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O que é Cibercultura?

O que é cibercultura?

A comunicação digital gerou um novo comportamento humano. A interação entre milhões de pessoas de todos os horizontes através de um caótico mundo virtual criou novas formas de pensar. A cibercultura representa esse conjunto de transformações sociais que têm sua origem no desenvolvimento do ciberespaço.

Este novo mundo conectado é um dos grandes desafios da filosofia contemporânea. A natureza planetária do mundo virtual indica que a cibercultura não está condicionada pelos mesmos fatores que a cultura tradicional — como religiões, tradições e contextos locais.

A cibercultura não é representante de uma determinada cultura. É uma nova cultura formada pela integração de várias culturas e condicionada por fatores tecnológicos. Esse mundo virtual tem uma tendência anárquica; não obedece ordens ou hierarquias.

O fermento da cibercultura


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Tanto o ciberespaço quanto a cibercultura não foram previstos nem mesmo pelos mais imaginativos escritores de ficção científica.

Sua origem se deu através da fusão de iniciativas isoladas. Iniciou com a criação dos primeiros computadores, passando pela popularização dos computadores pessoais, seguindo até a criação das primeiras redes.

Depois disso temos a impressão que o mundo virtual criou vida própria. No entanto essa é uma falsa impressão. O fermento que faz crescer o ciberespaço é nossa necessidade de comunicação.

As vantagens e desvantagens do mundo conectado


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Um exemplo ilustrativo da mudança de comportamento ocorreu com a popularização do e-mail. Antigamente era aceitável que, ao enviar uma carta pelo correio, esperássemos algumas semanas para receber a resposta.

Atualmente, ao enviarmos uma mensagem, esperamos a resposta no mesmo dia. Nossa expectativa de obter uma resposta passou de semanas para horas ou minutos.

Partindo para um exemplo mais radical, o cientista brasileiro Miguel Nicolelis afirmou que, no médio prazo, não usaremos mais teclados e monitores. Iremos submergir em sistemas virtuais.

No longo prazo, o corpo deixará de ser um fator limitante de nossa atuação no mundo. Nosso alto grau de interatividade com as máquinas iria então afetar a própria evolução humana.

No entanto, a cibercultura também cria novos problemas. Aqueles que não tem acesso ao ciberespaço se tornam os marginalizados da cibercultura, os excluídos digitais.

A velocidade do desenvolvimento tecnológico surpreende até mesmo os mais atualizados. A exclusão é maior quando associada ao ciberespaço, pois agora os excluídos não são apenas grupos sociais. Podem ser cidades ou nações inteiras.

Apesar disso, a interatividade humana proporcionada pela comunicação digital favorece da inteligência coletiva. O pensamento crítico, as manifestações artísticas e as ideias que surgem da interação humana no ciberespaço seriam fatores responsáveis pela criação de soluções para os grandes problemas modernos.

No entanto, sem a atuação da inteligência coletiva a cibercultura é apenas supermercado on-line planetário e ferramenta de desinformação e manipulação.

Autor: Alfredo Carneiro


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