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Falácias

Falácias não são apenas formas incorretas de argumentar, mas também formas incorretas de pensar. Contudo, mesmo pessoas inteligentes recorrem conscientemente às falácias, pois são atalhos para encurtar o debate, fugir do assunto ou enganar o público. Algumas falácias são sofisticadas e passam a impressão de argumentação válida. Muitas pessoas, principalmente líderes religiosos, empresários e políticos, as utilizam ostensivamente contando com o fanatismo, superstição, baixa escolaridade, fragilidade ou ingenuidade das pessoas. No argumento falacioso as premissas não sustentam a conclusão. Muitas falácias são difíceis de serem detectadas e acabam passando a ideia de argumento válido e coerente.

Falácia “post hoc”: a falsa conexão de causa e efeito

“Post hoc” é uma falácia comum entre supersticiosos. Corresponde à falsa atribuição de causa e efeito: se um evento ocorreu após outro, acredita-se que um é causa do outro. A ocorrência de coincidências tende a reforçar a crença de que, por exemplo, um amuleto, oração ou ritual traz proteção. Vestir roupas de certa cor em festas populares, acreditando que trará boa sorte, reforça crenças supersticiosas. Post hoc vem da expressão latina “post hoc ergo propter ... Leia Mais >>

Profecia Autorrealizável: quando as crenças determinam os fatos

Se uma previsão falsa estiver de acordo com as crenças ou expectativas de um indivíduo, ele é induzido a agir buscando confirmar a suposta profecia, tornando-a verdadeira. Essa é a ideia da Profecia Autorrealizável, um conceito da sociologia moderna criado em 1949 por Robert K. Merton. Aplica-se principalmente aos grupos sociais. Merton criou este conceito ao analisar boatos sobre a falência de bancos. A notícia, inicialmente falsa, gerava perda massiva de clientes e negócios, falindo ... Leia Mais >>

Pseudoprofundidade: o teatro da mentira

Pseudoprofundidade é uma forma de falar coisas óbvias como se fosse algo profundo e revelador. Apesar de não se tratar de uma falácia — mas sim de uma habilidade teatral — a pseudoprofundidade costuma caminhar lado a lado com as falácias, pois é uma forma de camuflar argumentos incoerentes com falso revestimento de “sabedoria profunda ou divina”. Muitos líderes religiosos, políticos e gurus (espirituais e corporativos) são especialistas nesta estratégia. Normalmente é ... Leia Mais >>

Falácia do argumento divinizado

“Deus disse, logo é inquestionável!”. Esse é um típico exemplo de argumento divinizado, uma versão religiosa da falácia do apelo à autoridade. Ainda hoje milhares de pessoas aceitam esse tipo de argumento, pois envolve fatores que prejudicam o bom uso da razão. Líderes religiosos desonestos (de qualquer religião) utilizam a mesma estrutura formal para dar autoridade ao seu argumento: “a Escritura Sagrada declara x, logo é certo afirmar y!”, em que y é a ... Leia Mais >>

Falácia do apelo à ignorância

A falácia do apelo à ignorância (argumentum ad ignorantum) ocorre quando, para afirmar que algo é verdadeiro, dizemos que é verdadeiro pois não foi provado que é falso, e vice-versa.  Por exemplo: uma pessoa que acredita em duendes pode afirmar que eles existem porque não foi provado que não existem. Usando a criatividade, outros exemplos podem ser criados: ninguém conseguiu provar a existência de Deus, então ele não existe. Ninguém conseguiu provar que Deus não existe, ... Leia Mais >>

Falácia da rampa escorregadia

A falácia da rampa escorregadia é um tipo de alerta exagerado. Normalmente afirma que, se você der aquele passo, vai escorregar com consequências drásticas. Derrapar e escorregar são metáforas comuns nessa argumentação falaciosa. É também conhecida como “bola de neve”, pois afirma — de forma alarmante — que as consequências virão como uma bola de neve, crescendo cada vez mais. Por exemplo: um amigo diz ao outro que vai sair com uma garota. O ... Leia Mais >>

Falácia do apelo à autoridade

A falácia do apelo à autoridade é comum em comerciais. Basta lembrar a quantidade de celebridades que recomendam produtos e serviços. Algumas celebridades aconselham que você compre um produto que elas mesmas nunca usaram, pois apenas estão utilizando sua imagem para passar credibilidade. Existem também  autoridades que não são especialistas no produto mas recomendam que você o compre. Essa falácia é também chamada de argumentum ad verecundiam. No ... Leia Mais >>

6 falácias mais utilizadas atualmente

Falácias não são apenas formas incorretas de argumentar, mas também formas incorretas de pensar. Contudo, mesmo pessoas inteligentes recorrem conscientemente às falácias, pois são atalhos para encurtar o debate, fugir do assunto ou enganar o público. Líderes religiosos, empresários e políticos utilizam falácias contando com o fanatismo, superstição, baixa escolaridade, fragilidade ou ingenuidade das pessoas.  No argumento falacioso as premissas não sustentam a ... Leia Mais >>

Falácia do ataque ao argumentador (ad hominem)

A falácia do ataque ao argumentador (argumentum ad hominem) é utilizada para fugir do debate atacando a pessoa do argumentador, não o argumento. É uma estratégia comum, utilizada na política e no cotidiano. Muitas pessoas utilizam ad hominem mesmo sem conhecimento de falácias. Essa falácia assume muitas formas, como por exemplo, questionar a moral do argumentador, sua aparência física, nacionalidade, religiosidade, interesse pessoal, etc. Afirmar que a pessoa que está ... Leia Mais >>