{"id":77,"date":"2013-03-27T20:09:40","date_gmt":"2013-03-27T20:09:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?p=77"},"modified":"2020-12-17T23:33:03","modified_gmt":"2020-12-17T23:33:03","slug":"as-visoes-antropologicas-de-montaigne-pascal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/as-visoes-antropologicas-de-montaigne-pascal\/","title":{"rendered":"A natureza humana em Michel Montaigne e Blaise Pascal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Era Moderna corresponde ao aumento da diversidade cultural, causado pela decad\u00eancia do sistema feudal e surgimento do capitalismo. <strong>A Igreja ainda mant\u00e9m forte influ\u00eancia e os pensadores modernos, como Michel de Montaigne e Blaise Pascal, enfrentam a pluralidade de perspectivas que surge com o choque de culturas e costumes<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro desta nova realidade, fil\u00f3sofos modernos dever\u00e3o responder o que \u00e9 a natureza humana. Tanto Montaigne como Pascal eram pensadores crist\u00e3os, o que decisivamente influenciou suas filosofias, mas, apesar disso, suas ideias diferem em v\u00e1rios pontos, coincidindo apenas na percep\u00e7\u00e3o do homem como ser limitado e v\u00edtima das circunst\u00e2ncias, restando a ele apenas salva\u00e7\u00e3o pela aceita\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h3>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">As vis\u00f5es antropol\u00f3gicas de Michel de Montaigne e Blaise Pascal foram concebidas durante o per\u00edodo Moderno, que vai do s\u00e9culo XVI ao XVIII. A influ\u00eancia do cristianismo ainda \u00e9 forte, com exce\u00e7\u00e3o do mundo oriental. <strong>No entanto, essa \u00e9poca corresponde a uma circula\u00e7\u00e3o cada vez maior, na Europa, de culturas, costumes e valores, al\u00e9m de um crescente questionamento do poder da igreja<\/strong>. \u00c9 esse tamb\u00e9m o per\u00edodo da <a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2017\/martinho-lutero-e-a-reforma-protestante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Reforma Protestante<\/a> e do <a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2017\/renascimento-periodo-que-definiu-era-moderna\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renascimento<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensar o homem, durante a Idade Moderna, implicava em responder questionamentos que surgem da pluralidade de perspectivas, ocorrida com o encontro de povos estimulado pelo surgimento do capitalismo e derrocada do feudalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relativismo cultural e o ceticismo se tornam ideias cada vez mais difundidas. Os costumes considerados sagrados por um povo eram her\u00e9ticos para outro, <strong>o Deus crist\u00e3o se confronta com outros deuses e outras vis\u00f5es de mundo<\/strong>.<\/p>\n<div id=\"attachment_1415\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Idade-Moderna-HISTORIA-DO-MUNDO.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1415\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1415\" class=\"wp-image-1415 size-content\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Idade-Moderna-HISTORIA-DO-MUNDO-600x264.jpg\" alt=\"Idade-Moderna-HISTORIA-DO-MUNDO\" width=\"600\" height=\"264\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1415\" class=\"wp-caption-text\"><em>O in\u00edcio da era moderna representou um choque de costumes, culturas e paradigmas que obrigou pensadores como Montaigne e Pascal a buscar novas respostas para a pergunta \u201co que \u00e9 o homem?\u201d. Como esses dois fil\u00f3sofos eram pensadores crist\u00e3os, suas conclus\u00f5es necessariamente foram dentro deste paradigma. Mesmo assim contribu\u00edram para o enriquecimento deste importante tema filos\u00f3fico.<\/em><\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido a isso, alguns fil\u00f3sofos modernos, entre eles Michel de Montaigne e John Locke, <strong>passam a definir o homem como v\u00edtima do destino, n\u00e3o persistindo nele singularidade alguma al\u00e9m dos est\u00edmulos do meio em que vive<\/strong>. Os pensadores inseridos nesse per\u00edodo t\u00eam de se haver como todas essas quest\u00f5es para responder uma das perguntas fundamentais da filosofia: <strong>o que \u00e9 o homem?