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Falácia do ataque ao argumentador (ad hominem)

Falácia ad hominem

A falácia do ataque ao argumentador (argumentum ad hominem) é utilizada para fugir do debate atacando a pessoa do argumentador, não o argumento. É uma estratégia comum, utilizada na política e no cotidiano. Muitas pessoas utilizam ad hominem mesmo sem conhecimento de falácias.

Essa falácia assume muitas formas, como por exemplo, questionar a moral do argumentador, sua aparência física, nacionalidade, religiosidade, interesse pessoal, etc.

Afirmar que a pessoa que está argumentando não pratica o que diz também pode ser uma variação dessa falácia.

É uma forma de fugir do assunto passando a impressão de argumentação válida. Entretanto, na maioria das vezes, o ataque ao argumentador não tem relação alguma com o que está sendo debatido.

Exemplos de ad hominem 

  1. “Me aconselha sobre como educar meus filhos, mas é divorciado.”
  2. “Diz para ter paciência com minha esposa, mas é padre.”
  3. Já trabalhou em madeireira e fica defendendo causas ecológicas.”
  4. “Me aconselha a estudar, mas é burro.”
  5. “Me sugere fazer dieta, mas é gordo.”
  6. Diz que preciso fazer exercícios, mas é preguiçoso.”
  7. “Isso não pode ser verdade, pois você é um idiota.”
  8. “Vocês vão acreditar em mim ou nesse vigarista?”
  9. “Ela disse para você se separar do seu marido só porque não é casada.”
  10. “Não é formado e gosta de falar da importância da universidade.”

Na argumentação ad hominem, o oponente quer apenas negar o diálogo. Na maioria das vezes é uma forma de mascarar falhas pessoais, pois o caráter ou as circunstâncias do argumentador não tem relação com a verdade ou falsidade do que está sendo dito.

Autor: Alfredo Carneiro

Referência Bibliográfica


  1. Guia das falácias de Stephen Downes
  2. Law, Stephen. Guia Zahar de Filosofia. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 2008.

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