{"id":732,"date":"2015-07-28T21:06:27","date_gmt":"2015-07-28T21:06:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?p=732"},"modified":"2021-04-23T00:37:33","modified_gmt":"2021-04-23T00:37:33","slug":"immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/","title":{"rendered":"Immanuel Kant e a supera\u00e7\u00e3o da teologia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/pensamentos\/category\/immanuel-kant\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Immanuel Kant (1724-1804)<\/a> \u00e9 possivelmente um dos pensadores mais importantes da hist\u00f3ria da filosofia ocidental. Kant conseguiu <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2012\/11\/29\/racionalismo-e-empirismo-uma-introducao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">unir\u00a0duas correntes filos\u00f3ficas antag\u00f4nicas, o racionalismo e o empirismo<\/a>, e promoveu a \u201crevolu\u00e7\u00e3o copernicana na filosofia\u201d que colocou o sujeito como participante ativo do conhecimento <b>e n\u00e3o meramente sujeito passivo ou <i>t\u00e1bula rasa<\/i> receptora dos sentidos<\/b>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua obra representa tamb\u00e9m uma ruptura com o influente pensamento da tradi\u00e7\u00e3o medieval, uma tradi\u00e7\u00e3o que submeteu a filosofia \u00e0 teologia, a raz\u00e3o \u00e0 f\u00e9. A <i>Quaestio Dei<\/i> de Agostinho (354-430) n\u00e3o pretendia eliminar a raz\u00e3o, pois afirmava que a raz\u00e3o, iluminada pela f\u00e9, assumia um aspecto superior e mais amplo que a simples raz\u00e3o humana. As revela\u00e7\u00f5es divinas contidas nos Evangelhos s\u00e3o, para Agostinho, um porto seguro para atravessar o mar da vida, fundamento s\u00f3lido da moral e das a\u00e7\u00f5es do homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kant, por sua vez, ir\u00e1 <strong>argumentar contra essa metaf\u00edsica tradicional, iniciada por Plat\u00e3o e prosseguida pelos fil\u00f3sofos medievais, e tentar\u00e1 basear a religi\u00e3o e a f\u00e9 em princ\u00edpios de moral <i>a priori<\/i><\/strong>.<i> <\/i>Para que possamos entender como se d\u00e1 essa ruptura, \u00e9 importante tra\u00e7ar algumas considera\u00e7\u00f5es sobre a metaf\u00edsica desenvolvida pelos fil\u00f3sofos medievais.<\/p>\n<div id=\"attachment_1137\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/santo-agostinho-538x258.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1137\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1137\" class=\"wp-image-1137 size-full\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/santo-agostinho-538x258.jpg\" alt=\"Santo Agostinho\" width=\"600\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/santo-agostinho-538x258.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/santo-agostinho-538x258-300x127.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1137\" class=\"wp-caption-text\">O Bem e o Uno da filosofia plat\u00f4nica tornam-se o Deus crist\u00e3o revelado em Cristo na filosofia medieval. Agostinho reinterpreta a filosofia de Plat\u00e3o e lhe d\u00e1 uma roupagem crist\u00e3.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2015\/02\/06\/agostinho-o-itinerario-do-homem-para-deus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Agostinho ser\u00e1 um dos grandes respons\u00e1veis pela fus\u00e3o entre as influentes ideias de Plat\u00e3o (mais especificamente do neoplatonismo) com o cristianismo<\/a>. Isso dar\u00e1 prosseguimento \u00e0 metaf\u00edsica na filosofia medieval. O Bem e o Uno da filosofia plat\u00f4nica tornam-se o Deus crist\u00e3o revelado em Cristo na filosofia medieval. Agostinho reinterpreta a filosofia de Plat\u00e3o e lhe d\u00e1 uma roupagem crist\u00e3. Em sua obra <i>Confiss\u00f5es<\/i>, o fil\u00f3sofo medieval acredita que os neoplat\u00f4nicos n\u00e3o reconheceram o Sumo Bem encarnado em Cristo.<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">[...] deparaste-me por interm\u00e9dio de certo homem, intumescido por monstruoso orgulho, alguns livros plat\u00f4nicos, traduzidos do grego em latim.