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A praça da logosofia

Praça da Logosofia

A logosofia utiliza aquela imagem romântica de uma pracinha de bairro para criar uma  interessante metáfora. Na praça sentamos em um banco e assistimos as pessoas passarem e os fatos ocorrerem. As pessoas e os fatos representam nossos pensamentos. A relação que teremos com essas pessoas, ou com as coisas que nos ocorrem, dependerá de nossa decisão interior, pois somos nós que decidimos qual pensamento pode sentar ao nosso lado. Assim afirma esse interessante conceito logosófico.

O problema é que existem praças e praças, então acrescentei minhas considerações à esta metáfora da logosofia. Algumas são em bairros seguros, familiares e conhecidos. Outras ficam em bairros perigosos, cheias de pensamentos assaltantes, de coisas difíceis de assistir. A habilidade de lidar com nossos pensamentos é mais exigida quanto mais desconhecidas e distantes são as praças, mas é preciso que se arrisque. Caso contrário, a praça familiar e segura pode tornar-se perigosa, pois tendemos a acreditar que no conforto está a verdade, e a ingenuidade toma conta de nós. É preciso saber lidar com pensamentos e experiências variadas.

Quanto mais verdade podemos suportar, tanto mais distantes devem ser as praças. É preciso caminhar. Por isso desconfio daqueles que, nunca saindo de suas praças, vendem sabedorias. Se todos os pensamentos que sentam ao nosso lado são agradáveis, talvez seja o momento de desconfiar de nossa confortável praça.

Autor: Alfredo Carneiro
Editor do netmundi.org
twitter:@alfredo_mrc

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