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Edgar Morin e a educação na Era Planetária

Edgar Morin

Quem nunca ouviu alguém dizer: “para que vou estudar isso? não serve para nada!ouesse assunto não tem nada a ver com meu curso. Esta forma limitante de pensar é o resultado de uma educação que separa os conhecimentos, impedindo que o indivíduo perceba o “tecido comum que une os saberes”. Segundo o filósofo francês Edgar Morin, a forma como a educação está organizada hoje impede que as pessoas consigam pensar de forma ampla e complexa.

Morin afirma que “aprendemos a analisar e separar mas não a relacionar e fazer com que as coisas se comuniquem”, pois as disciplinas têm um tecido comum que as une, mas que devido a esta separação se torna invisível. Quando estudamos fazendo relações com outras coisas que sabemos, conseguimos entender melhor o objeto de nosso estudo. Existem relações entre matemática, biologia, astronomia, economia, psicologia e língua portuguesa, mas a separação — sem a preocupação com a relação — torna o entendimento mais pobre e o indivíduo mais limitado.

Até mesmo comparações absurdas — ligadas à nossa experiência pessoal — têm validade para o aprendizado. Dizer, por exemplo, que o Sistema Solar é como uma galinha que protege e aquece os seus ovos (os planetas) pode fazer muito mais sentido do que falar sobre a bolha local gerada pelo Sol que protege os planetas do sistema solar.

Quando traçamos relações com outras coisas que sabemos e com nossa própria experiência, isso torna o aprendizado mais rico e sofisticado. Quando começamos a pensar desta forma, ocorre aquilo que Edgar Morin chama de “pensamento complexo“, ou seja, passamos a ver o tecido comum que une todos os saberes.

Assista abaixo um vídeo onde Edgar Morin fala sobre estas ideias.

Autor: Alfredo Carneiro
Editor do netmundi.org