[...] A alma do homem, ainda que d\u00ea testemunho da Luz, n\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, a Luz; mas o Verbo \u2014 Deus \u2014\u00a0 \u00e9 a Luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo. Estava neste mundo que foi feito por Ele, e o mundo n\u00e3o o conheceu. Por\u00e9m, que veio para o que era seu e os seus n\u00e3o o receberam; que a todos os que o receberam lhes deu poder de fazerem filhos de Deus aos que crescessem em seu nome \u2014 Isso n\u00e3o li naqueles livros. (AGOSTINHO, 1973, p.137)<\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tom\u00e1s de Aquino (1225-1274), quase mil anos ap\u00f3s Agostinho, ir\u00e1 defender que <span style=\"color: #ff0000;\"><strong>raz\u00e3o e f\u00e9 podem ser independentes, entretanto, s\u00e3o dois caminhos distintos que levam a Deus<\/strong><\/span>. Desta forma, <strong>a metaf\u00edsica ocupa, nos pensadores medievais, papel fundamental<\/strong>. Tanto em Tom\u00e1s de Aquino quanto em Agostinho est\u00e1 <strong>impl\u00edcita tamb\u00e9m a ideia de que a raz\u00e3o pode conhecer os objetos transcendentais<\/strong>, e a palavra de Deus revelada nas escrituras seria o mais seguro caminho para atravessar o \u201cmar da vida\u201d ou direcionar as a\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">Ai de ti, torrente dos h\u00e1bitos humanos! Quem te resistir\u00e1? At\u00e9 quando h\u00e1s de correr sem te secar? At\u00e9 quando rolar\u00e1s os filhos de Eva para o mar profundo e temeroso, somente atravessado pelos que se embarcam no lenho da cruz? (AGOSTINHO, 1973, p.37).<\/pre>\n<h3>O Empirismo Brit\u00e2nico<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, na fervilhante Europa do s\u00e9culo XVIII, os grandes representantes do empirismo, como John Locke e <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/pensamentos\/category\/david-hume\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">David Hume<\/a>, iniciaram uma corrente materialista que entendia a mente humana como <b>uma folha de papel em branco onde a experi\u00eancia escreve ao acaso<\/b>. John Locke defendia que <b>\u201cn\u00e3o existe conhecimento algum na mente que n\u00e3o houvesse passado pelos sentidos\u201d<\/b> e Hume ir\u00e1 declarar que a alma n\u00e3o \u00e9 mais que um conjunto de mem\u00f3rias, percep\u00e7\u00f5es e sentimentos oriundos da experi\u00eancia emp\u00edrica. A mente nasce sem ideias inatas. \u00c9 uma folha em branco ou <b><i>t\u00e1bula rasa<\/i><\/b>.<\/p>\n<div id=\"attachment_1303\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/John-Locke.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1303\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1303\" class=\"size-full wp-image-1303\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/John-Locke.jpg\" alt=\"John Locke (1632 - 1704)\" width=\"600\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/John-Locke.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/John-Locke-300x108.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1303\" class=\"wp-caption-text\">John Locke (1632 &#8211; 1704)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os empiristas, <strong>n\u00e3o existem ideias <i>a priori<\/i><\/strong>. Na verdade, sequer existe algo como \u201cmente\u201d ou \u201calma\u201d. Ao contr\u00e1rio do que afirmaram a filosofia desde Plat\u00e3o at\u00e9 os fil\u00f3sofos medievais e at\u00e9 mesmo Descartes na filosofia moderna, no empirismo\u00a0<span style=\"color: #ff0000;\"><strong>n\u00e3o existem\u00a0ideias inatas como Deus, certo e errado, ou qualquer outro conhecimento inerente \u00e0 mente que anteceda a experi\u00eancia<\/strong><\/span>. A ideia plat\u00f4nica de que o corpo \u00e9 o t\u00famulo de uma alma deca\u00edda capaz de lembrar das ideias perfeitas n\u00e3o passaria de uma met\u00e1fora extravagante.<\/p>\n<div id=\"attachment_1304\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/david-hume.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1304\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1304\" class=\"size-full wp-image-1304\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/david-hume.jpg\" alt=\"David Hume (1711 - 1776) \" width=\"600\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/david-hume.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/david-hume-300x122.