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Montaigne n\u00e3o se deixa captar t\u00e3o facilmente, devido \u00e0 ambiguidade e contradi\u00e7\u00e3o que permeiam sua principal obra, <em>Os Ensaios<\/em>. A falta de sistematiza\u00e7\u00e3o reflete sua perspectiva c\u00e9tica baseada no relativismo cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>Para Montaigne, o conhecimento humano n\u00e3o \u00e9 nada confi\u00e1vel, pois, sofrendo a influ\u00eancia de fatores diversos, n\u00e3o pode ser avaliado com precis\u00e3o. Segundo ele, \u201cdois homens nunca tiveram a mesma opini\u00e3o sobre a mesma coisa\u201d. Como S\u00f3crates, que disse saber apenas que nada sabia, Montaigne iguala o dogmatismo \u00e0 ignor\u00e2ncia, e o estilo n\u00e3o-sistem\u00e1tico de sua filosofia reflete sua opini\u00e3o de que nossa atitude de ordenar o conhecimento humano \u00e9 v\u00e3. (OLIVER, 1998, p. 64)<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido a isso, Montaigne adotou um estilo de investiga\u00e7\u00e3o original para sua \u00e9poca, buscando analisar a si e ao mundo de forma espont\u00e2nea, saltando de um assunto a outro conforme sua disposi\u00e7\u00e3o e interesse. Sua percep\u00e7\u00e3o do homem como v\u00edtima das circunst\u00e2ncias e incapaz de atingir qualquer verdade atrav\u00e9s da raz\u00e3o \u00e9 norteadora de seu ceticismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Somos v\u00edtimas da inconst\u00e2ncia, da irresolu\u00e7\u00e3o, da incerteza, do luto, da supersti\u00e7\u00e3o, da preocupa\u00e7\u00e3o com a morte, inclusive o de depois da morte, da ambi\u00e7\u00e3o, da avareza, do ci\u00fame, da inveja, dos apetites desregrados e insopit\u00e1veis, da guerra, da mentira, da deslealdade, da intriga, da curiosidade. Pagamos, pois, bem caro a t\u00e3o decantada raz\u00e3o de que nos jactamos, e a faculdade de julgar e conhecer, se a alcan\u00e7amos, \u00e9 \u00e0 custa do n\u00famero infinito de paix\u00f5es que nos assaltam sem cessar. (MONTAIGNE, 1972, p.229)<\/em><\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_1418\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/descobrimento-do-brasil.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1418\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1418\" class=\"wp-image-1418 size-full\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/descobrimento-do-brasil.jpg\" alt=\"descobrimento-do-brasil\" width=\"600\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/descobrimento-do-brasil.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/descobrimento-do-brasil-300x110.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1418\" class=\"wp-caption-text\"><em>Pensar o homem, durante a Idade Moderna, implicava em responder aos questionamentos que surgem da pluralidade de perspectivas, ocorrida com o encontro de povos estimulado pelo surgimento do capitalismo e derrocada do feudalismo na Europa. O relativismo cultural e o ceticismo se tornam ideias cada vez mais difundidas.<\/em><\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pascal, por sua vez, tenta indicar uma ideia mais clara sobre o homem, que vai diretamente ao encontro da verdade estabelecida pela f\u00e9 crist\u00e3, e critica a falta de sistematiza\u00e7\u00e3o de Montaigne, relacionando sua falta de clareza a uma vis\u00e3o deturpada de homem e de mundo, influenciada pelo paganismo e desrespeito a Deus e \u00e0 vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, Montaigne submeteu seu livro, Os Ensaios, \u00e0 censura Papal e recebeu ressalvas, mas sem impeditivos \u00e0 sua publica\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, Pascal ataca Montaigne:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Ele inspira uma despreocupa\u00e7\u00e3o com a salva\u00e7\u00e3o, sem temor e sem arrependimento. N\u00e3o tendo o seu livro sido feito para conduzir \u00e0 piedade, ele n\u00e3o estava obrigado a isso, mas sempre se est\u00e1 obrigado a n\u00e3o desviar-se dela. Pode-se desculpar os seus sentimentos algo livres e voluptuosos em alguns encontros da vida, mas n\u00e3o se pode desculpar seus sentimentos pag\u00e3os a respeito da morte. <\/em>(PASCAL, 2000. p. 279. Pensamento 680).