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Matrix: a esperança não é computável

Matrix

Existe uma cena famosa no filme Matrix Reloaded em que Neo dialoga com o Arquiteto. Tirando todo o palavrório envolvido, o resumo é simples: o que se afirmou nesta cena foi a liberdade humana contra o determinismo. Para o Arquiteto, que é uma máquina, o ser humano tem seu comportamento (ou destino) determinado. Não existe liberdade de escolha, uma vez que, para um computador, tudo é computável.

Assim, o Arquiteto acreditou que poderia manipular facilmente Neo, colocando diante dele a salvação de Zion e a salação de Trinity. Salvar Trinity não faria sentido, pois se a cidade de Zion caísse, tudo o mais cairia. Logo, a decisão natural seria salvar Zion. Assim “pensam” os computadores e assim “pensou” o Arquiteto. 

A opção de Neo e surpreendeu o Arquiteto, pois existia um elemento não computável em Neo: a esperança. Esse sentimento puramente humano é, no fundo, irracional. Mas é ainda um dos melhores sentimentos que podemos contar. O Arquiteto, sendo máquina, não poderia ter previsto isso.

Existem ainda muitos questionamentos e medos sobre o avanço da inteligência artificial, alardeado até mesmo por cientistas. Mas alguns elementos puramente humanos, como o pensamento, nunca serão atingidos pelas máquinas. Leia um texto de minha autoria sobre issoPodem as máquinas pensar?  (esse texto foi utilizado em uma prova de concurso público).

Autor: Alfredo Carneiro
Editor do netmundi.org
twitter:@alfredo_mrc

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