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1304\" class=\"wp-caption-text\">David Hume (1711 &#8211; 1776)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito menos, como queriam os te\u00f3logos medievais, pode Deus inspirar o homem ou ditar sagradas escrituras. Ou, como sugeria Agostinho, que a mem\u00f3ria continha a lembran\u00e7a inata de coisas transcendentais. <strong><span style=\"color: #ff0000;\">A corrente empirista praticamente destr\u00f3i a metaf\u00edsica e todas as esperan\u00e7as de uma f\u00e9 religiosa<\/span><\/strong>. <b>O homem seria apenas um amontoado de sensa\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias.<\/b> N\u00e3o existe nada no entendimento humano<strong> que n\u00e3o seja oriundo da rela\u00e7\u00e3o desordenada do homem com o mundo material<\/strong>.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Immanuel Kant e os limites da raz\u00e3o<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Immanuel Kant, por sua vez, ir\u00e1 discorrer mais claramente sobre os limites da raz\u00e3o e a impossibilidade do homem demonstrar, pela raz\u00e3o, os mais caros objetos da teologia. Em suma, Kant tamb\u00e9m ir\u00e1 concluir pela impossibilidade da metaf\u00edsica como ci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com isso, a teologia ir\u00e1 sofrer mais um ataque, afinal, as bases da teologia tradicional s\u00e3o colocadas por Kant como inseguras e fr\u00e1geis, baseadas em uma metaf\u00edsica especulativa incapaz de dar um suporte \u00e0s a\u00e7\u00f5es do homem. Kant ir\u00e1 propor, como base para a f\u00e9, <b>um senso moral inato ao homem que ele ir\u00e1 chamar de imperativo categ\u00f3rico<\/b>, que por sua vez \u00e9 baseado na <b>\u201craz\u00e3o pura\u201d<\/b> que independe dos sentidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, <strong>contra os empiristas, Kant afirma que o homem possui conhecimentos <i>a priori<\/i> na mente, que ele chamou de \u201craz\u00e3o pura\u201d<\/strong>. <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2012\/07\/19\/a-critica-da-razao-pura-decifrando-o-titulo\/\">O t\u00edtulo de sua obra m\u00e1xima, a Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pura<\/a>, nos informa que Kant far\u00e1 uma an\u00e1lise (uma cr\u00edtica) desta \u201craz\u00e3o pura\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_1307\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/kant_metaf\u00edsica-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1307\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1307\" class=\"size-content wp-image-1307\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/kant_metaf\u00edsica-1-620x264.jpg\" alt=\"immanuel Kant\" width=\"620\" height=\"264\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1307\" class=\"wp-caption-text\">Contra os empiristas, Kant afirma que o homem possui conhecimentos a priori na mente, que ele chamou de \u201craz\u00e3o pura\u201d. O t\u00edtulo de sua obra m\u00e1xima, a Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pura, nos informa que Kant far\u00e1 uma an\u00e1lise (uma cr\u00edtica) desta \u201craz\u00e3o pura\u201d.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A f\u00e9, portanto, deve se basear na moral e na \u201craz\u00e3o pura\u201d, e n\u00e3o mais em uma raz\u00e3o fal\u00edvel<\/strong>. Ao contr\u00e1rio da raz\u00e3o baseada nos sentidos (descrita pelos empiristas), a <strong>\u201craz\u00e3o pura\u201d \u00e9 inata e antecede a experi\u00eancia emp\u00edrica<\/strong>. Essa raz\u00e3o inata, <i>a priori<\/i>, \u00e9 uma das grandes contribui\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas de Kant, e que n\u00e3o foi percebida por David Hume. Com isso <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2012\/11\/29\/racionalismo-e-empirismo-uma-introducao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kant ir\u00e1 sintetizar racionalismo e o empirismo<\/a>, al\u00e9m de demonstrar a fragilidade da argumenta\u00e7\u00e3o dos empiristas. Ent\u00e3o, ao contr\u00e1rio dos que afirmavam os empiristas, Kant afirma que o homem possui de fato ideias inatas que antecedem a experi\u00eancia e organizam as sensa\u00e7\u00f5es emp\u00edricas, exercendo um papel ativo no conhecimento.