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Zygmunt Bauman e a cultura do endividamento

Bauman

Essa propaganda do Banco do Brasil é a cara do brasileiro. Em outra propaganda do mesmo banco, alguém está no WhatsApp e cria um grupo de inicio de ano, onde entram material escolar, IPVA e IPTU, e o carnaval sai do grupo. Então a pessoa vai no banco (tudo on-line) e faz um empréstimo para…ir pular carnaval. Desde os anos 80 o brasileiro é condicionado a pensar que “viver e ser feliz” é o que importa. O filósofo Zigmunt Bauman é um dos principais críticos desta estratégia das instituições financeiras.

Mas, para “viver e ser feliz”, é preciso se endividar (assim pregam os bancos em propagandas como essa). Quem realiza seus projetos com planejamento financeiro e pouco endividamento é o pesadelo das instituições financeiras. O filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman alerta para o fato de que os bancos preferem o sujeito endividado, pois vivem dos juros dessas dívidas.

No Brasil mesmo os escolarizados (e principalmente esses) “querem ser felizes” a qualquer custo. A ideia é “não adiar seus sonhos e ser feliz agora”. Bauman alerta que essa foi a mudança da cultura da poupança para a cultura do endividamento. Os bancos não se importam se você pode pagar ou não. Se não puder, faça um novo empréstimo. O que importa é que a pessoa esteja sempre endividada. Essa “epidemia da felicidade” disseminada em nossa sociedade deixa felizes apenas os bancos. Assim pensa Zygmunt Bauman.

Autor: Alfredo Carneiro
Editor do netmundi.org
twitter:@alfredo_mrc

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