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Falácia do ataque ao argumentador

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Esta falácia, também chamada de argumentum ad hominem, é largamente utilizada para fugir da argumentação atacando a conduta moral ou alguma suposta falha pessoal do argumentador. É uma estratégia muito comum, utilizada largamente na política e no cotidiano. Podemos observar as pessoas utilizando ad hominem mesmo sem conhecer falácias. É uma forma fácil de fugir do assunto passando a impressão de argumento válido. No entanto é um argumento inconsistente, como toda falácia. A falácia não é apenas uma forma incorreta de argumentar, mas, acima de tudo, uma forma incorreta de pensar. O ataque ao argumentador é uma maneira de encerrar o assunto, principalmente quando se está perdendo a discussão, e indica também descontrole emocional.

A falácia Ad Hominem na política brasileira

A grande maioria dos políticos brasileiros praticamente só usa ataque ao argumentador. Nem é necessário que eu dê muitos exemplos, pois o brasileiro conhece muito bem esse tipo de argumentação falaciosa. Se um oponente não consegue acusar um político ou candidato de corrupção, então acusa a moral, busca amantes, erros de juventude e o que vier. De forma geral, no debate político brasileiro quase ninguém argumenta de verdade. Apenas se aplica essa falácia e ninguém muda de opinião. Projetos e propostas parecem ser coisas secundárias. Pessoas desonestas adoram essa falácia, e o que não falta na política brasileira são aproveitadores, por isso mesmo esta é a falácia mais utilizada.

Exemplos de argumentum ad hominem 

  1. “Você quer dar conselhos sobre como educar meus filhos? Você deixou seus filhos com sua ex-mulher, portanto não tem moral pra aconselhar sobre filhos.”
  2. “Schopenhauer era hipócrita, pois sua filosofia valorizava o ascetismo contudo ele adorava comer bem e vestir boas roupas.”
  3. “Ele me aconselhou a ter paciência com minha esposa, mas é padre. Então não sabe nada sobre vida de casal.”
  4. “Ele é ecologista mas já trabalhou em uma madeireira, logo, não tem moral para falar de ecologia.”
  5. “O cara quer ser bonzinho, ajuda as pessoas e empresta dinheiro, mas é muito rico. Com certeza existe má intenção nisso.”
  6. “Ele disse que a polícia não aceita suborno. Mas ele é policial, claro que ia falar isso”

Defesa

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Na argumentação, o que se pretende é evoluir o discurso, desmascarar ou esclarecer as incoerências. Mas no ad hominem o oponente quer apenas jogar pedras, atacar de forma irracional e negar o diálogo. Por experiência própria, posso dizer que a maioria daqueles que aplicam esta falácia não são pessoas com quem podemos conversar ou trocar ideias. Se eu mesmo passo a fazer ataques, me reduzo ao nível do meu atacante, que normalmente são pessoas despreparadas ou desonestas. Se for o caso, seja enérgico, mas lute o bom combate com argumentos sólidos, com sinceridade, amor e verdadeira vontade. Com o tempo a superioridade fica aparente, mas não se reduza ao ad hominem.

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Autor: Alfredo Carneiro
Editor do netmundi.org

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