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pascal aponta o homem como ser miser\u00e1vel, v\u00edtima das circunst\u00e2ncias, no entanto dotado de consci\u00eancia que lhe confere dignidade, pois s\u00f3 o homem, apesar de sua impot\u00eancia, \u00e9 consciente de sua condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>O homem n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o um cani\u00e7o, o mais fraco da natureza, mas \u00e9 um cani\u00e7o pensante. Mas, ainda que o universo o esmagasse, o homem seria ainda mais nobre que aquilo que o mata, pois ele sabe que morre e a vantagem que o universo tem sobre ele. <\/em>(PASCAL, 2000. p. 86. Pensamento 200).<\/strong><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>A NATUREZA HUMANA SEGUNDO MICHEL DE\u00a0\u00a0MONTAIGNE<\/strong><\/h3>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Montaigne-ensaios.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1242\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-content wp-image-1242\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Montaigne-ensaios-599x264.jpg\" alt=\"Michel de Montaigne\" width=\"599\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Montaigne apresenta sua vis\u00e3o de natureza humana atrav\u00e9s da defesa dos argumentos do livro <em>\u201cTeologia Natural ou Livro das Criaturas\u201d<\/em>, de Raymond Sebond, presente dado por Pierre Bu\u00f1el ao pai de Montaigne. Bu\u00f1el defendia que a Reforma de Lutero era uma doen\u00e7a que iria degenerar na dissemina\u00e7\u00e3o do ate\u00edsmo, e a leitura de Sebond era apropriada \u00e0s circunst\u00e2ncias, uma vez que o livro era uma defesa da exist\u00eancia de Deus, realizada atrav\u00e9s da demonstra\u00e7\u00e3o da sabedoria da natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>A esse respeito Bu\u00f1el mostrava-se clarividente, prevendo, simplesmente pelo racioc\u00ednio que esse princ\u00edpio de doen\u00e7a degeneraria logo em execr\u00e1vel ate\u00edsmo, isso porque o vulgo, n\u00e3o sendo capaz de julgar as coisas em si, se at\u00e9m \u00e0s apar\u00eancias. Quando se p\u00f5em em d\u00favida certos pontos de sua religi\u00e3o, submetendo-os a seu julgamento, ele acaba muito rapidamente a sentir a mesma incerteza com todas suas demais cren\u00e7as. (MONTAIGNE, 1972, p.209)<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Raymond Sebond, era um m\u00e9dico espanhol do s\u00e9culo XIV, e sua obra \u00e9 um considerada um marco da Teologia Natural, que tenta provar a exist\u00eancia de Deus sem recorrer a revela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defesa dos argumentos de Sebond, realizada por Montaigne no ensaio <em>Apologia a Raymond Sebond,<\/em> \u00e9 um artif\u00edcio utilizado para defender sua pr\u00f3pria vis\u00e3o de natureza humana. Montaigne ataca a raz\u00e3o como algo limitado e incapaz de apreender a sabedoria divina, que somente poderia ser percebida atrav\u00e9s da f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Abandonados unicamente \u00e0 nossa intelig\u00eancia, n\u00e3o seremos capazes, pois se assim fosse, muitos esp\u00edritos superiores e privilegiados como os que floresceram nos s\u00e9culos passados teriam chegado \u00e0 f\u00e9 por interm\u00e9dio da raz\u00e3o. \u00c9 somente a f\u00e9 que nos revela os inef\u00e1veis mist\u00e9rios de nossa religi\u00e3o e nos confirma sua verdade. (MONTAIGNE, 1972, p.209). <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, Montaigne tem um estilo que dificulta a defini\u00e7\u00e3o de sua real posi\u00e7\u00e3o, uma vez que, neste ensaio, tanto defende a religi\u00e3o crist\u00e3 quanto