<i><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, e apesar da raz\u00e3o pura, para Immanuel Kant n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ao homem pensar sobre aquilo que esteja fora do espa\u00e7o e do tempo. Deus e a alma livre e imortal do homem <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2014\/09\/19\/a-metafisica-em-platao-e-aristoteles\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nunca poder\u00e3o ser demonstrados pela raz\u00e3o, como queria Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2015\/02\/06\/agostinho-o-itinerario-do-homem-para-deus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">os fil\u00f3sofos medievais<\/a> e at\u00e9 mesmo <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/pensamentos\/category\/descartes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ren\u00e9 Descartes<\/a> (um dos mais importantes fil\u00f3sofos do racionalismo). Qualquer ci\u00eancia que queira superar da experi\u00eancia sens\u00edvel n\u00e3o \u00e9 algo poss\u00edvel ao homem e sequer pode ser chamada de ci\u00eancia. <b>O homem s\u00f3 pode concluir pela exist\u00eancia das coisas que est\u00e3o no espa\u00e7o e no tempo.<\/b><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Espa\u00e7o e tempo existem apenas na mente<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inicialmente, isso parece fazer de Kant um empirista que compreende o homem como <i>t\u00e1bula rasa <\/i>passiva. Por\u00e9m Kant conclui, tamb\u00e9m, que existe uma participa\u00e7\u00e3o <i>a priori<\/i> no sujeito e, de forma surpreendente, afirma que espa\u00e7o e tempo n\u00e3o s\u00e3o \u201ccoisas percebidas pelo homem\u201d, mas \u201cmodos de percep\u00e7\u00e3o\u201d inatos do homem, formas <i>a priori<\/i> de dar sentido \u00e0 experi\u00eancia. <b>Espa\u00e7o e tempo n\u00e3o s\u00e3o coisas que existem \u201cl\u00e1 fora\u201d, mas \u201cdentro\u201d da mente do homem.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kant, com isso, <span style=\"color: #ff0000;\"><strong>conclui tamb\u00e9m pela exist\u00eancia da mente<\/strong><\/span> (ao contr\u00e1rio do que afirmavam os empiristas). Ela n\u00e3o \u00e9 um\u00a0\u201c\u00f3rg\u00e3o\u201d que recebe os dados emp\u00edricos, sem qualquer ordena\u00e7\u00e3o. <b>Se Hume percebeu que quando olhamos a lua recebemos um feixe de sensa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o percebeu que a mente trabalha ativamente na ordena\u00e7\u00e3o dessas sensa\u00e7\u00f5es para que se apresente uma imagem trabalhada da lua para mim. <span style=\"color: #ff0000;\">Esse resultado do trabalho da mente Kant ir\u00e1 chamar de <i>fen\u00f4meno<\/i><\/span>. A mente\u00a0re\u00fane, filtra, compara e classifica ativamente a experi\u00eancia emp\u00edrica, transformando-os em fen\u00f4menos. <\/b>N\u00e3o conhecemos a realidade de fato, mas a realidade conforme a mente nos apresente<b>.<\/b><\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">Podemos afirmar que todos os nossos conhecimentos t\u00eam origem em nossa experi\u00eancia. Afinal, por meio de que a faculdade do conhecimento deveria ser exercitada, sen\u00e3o por objetos que tocam nossos sentidos e em parte produzem por si mesmos representa\u00e7\u00f5es, em parte p\u00f5e em movimento a atividade de nosso conhecimento para compar\u00e1-las, reuni-las ou separ\u00e1-las e, dessa maneira, proceder \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria informe das impress\u00f5es sens\u00edveis at\u00e9 um conhecimento das coisas, ao qual denominamos experi\u00eancia? Portanto, nenhum conhecimento antecede no tempo a experi\u00eancia; todos come\u00e7am por ela. (KANT, 2009, p.13).<\/pre>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A &#8220;verdadeira realidade&#8221; \u00e9 inacess\u00edvel ao homem<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fen\u00f4meno implica outro conceito revolucion\u00e1rio de Kant: a <i>coisa-em-s<\/i>i ou <i>n\u00fameno<\/i>. Se aquilo que percebemos \u00e9 o fen\u00f4meno, ent\u00e3o, <b>o que \u00e9 a realidade al\u00e9m dos fen\u00f4menos?<\/b> Essa realidade \u00e9 a <i>coisa-em-si<\/i>. Contudo, ela \u00e9 inacess\u00edvel ao homem, que apenas pode perceber as coisas por interm\u00e9dio da atividade da mente que filtra, ordena a <i>coisa-em-si <\/i>e nos apresenta os fen\u00f4menos<i>. <\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Coisa-em-si <\/i>e<i> fen\u00f4menos<\/i> s\u00e3o distintos e, <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2012\/12\/13\/schopenhauer-e-a-vontade-de-um-mundo-sem-sentido\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">segundo o fil\u00f3sofo alem\u00e3o Arthur Schopenhauer (1788-1860)<\/a>, essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos maiores m\u00e9ritos de Kant. Isso significa tamb\u00e9m <b>que a ci\u00eancia, de forma ing\u00eanua, n\u00e3o est\u00e1 lidando com a realidade, mas com a realidade conforme se apresenta para o homem, os fen\u00f4menos.