">Filosofia Contempor\u00e2nea<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/livros-para-baixar\/\">Livros \u2013 PDF<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/musicas\/\">M\u00fasicas cl\u00e1ssicas para ouvir e baixar<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/arte\/\">Galeria<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/textos-motivacionais\/\">Textos motivacionais<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/falacias\/\">Fal\u00e1cias<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/cibercultura\/\">Cibercultura<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/videos-comentados\/\">Indica\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/canal-youtube\/\">V\u00eddeos com frases de pensadores<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/blog-do-editor\/\">Blog do Editor<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/pensamentos\/\">Frases &amp; Imagens de grandes fil\u00f3sofos<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Journaling sempre foi pr\u00e1tica comum entre artistas, escritores e pensadores. Atualmente \u00e9 utilizado tamb\u00e9m como recurso terap\u00eautico. N\u00e3o h\u00e1 tradu\u00e7\u00e3o literal para o termo, sendo melhor entendido como h\u00e1bito de registrar pensamentos e sentimentos em um di\u00e1rio. Arthur Schopenhauer afirmou que &#8220;o mais belo pensamento pode ser esquecido se n\u00e3o \u00e9 escrito&#8221;, por isso registrava sua rotina em di\u00e1rios; Friedrich Nietzsche se dizia &#8220;condenado a rabiscar&#8221;; os cadernos de Leonardo da Vinci tornaram-se t\u00e3o famosos quanto suas obras; as centenas de cartas de Van Gogh revelam esbo\u00e7os de seus quadros e ideias art\u00edsticas. Sugest\u00f5es de leituraVincent van Gogh: esbo\u00e7os em cartasLeonardo da Vinci | 66 esbo\u00e7os para ver e baixar Os exemplos de personalidades e suas anota\u00e7\u00f5es \u00e9 vasto, desde escritores at\u00e9 executivos, como Jack Welch, ex-presidente da GE, que anotou sua mais conhecida estrat\u00e9gia no guardanapo de um restaurante. Atualmente, muitas pesquisas s\u00e3o conduzidas com o objetivo de registrar os efeitos ben\u00e9ficos do journaling, que recebe tamb\u00e9m outros nomes, como &#8220;escrita expressiva&#8221; ou &#8220;escrita terap\u00eautica&#8221;, por\u00e9m, o termo em ingl\u00eas se convencionou (mesmo no Brasil) para se referir \u00e0 pr\u00e1tica como processo terap\u00eautico. 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