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A origem do politicamente correto

o politicamente correto e a escola de frankfurt

Este vídeo defende que o politicamente correto nada mais é que o marxismo adaptado à cultura. Os autores do vídeo afirmam que foi um grande projeto levado a cabo pelos intelectuais de esquerda da Escola de Frankfurt que traduziram as teorias econômicas de Karl Marx para que seja aplicada à cultura. Selecionei este vídeo pois, assim como Milton Friedman defendendo a legalização das drogas, seu autores defendem suas ideias de forma argumentativa. Se eles estão certos ou não, isso depende de nós. Eles fazem o trabalho deles e passam a bola para nós, que devemos fazer o nosso, que é concordar ou refutar também de forma argumentativa.

Após os primeiros sinais de desastre das aplicações do marxismo, Antonio Gramsci e Georg Lukács acreditaram que o avanço do marxismo era impedido pelos valores das sociedades ocidentais, assentados em na tradição jucaico-cristã que incluía, segundo Lukács, a repressão sexual. Ao se tornar deputado na Hungria, Lukács introduziu nas escolas a educação sexual com o objetivo de minar parte desses valores ocidentais. Acontece que a classe trabalhadora, que seria a grande força marxista, detestou isso. Mais uma vez uma aplicação prática do marxismo caiu por terra.

A Escola de Frankfurt

A Escola de Frankfurt surgiu como mais uma tentativa de decolar o marxismo. Foi formada pelos mais influentes intelectuais da Alemanha, e as ideias de Georg Lukács lançaram os alicerces teóricos da escola. O politicamente correto iria nascer do esforço destes intelectuais em traduzir Karl Marx da economia para a cultura.

O termo "Escola de Frankfurt" surgiu informalmente para descrever os pensadores associados com o Instituto para Pesquisa Social. Foi fundada por Felix Weil em 3 de fevereiro de 1923. Consistia em um anexo da Universidade de Frankfurt e seu primeiro presidente foi Carl Gruenberg

O termo “Escola de Frankfurt” surgiu informalmente para descrever os pensadores associados com o Instituto para Pesquisa Social. Foi fundada por Felix Weil em 3 de fevereiro de 1923. Consistia em um anexo da Universidade de Frankfurt e seu primeiro presidente foi Carl Gruenberg

Entre os intelectuais mais influentes da Escola de Frankfurt temos Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Erich Fromm e Herbert Marcuse. Estes pensadores entenderam que o sucesso do capitalismo impedia o avanço do marxismo, principalmente entre a classe trabalhadora da Europa, então eles iriam precisar de uma nova força política. Sigmund Freud começou a ser utilizado como uma arma para demonstrar que a sociedade ocidental vivia sob grande pressão psicológica. Surgiram então os termos “liberação sexual” e “política de gênero“. Posteriormente, devido a segunda guerra, alguns integrantes da escola de Frankfurt fugiram para os EUA, o que ajudou mais ainda a introdução de suas ideias nesse país.

A nova força marxista

A nova força necessária à revolução marxista na cultura não seriam mais os trabalhadores, mas os movimentos feministas, gays e negros que esses intelectuais afirmavam serem oprimidos nas sociedades capitalistas. Esta ideia também tomou conta das universidades americanas nos anos 60, que instalaram “departamentos do politicamente correto” que defendiam a liberação sexual e a liberdade de expressão, além de atacar a “democracia burguesa”. Tudo bem, muitos jovens queriam apenas transar e queriam respaldo de um intelectual. As ideias dos intelectuais de Frankfurt não estavam mais ligadas à uma busca da verdade, mas em minar o capitalismo implantando ideias marxistas na sociedade. A questão que surge é: será que esses movimentos sociais e estudantes estavam conscientes disso?

A essência do politicamente correto

No final das contas, até mesmo a lógica é atacada pela Escola de Frankfurt que, segundo os autores deste vídeo, consideravam lógico todo argumento que atacasse as sociedades capitalistas e a tradição judaico-cristã que as formaram. E seria ilógico qualquer argumento que fosse a favor dessas sociedades. A essência do politicamente correto está contida nesta intenção. E nem sempre a “nova força marxista” estaria consciente disto.

Saiba mais detalhes sobre o avanço do politicamente correto nos EUA. Assista este vídeo e absorva suas informações. A grande questão não é assumir as ideias dos autores do vídeo, mas incluí-las em nosso repertório de reflexão sobre o nosso tempo. Para onde iremos a partir de então irá depender de nossas conclusões. Vale lembrar que qualquer ideia difundida nos EUA acaba sendo também sendo difundida no Brasil. Como são sociedades muito diferentes, o resultado pode ser também diferente.

Minha conclusão sobre tudo isso é que o politicamente correto impede que a ética evolua para o que ela tem de melhor, que é a percepção do certo pelo certo. O que é errado é feio, vergonhoso, simplesmente isso. Mas dentro de sociedades moralmente falidas, o politicamente correto é o certo feito por medo. Acontece que isso também é vergonhoso. Deveríamos sentir vergonha de fazer algo errado e causar sofrimento, e não medo. Esse medo é ao mesmo tempo certo e moralmente pobre. Se causo sofrimento, então fico com medo de ser flagrado e não me sinto culpado pelo que fiz. Isso é o resumo do politicamente correto, que no final das contas me impede de pensar mais profundamente sobre o que é moralmente correto. O que precisamos é de uma reflexão comprometida sobre a moral. Enquanto esse amadurecimento filosófico não chega, reinam o politicamente correto e a pobreza de espírito.

Leia aqui algumas frases e imagens de Karl Marx, principal inspirador da Escola de Frankfurt e, segundo os autores deste vídeo, o verdadeiro pai do politicamente correto.

Autor: Alfredo Carneiro
Editor do netmundi.org

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