<\/b> Desde sempre o homem acreditou que estava tratando diretamente com a realidade, mas Immanuel Kant desenvolveu uma filosofia (mais especificamente uma epistemologia) que declara que nunca o homem lidou diretamente com a realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>N\u00e3o apenas espa\u00e7o e tempo s\u00e3o formas <i>a priori<\/i> que est\u00e3o, na verdade, \u201cdentro\u201d do homem<\/strong><\/span>. Kant ir\u00e1 falar de outras categorias <i>a priori<\/i> que trabalham ativamente na ordena\u00e7\u00e3o da realidade para que se apresentem a n\u00f3s os fen\u00f4menos. Categorias como unidade, totalidade, causalidade, entre outras, comp\u00f5e a estrutura <i>a priori<\/i> da mente. Kant chamou essas estruturas de <i>transcendentais<\/i>, pois, <span style=\"color: #ff0000;\">transcendem a experi\u00eancia emp\u00edrica<\/span> (independem dos sentidos). Enfim, <b>o mundo como conhecemos \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o de nossa mente.<\/b><\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">(...) O mundo como n\u00f3s o conhecemos \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o, um produto retocado, quase que se poderia dizer um artigo manufaturado, para o qual a mente, pelas suas formas modeladoras, contribui tanto quanto contribui a coisa pelos est\u00edmulos. (Assim, percebemos o topo da mesa como sendo redondo, enquanto que nossa sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de uma elipse). O objeto como ele parece a n\u00f3s \u00e9 um fen\u00f4meno, uma apar\u00eancia, talvez muito diferente do objeto externo antes de estar dentro do alcance de nossos sentidos; o que o objeto original era, nunca podemos saber: a \u201ccoisa-em-si\u201d pode ser um objeto do pensamento ou uma infer\u00eancia (um \u201cn\u00famero\u201d), mas n\u00e3o pode ser experimentada, pois ao ser experimentada seria transformada pela passagem atrav\u00e9s dos sentidos e do pensamento. (DURANT,1963, pp 48-49)<\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois discorrer sobre as estruturas transcendentais da mente, sobre os<i> fen\u00f4menos<\/i> e sobre a impossibilidade do homem conhecer a <i>coisa em si<\/i>, fica evidente que as esperan\u00e7as da ci\u00eancia ou da religi\u00e3o de falar sobre a \u201cverdadeira realidade\u201d, ou de \u201cmundos espirituais\u201d, n\u00e3o passam mera hip\u00f3tese. <b>Posso falar sobre essas coisas, pensar essas coisas, mas n\u00e3o posso conhecer essas coisas.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe, na filosofia de Kant, um <i>eu transcendental<\/i> no sentido de transcender a experi\u00eancia e produzir os fen\u00f4menos (o mundo como se apresenta para mim). Mas n\u00e3o pode existir uma \u201cci\u00eancia transcendental\u201d que, atrav\u00e9s da raz\u00e3o, ultrapasse a experi\u00eancia emp\u00edrica e nos apresente Deus ou o \u201cas causas primeiras\u201d<i>,<\/i> como queriam Plat\u00e3o e os fil\u00f3sofos medievais. A raz\u00e3o n\u00e3o pode evadir-se da experi\u00eancia emp\u00edrica e dos fen\u00f4menos. Se a ci\u00eancia e a religi\u00e3o n\u00e3o perceberem que tempo, espa\u00e7o e causa s\u00e3o categorias <i>a priori<\/i> da mente, e n\u00e3o \u201ccoisas l\u00e1 fora\u201d, poder\u00e3o apenas gerar falsos dilemas e racioc\u00ednios falhos. A fun\u00e7\u00e3o da filosofia de Kant \u00e9 n\u00e3o permitir essas extravagancias que pretendem superar a experi\u00eancia emp\u00edrica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, ao contr\u00e1rio dos c\u00e9ticos empiristas, Kant n\u00e3o pretendia destruir a religi\u00e3o e a ci\u00eancia. Pelo contr\u00e1rio, pretendia \u201csalv\u00e1-las\u201d e coloc\u00e1-las em uma <b>base mais s\u00f3lida e est\u00e1vel<\/b>. A metaf\u00edsica tradicional, at\u00e9 ent\u00e3o, falhou em se firmar como um conhecimento s\u00f3lido. Essa raz\u00e3o de que falam os fil\u00f3sofos metaf\u00edsicos serve apenas para tratar com os fen\u00f4menos, ela pode direcionar as coisas pr\u00e1ticas de nossa vida, mas n\u00e3o pode ser fundamento das a\u00e7\u00f5es humanas, enfim, da moral e da \u00e9tica.