ataca os costumes crist\u00e3os. Sua cr\u00edtica aos crist\u00e3os procura demonstrar que eles mesmos n\u00e3o compreendem e n\u00e3o seguem os preceitos de sua religi\u00e3o como deveriam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Dever\u00edamos envergonhar-nos. O adepto de qualquer seita humana, por estranha que seja, a ela adapta rigorosamente sua conduta, e n\u00f3s outros crist\u00e3os s\u00f3 nos unimos \u00e0 nossa divina doutrina por palavras. Quereis prova? Comparai nossos costumes aos dos maometanos e dos pag\u00e3os e\u00a0 vede quanto os nossos s\u00e3o inferiores, mesmo quando devido \u00e0 superioridade de nossa religi\u00e3o dever\u00edamos brilhar extraordinariamente. Cumpriria que dissessem: s\u00e3o justos, caridosos e bons, logo devem ser crist\u00e3os. (MONTAIGNE, 1972, p.209). <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo do ensaio, Montaigne cita v\u00e1rios exemplos de comportamento e lealdade dos animais, procurando demonstrar a superioridade e sabedoria encontradas na natureza, principalmente quando comparadas com nosso comportamento e nossa raz\u00e3o. \u00a0Para Montaigne, as obras dos animais n\u00e3o s\u00e3o sequer compreendidas pela raz\u00e3o humana e de forma alguma podemos ter a pretens\u00e3o de nos sentirmos superiores a eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Constatamos que na maior parte de seus trabalhos e obras os animais nos s\u00e3o superiores e que nossa arte n\u00e3o consegue imitar-lhes com grande \u00eaxito as realiza\u00e7\u00f5es, e no entanto no que fazemos, inferior ao que fazem os bichos, pomos toda nossa alma e apelamos para nossas faculdades. (MONTAIGNE, 1972, p.216)<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aspecto moral do comportamento dos animais \u00e9 outro recurso por ele utilizado para atacar a moral dos homens, julgando-a fr\u00e1gil e condicionada pela cultura e costumes locais. Mesmo em sua moralidade, os animais seriam superiores a n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Se, para sermos justos, devemos dar a cada um o que lhe \u00e9 devido, diremos que os animais servem, amam e defendem seus benfeitores; perseguem e agridem os estranhos e os que os ofendem, praticando uma justi\u00e7a igual a nossa. E vemos tamb\u00e9m que tratam com equidade perfeita seus filhos. Quanto \u00e0 amizade praticam-na os animais, sem d\u00favida alguma, de forma mais constante e viva do que o homem. (MONTAIGNE, 1972, p.222)<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Montaigne \u00e9 considerado um c\u00e9tico e adotou o relativismo cultural, o que pode ter influenciado seu estilo contradit\u00f3rio. Sua obra <em>Ensaios<\/em> \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o desse relativismo, uma vez que n\u00e3o \u00e9 sistematizada, mas uma cole\u00e7\u00e3o de ensaios que eram escritos de acordo com seu interesse e disposi\u00e7\u00e3o, o que reflete sua vis\u00e3o sobre a natureza humana. O homem, para esse fil\u00f3sofo franc\u00eas, \u00e9 v\u00edtima das circunst\u00e2ncias, dos costumes e n\u00e3o tem em si nada de singular ou verdadeiro, uma vez que a pr\u00f3pria verdade \u00e9 tamb\u00e9m relativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mediante esse relativismo, defende a submiss\u00e3o do homem \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o (no seu caso, a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3), uma vez que n\u00e3o existe verdade alguma, \u00e9 mais seguro e conveniente adotar a verdade de sua cultura, pois a substitui\u00e7\u00e3o de uma cren\u00e7a por outra implicaria, em um curto espa\u00e7o de tempo, a n\u00e3o ter cren\u00e7a alguma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Temos, portanto, quando se apresenta uma nova doutrina, raz\u00f5es de sobra para desconfiar e lembrar que antes prevalecia a doutrina oposta. Assim como esta foi derrubada pela recente, no futuro uma terceira substituir\u00e1 provavelmente a segunda. {&#8230;} Quando me atiram um argumento novo, ponho-me a pensar que o que n\u00e3o pude