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Friedrich Nietzsche: “Deus está morto”

Nietzsche: Deus está morto

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche afirmava que não existia — na modernidade — mais nada de sagrado, apenas ganância, egoísmo e falsas religiões de dominação. Diante deste esvaziamento de sentido, desta falta de sacralidade e profundidade, ele então declarou: “Deus está morto“.

Ao contrário do que acredita o senso comum, “Deus está morto” não se refere ao cristianismo, mas à modernidade e também à filosofia após Platão, que se voltaram para um além-mundo supostamente espiritual que contaminou todo o pensamento ocidental.

Isso teria tornado o homem fraco, medroso, doente e sem vontade de viver plenamente o tempo que lhe foi dado, se voltando para a obediência de regras morais supostamente divinas, desperdiçando assim o que de fato é sagrado e divino: a própria vida.

Essas regras nada mais seriam que um sistema de controle, como ele mesmo escreveu, que ainda serviria para suprir a inveja que os fracos têm dos fortes, classificando-os como pecadores, maus e perversos. 

Para Nietzsche, este mundo que vivemos é que seria de fato sagrado. “Deus está morto” se refere à passagem do trágico (como afirmação da vida apesar da dor e da morte, presente na tragédia grega) para o dramático (valorização das angústias da vida medíocre).

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Autor: Alfredo Carneiro
Editor do netmundi.org
twitter:@alfredo_mrc