<\/p>\n<h3>A \u00e9tica de Immanuel Kant<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Kant, a religi\u00e3o e a f\u00e9 n\u00e3o podem se basear na teologia ou na raz\u00e3o. Elas devem se basear na <i>raz\u00e3o pura<\/i>, que antecede os sentidos, pois a base moral de nossas a\u00e7\u00f5es deve ser inata, absoluta e livre de falsas interpreta\u00e7\u00f5es. Precisamos de uma \u00e9tica universal baseada em percep\u00e7\u00f5es diretas, em sensa\u00e7\u00f5es de certo e errado absolutas <i>a priori<\/i>, ou seja, precisamos nos basear no <b>imperativo categ\u00f3rico<\/b> que \u00e9, antes de tudo, <b>a percep\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel de que tal a\u00e7\u00e3o \u00e9 certa ou errada<\/b>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O imperativo categ\u00f3rico \u00e9 algo dentro de n\u00f3s que nos ordena a agir como se nossa a\u00e7\u00e3o pudesse tornar-se lei para todos os homens.<\/b> \u00a0N\u00e3o \u00e9 a raz\u00e3o ou a f\u00e9 que nos informa que uma determinada a\u00e7\u00e3o seja correta, mas uma percep\u00e7\u00e3o direta e inata, e nada mais. Essa percep\u00e7\u00e3o \u00e9 transcendental, pois \u00e9 oriunda de uma <i>raz\u00e3o pura<\/i> que transcende a experi\u00eancia emp\u00edrica. Posso roubar e matar, como fazem tantas pessoas, mas a sensa\u00e7\u00e3o <i>a priori<\/i> de que agi da forma errada estar\u00e1 l\u00e1. Desta forma, a raz\u00e3o pura \u00e9 tamb\u00e9m uma raz\u00e3o pr\u00e1tica.<\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">Age de tal modo que a m\u00e1xima de tua vontade possa valer sempre como princ\u00edpio de uma legisla\u00e7\u00e3o universal (KANT, 2003, p.40).<\/pre>\n<pre style=\"text-align: justify;\">A raz\u00e3o pura \u00e9 por si mesma pr\u00e1tica, e d\u00e1 (ao homem) uma lei universal que denominamos lei moral [<i>Sittengesetz<\/i>]. (KANT, 2003, p.41).<\/pre>\n<pre style=\"text-align: justify;\">Com efeito, a raz\u00e3o pura, pr\u00e1tica em si mesma, aqui resulta imediatamente legisladora. A vontade \u00e9 concebida como independente de condi\u00e7\u00f5es emp\u00edricas e, consequentemente, como vontade pura, determinada pela simples forma da lei, sendo esse motivo de determina\u00e7\u00e3o considerado como a suprema condi\u00e7\u00e3o de todas as m\u00e1ximas. (KANT, 2003, pp 40-41).<\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Portanto, a lei moral dentro de n\u00f3s \u00e9 incondicional e absoluta, \u00e9 um imperativo categ\u00f3rico.<\/b> Desta forma, essa lei inata pode ser a base segura das a\u00e7\u00f5es humanas, uma vez que est\u00e1 fora do alcance dos julgamentos falhos da raz\u00e3o e da metaf\u00edsica tradicional. Assim, Immanuel Kant rompe com a metaf\u00edsica tradicional, t\u00e3o valorizada pelos pensadores medievais e base da filosofa ocidental desde Plat\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/immanuel_kant3-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1311\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-content wp-image-1311\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/immanuel_kant3-1-600x264.jpg\" alt=\"immanuel_kant3\" width=\"600\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<pre style=\"text-align: justify;\">Se a religi\u00e3o n\u00e3o pode ser baseada na ci\u00eancia e na teologia, no que mais poder\u00e1 ser? Na moral. A base na teologia \u00e9 insegura demais; \u00e9 melhor que seja abandonada, at\u00e9 mesmo destru\u00edda; a f\u00e9 tem de ser colocada al\u00e9m do alcance ou dom\u00ednio da raz\u00e3o. Mas, consequentemente, a base moral da religi\u00e3o tem de ser absoluta, n\u00e3o pode ser derivada de experi\u00eancias pass\u00edveis de d\u00favidas ou infer\u00eancias prec\u00e1rias; nem corrompida pela mistura com a raz\u00e3o fal\u00edvel; ela tem de ser derivada do ser interior pela intui\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o direta. (DURANT, 1965, pp. 55-56)<\/pre>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Portanto, n\u00e3o \u00e9 a raz\u00e3o prec\u00e1ria que nos guia em nossas a\u00e7\u00f5es, mas a sensa\u00e7\u00e3o intensa e imediata que nos informa