resolver, outro resolver\u00e1 e que dar f\u00e9 a todas as apar\u00eancias de que n\u00e3o nos podemos defender \u00e9 grande simplicidade. (MONTAIGNE, 1972, p.268)<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, Montaigne exalta sua pr\u00f3pria religi\u00e3o, no entanto, n\u00e3o deixa claro se sua escolha se deve \u00e0 cren\u00e7a da superioridade de sua religi\u00e3o ou \u00e0 conveni\u00eancia da submiss\u00e3o \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>N\u00e3o tampouco pode ocorrer que o homem se eleve acima de si mesmo e da humanidade, porque s\u00f3 pode ver com seus olhos e aprender com seus pr\u00f3prios meios. Elevar-se-\u00e1, se Deus lhe quiser dar a m\u00e3o. Elevar-se-\u00e1 sob a condi\u00e7\u00e3o de abandonar seus meios de a\u00e7\u00e3o, de renunciar a eles e se deixar erguer. {&#8230;} \u00c9 nossa f\u00e9 crist\u00e3, e n\u00e3o a virtude est\u00f3ica dos fil\u00f3sofos, que pode operar essa divina e milagrosa metamorfose. (MONTAIGNE, 1972, p.283)<\/em><\/strong><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>A NATUREZA HUMANA SEGUNDO BLAISE PASCAL<\/strong><\/h3>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/blaise_pascal-600x264-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1427\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1427\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/blaise_pascal-600x264-1.jpg\" alt=\"Blaise Pascal\" width=\"600\" height=\"236\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/blaise_pascal-600x264-1.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/blaise_pascal-600x264-1-300x118.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se em Montaigne n\u00f3s temos um ceticismo que \u00e9 oriundo do relativismo cultural, em Pascal esse ceticismo \u00e9 superado pela percep\u00e7\u00e3o de uma \u201craz\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o\u201d.\u00a0 O homem n\u00e3o \u00e9 apenas fruto de sua cultura e seus costumes, mas tem em si uma raz\u00e3o que \u00e9 al\u00e9m da raz\u00e3o. Dessa forma, Pascal indica uma concep\u00e7\u00e3o de natureza humana formada pela raz\u00e3o e pela emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>O cora\u00e7\u00e3o tem raz\u00f5es que a raz\u00e3o desconhece; sabe-se disso em mil coisas. Digo que o cora\u00e7\u00e3o ama o ser universal naturalmente e a si mesmo naturalmente, conforme ao que se dedica, e ele se endurece contra um ou outra \u00e0 sua escolha. Rejeitastes a um e ficastes com o outro; ser\u00e1 pela raz\u00e3o que vos amais? <\/em>(PASCAL, 2000. p. 164. Pensamento 423).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, se em Descartes a racionalidade se separa da raz\u00e3o, em Pascal teremos uma fus\u00e3o desses dois elementos. Pascal, assim como Montaigne, v\u00ea o homem como um ser miser\u00e1vel e subjugado pela natureza, no entanto Pascal indica que ele \u00e9 o \u00fanico com consci\u00eancia de sua condi\u00e7\u00e3o, o que o faz mais digno que os outros seres. Sua natureza racional e emocional o faz perceber sua real condi\u00e7\u00e3o. Essa percep\u00e7\u00e3o \u00e9 oriunda da raz\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se em Montaigne temos a aceita\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o crist\u00e3 por conveni\u00eancia, em Pascal essa aceita\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00fanica forma de restituir a unidade do homem. Pascal defende o cristianismo como \u00fanico caminho poss\u00edvel para retornar ao criador. Nossa natureza \u00e9 constitu\u00edda da origem divina e da mis\u00e9ria humana, esta \u00faltima proveniente do pecado original. S\u00e3o as raz\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o, contradit\u00f3rias quando observadas de forma puramente racional, que restituem a dignidade do homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00c9 o cora\u00e7\u00e3o que sente a Deus e n\u00e3o a raz\u00e3o. Eis o que \u00e9 a f\u00e9, Deus sens\u00edvel ao cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e0 raz\u00e3o. <\/em>Pensamento 424.