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Como é ser um morcego?

Como é ser outra pessoa? Como é ser um morcego? Esse é o problema da consciência, um dos mais persistentes problemas da filosofia. Enquanto não for esclarecido, continua sendo um típico problema filosófico. Alguns acreditam que a ciência está criando condições para esclarecer esse problema, outros acham que a ciência, sendo objetiva, nunca terá condições de responder questões subjetivas. Nesse caso a filosofia cumpre seu papel incômodo de desbancar tanto religiosos quanto cientistas, pois a filosofia não é nem uma coisa nem outra, mas uma pedra no sapato da certeza.

Se é verdade que o filósofo se ocupa com problemas que as pessoas não sabem que têm, esse é um caso. A alma (ou consciência?) é um assunto facilmente resolvido por um paradigma espiritualista ou dogma dualista alma/corpo. O cientista acredita que tudo está no cérebro, e essa posição é tão ingênua e dogmática quanto a posição religiosa (ou espiritualista). Mas o filósofo é um condenado à desconfiar, e o problema da consciência permanece, para ele, insolúvel. A filosofia não oferece o conforto dogmático.

Conheça as ideias antagônicas dos filósofos da mente Thomas Nagel e Patricia Churchland  sobre o problema da consciência. Nagel utiliza o exemplo do morcego de forma genial. Pare um pouco, leia o texto. Vale a pena. Depois disso dificilmente você dirá “eu sei como você se sente”.  Link aqui ó : O Problema da Consciência.

Autor: Alfredo Carneiro
Editor do netmundi.org
twitter:@alfredo_mrc

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