que, se o meu comportamento incorreto for assumido por todos os homens, a vida em sociedade, e talvez at\u00e9 a vida humana, se tornar\u00e1 invi\u00e1vel<\/b>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A boa a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 aquela que colhe bons resultados, <strong>mas aquela que est\u00e1 em conformidade com o imperativo categ\u00f3rico<\/strong>. N\u00e3o devemos nos preocupar em ser felizes, mas em cumprir nosso dever. A \u00fanica coisa verdadeiramente boa \u00e9 a vontade de seguir essa lei moral dentro de n\u00f3s, quer ela nos traga felicidade ou tristeza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/immanuel_kant5.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1309\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1309\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/immanuel_kant5.jpg\" alt=\"Immanuel Kant\" width=\"600\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/immanuel_kant5.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/immanuel_kant5-300x103.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso implica, por sua vez, na liberdade e at\u00e9 mesmo a conclus\u00e3o pela exist\u00eancia de Deus (o que n\u00e3o significa aceitar a metaf\u00edsica tradicional). Se eu me sinto livre para decidir por uma a\u00e7\u00e3o que contradiga o imperativo categ\u00f3rico, isso pressup\u00f5e a liberdade de escolher. <b>\u00c9 o dilema moral que, por si s\u00f3, pressup\u00f5e a liberdade.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E de onde viria esta sensa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de minha compreens\u00e3o, que me informa o que \u00e9 certo e o que \u00e9 errado? <strong>Prov\u00e9m de um Ser que, por si s\u00f3, pressup\u00f5e a justi\u00e7a e a liberdade, ou seja, Deus<\/strong>. Desta forma Kant completa sua epistemologia e, por conseguinte, sua filosofia moral. <strong><span style=\"color: #ff0000;\">Mas essa afirma\u00e7\u00e3o final de Deus em Kant \u00e9 contr\u00e1ria ao Deus revelado das escrituras, e sua filosofia acaba se opondo radicalmente contra a teologia<\/span><\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obviamente, esse rompimento com a teologia e essa \u201cdestrui\u00e7\u00e3o de Deus\u201d (ou pelo menos do Deus como entendem as religi\u00f5es), sofreu repres\u00e1lias e, finalmente, em 1792 recebeu do gabinete do Rei da Pr\u00fassia um comunicado informando que o Rei \u201cteve o desprazer de constatar de Kant faz mau uso de sua filosofia ao atacar as Sagradas Escrituras e a doutrina crist\u00e3\u201d. Cobrou explica\u00e7\u00f5es e pediu para que empregue melhor sua autoridade e sabedoria. Desde ent\u00e3o, Immanuel Kant n\u00e3o publicou mais nada. Mas sua produ\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica acabou por tornar-se uma das mais importantes da hist\u00f3ria do pensamento ocidental.<\/p>\n<p><strong>Autor<\/strong>:\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/quem-sou\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Alfredo Carneiro<\/a>\u00a0<\/em>\u2013 Graduado em Filosofia e p\u00f3s-graduado em Filosofia e Exist\u00eancia pela Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/b><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">KANT, Immanuel. <b>Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pura.<\/b> S\u00e3o Paulo: Martin Claret, 2009.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">KANT, Immanuel. <b>Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pr\u00e1tica<\/b>.\u00a0 S\u00e3o Paulo: Martin Claret, 2003.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">DURANT, Will. <b>A Filosofia de Immanuel Kant.<\/b> Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00f5es de Ouro, 1965.