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>A religi\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 a \u00fanica a tornar o homem am\u00e1vel e feliz ao mesmo tempo; na fidalguia n\u00e3o se pode ser am\u00e1vel e feliz ao mesmo tempo. <\/em>Pensamento 426. (PASCAL, 2000. p.164)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pascal chega a desprezar as demais religi\u00f5es como incapazes de restituir esta unidade, pois a reden\u00e7\u00e3o s\u00f3 seria poss\u00edvel atrav\u00e9s de figura de Jesus Cristo. N\u00e3o \u00e9 o caso de apenas crer em Deus, em uma inst\u00e2ncia superior que a tudo governa, mas crer em Deus atrav\u00e9s de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>N\u00e3o somente n\u00f3s n\u00e3o conhecemos a Deus sen\u00e3o por Jesus Cristo, mas n\u00e3o conhecemos a n\u00f3s mesmos sen\u00e3o por Jesus Cristo; n\u00e3o conhecemos a vida, a morte sen\u00e3o por Jesus Cristo. Fora de Jesus Cristo n\u00e3o sabemos \u00e9 nem nossa vida, nem nossa morte, nem Deus, nem n\u00f3s mesmos. Assim, sem as Escrituras, que s\u00f3 t\u00eam a Jesus Cristo como objeto, n\u00e3o conhecemos nada e n\u00e3o vemos sen\u00e3o obscuridade e confus\u00e3o na natureza de Deus e na pr\u00f3pria natureza. <\/em>(PASCAL, 2000. p. 157-158. Pensamento 417).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em>Dessa forma, temos em Pascal uma concep\u00e7\u00e3o da natureza humana que \u00e9 racional e divina. A imagem de Deus est\u00e1 impressa no cora\u00e7\u00e3o do homem, a raz\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 o sentimento de origem divina que est\u00e1 al\u00e9m de toda racionalidade. No entanto, a raz\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, em Pascal, nos aponta para a verdade absoluta da religi\u00e3o crist\u00e3 e de Jesus Cristo. \u00c9 atrav\u00e9s da religi\u00e3o crist\u00e3 que percebemos nossa mis\u00e9ria, oriunda do pecado original, e ao mesmo tempo, atrav\u00e9s da reflex\u00e3o dessa condi\u00e7\u00e3o, nos tornamos conscientes. A raz\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o nos d\u00e1 dignidade e grandeza ao assumir a parcela divina de nossa natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3prio Pascal aponta a contradi\u00e7\u00e3o entre o racional instrumental e o racional sentimental. Mas isso se d\u00e1 pelo fato que a raz\u00e3o n\u00e3o pode compreender aquilo que a ultrapassa, e que o pr\u00f3prio pensamento racional \u00e9 ilus\u00f3rio e n\u00e3o pode requerer para si verdade absoluta, pois a compreens\u00e3o da verdade est\u00e1 acima da capacidade racional. A racionalidade sempre ser\u00e1 contradit\u00f3ria, pois assume somente um lado da natureza humana, a saber, o mais miser\u00e1vel. Enquanto que, em Pascal, o absoluto se revelou na natureza oposta de Jesus Cristo, que era homem e Deus. E \u00e9 o homem, ent\u00e3o, humano e divino. Tal \u00e9 a concep\u00e7\u00e3o da natureza humana em Pascal.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>EM QUE COINCIDEM AS VIS\u00d5ES ANTROPOL\u00d3GICAS DE MONTAIGNE E PASCAL?<\/strong><\/h3>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar das cr\u00edticas de Pascal a Montaigne, existem elementos comuns em suas concep\u00e7\u00f5es antropol\u00f3gicas. Tanto Pascal quanto Montaigne advogam que o homem \u00e9 um ser miser\u00e1vel e suscet\u00edvel a todo tipo de influ\u00eancia.\u00a0 Diante disso, Montaigne sugeriu a submiss\u00e3o \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o, pois se n\u00e3o temos como obter conhecimento seguro sobre coisa alguma, \u00e9 mais conveniente buscar o conforto das verdades estabelecidas. Pascal, por sua vez, percebe a condi\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel do homem, mas indica que o homem tem tamb\u00e9m uma natureza dupla, divina e humana, e ao ouvir as raz\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o e aceitar a reden\u00e7\u00e3o na figura de Cristo, adquire consci\u00eancia e dignidade. Apesar das diferentes solu\u00e7\u00f5es dadas por esses fil\u00f3sofos, a percep\u00e7\u00e3o de uma condi\u00e7\u00e3o humana fr\u00e1gil e suscet\u00edvel \u00e9 o fator comum de seus pensamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">MONTAIGNE, Michel de. <strong>Os Ensaios. <\/strong>Tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Milliet. Editora Abril, 1972.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">OLIVER, Martyn. <strong>Hist\u00f3ria Ilustrada da Filosofia<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Adriano Toledo Piza. \u00a0Barueri: Editora Manole, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PASCAL, Blaise. <strong>Pensamentos<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de M\u00e1rio Laranjeira.\u00a0 (Edi\u00e7\u00e3o Louis Lafuma). S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autor<\/strong>:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/quem-sou\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Alfredo Carneiro<\/em><\/a>\u00a0\u2013 Graduado em Filosofia e p\u00f3s-graduado em Filosofia e Exist\u00eancia pela Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>Navegue pelo netmundi.org<\/h3>\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina Principal<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/category\/filosofia-antiga-2\/\">Filosofia Antiga<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/category\/filosofia-medieval-2\/\">Filosofia Medieval<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/category\/filosofia-moderna-2\/\">Filosofia Moderna<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/category\/filosofia-contemporanea\/\">Filosofia Contempor\u00e2nea<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/livros-para-baixar\/\">Livros \u2013 PDF<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/musicas\/\">M\u00fasicas cl\u00e1ssicas para ouvir e baixar<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/arte\/\">Galeria<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/textos-motivacionais\/\">Textos motivacionais<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/falacias\/\">Fal\u00e1cias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/cibercultura\/\">Cibercultura<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/videos-comentados\/\">V\u00eddeos comentados<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/canal-youtube\/\">V\u00eddeos Canal Youtube<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/blog-do-editor\/\">Blog do Editor<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/pensamentos\/\">Frases &amp; Imagens de grandes fil\u00f3sofos<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Era Moderna corresponde ao aumento da diversidade cultural, causado pela decad\u00eancia do sistema feudal e surgimento do capitalismo. A Igreja ainda mant\u00e9m forte influ\u00eancia e os pensadores modernos, como Michel de Montaigne e Blaise Pascal, enfrentam a pluralidade de perspectivas que surge com o choque de culturas e costumes. Dentro desta nova realidade, fil\u00f3sofos modernos dever\u00e3o responder o que \u00e9 a natureza humana. Tanto Montaigne como Pascal eram pensadores crist\u00e3os, o que decisivamente influenciou suas filosofias, mas, apesar disso, suas ideias diferem em v\u00e1rios pontos, coincidindo apenas na percep\u00e7\u00e3o do homem como ser limitado e v\u00edtima das circunst\u00e2ncias, restando a ele apenas salva\u00e7\u00e3o pela aceita\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3. INTRODU\u00c7\u00c3O As vis\u00f5es antropol\u00f3gicas de Michel de Montaigne e Blaise Pascal foram concebidas durante o per\u00edodo Moderno, que vai do s\u00e9culo XVI ao XVIII. A influ\u00eancia do cristianismo ainda \u00e9 forte, com exce\u00e7\u00e3o do mundo oriental. No entanto, essa \u00e9poca corresponde a uma circula\u00e7\u00e3o cada vez maior, na Europa, de culturas, costumes e valores, al\u00e9m de um crescente questionamento do poder da igreja. \u00c9 esse tamb\u00e9m o per\u00edodo da Reforma Protestante e do Renascimento. 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