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Immanuel Kant (1724-1804) \u00e9 possivelmente um dos pensadores mais importantes da hist\u00f3ria da filosofia ocidental. Kant conseguiu unir\u00a0duas correntes filos\u00f3ficas antag\u00f4nicas, o racionalismo e o empirismo, e promoveu a \u201crevolu\u00e7\u00e3o copernicana na filosofia\u201d que colocou o sujeito como participante ativo do conhecimento e n\u00e3o meramente sujeito passivo ou t\u00e1bula rasa receptora dos sentidos. Sua obra representa tamb\u00e9m uma ruptura com o influente pensamento da tradi\u00e7\u00e3o medieval, uma tradi\u00e7\u00e3o que submeteu a filosofia \u00e0 teologia, a raz\u00e3o \u00e0 f\u00e9. A Quaestio Dei de Agostinho (354-430) n\u00e3o pretendia eliminar a raz\u00e3o, pois afirmava que a raz\u00e3o, iluminada pela f\u00e9, assumia um aspecto superior e mais amplo que a simples raz\u00e3o humana. As revela\u00e7\u00f5es divinas contidas nos Evangelhos s\u00e3o, para Agostinho, um porto seguro para atravessar o mar da vida, fundamento s\u00f3lido da moral e das a\u00e7\u00f5es do homem. Kant, por sua vez, ir\u00e1 argumentar contra essa metaf\u00edsica tradicional, iniciada por Plat\u00e3o e prosseguida pelos fil\u00f3sofos medievais, e tentar\u00e1 basear a religi\u00e3o e a f\u00e9 em princ\u00edpios de moral a priori. Para que possamos entender como se d\u00e1 essa ruptura, \u00e9 importante tra\u00e7ar algumas considera\u00e7\u00f5es sobre a metaf\u00edsica desenvolvida pelos fil\u00f3sofos medievais. O Bem e o Uno da filosofia plat\u00f4nica tornam-se o Deus [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1147,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[190,191],"tags":[200,48,18,14],"class_list":["post-732","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-filosofia-medieval-2","category-filosofia-moderna-2","tag-epistemologia","tag-immanuel-kant","tag-nietzsche-2","tag-schopenhauer-2"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Immanuel Kant e a supera\u00e7\u00e3o da teologia - netmundi.org<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Immanuel Kant \u00e9 possivelmente um dos pensadores mais importantes da hist\u00f3ria da filosofia. Uniu duas correntes filos\u00f3ficas: racionalismo e o empirismo\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Immanuel Kant e a supera\u00e7\u00e3o da teologia - netmundi.org\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Immanuel Kant \u00e9 possivelmente um dos pensadores mais importantes da hist\u00f3ria da filosofia. Uniu duas correntes filos\u00f3ficas: racionalismo e o empirismo\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"netmundi.org\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-07-28T21:06:27+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2021-04-23T00:37:33+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/immanuel-kant.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"600\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"268\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Netmundi.org - Filosofia na Rede\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Netmundi.org - Filosofia na Rede\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"15 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/\"},\"author\":{\"name\":\"Netmundi.org - Filosofia na Rede\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056\"},\"headline\":\"Immanuel Kant e a supera\u00e7\u00e3o da teologia\",\"datePublished\":\"2015-07-28T21:06:27+00:00\",\"dateModified\":\"2021-04-23T00:37:33+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/\"},\"wordCount\":2703,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/immanuel-kant.jpg\",\"keywords\":[\"Epistemologia\",\"Immanuel Kant\",\"nietzsche\",\"schopenhauer\"],\"articleSection\":[\"Filosofia Medieval\",\"Filosofia Moderna\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/\",\"url\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/\",\"name\":\"Immanuel Kant e a supera\u00e7\u00e3o da teologia - netmundi.org\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/immanuel-kant.jpg\",\"datePublished\":\"2015-07-28T21:06:27+00:00\",\"dateModified\":\"2021-04-23T00:37:33+00:00\",\"description\":\"Immanuel Kant \u00e9 possivelmente um dos pensadores mais importantes da hist\u00f3ria da filosofia. Uniu duas correntes filos\u00f3ficas: racionalismo e o empirismo\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/immanuel-kant.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/immanuel-kant.jpg\",\"width\":600,\"height\":268,\"caption\":\"Immanuel Kant\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Immanuel Kant e a supera\u00e7\u00e3o da teologia\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/\",\"name\":\"netmundi.org\",\"description\":\"PORTAL DE FILOSOFIA\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056\",\"name\":\"Netmundi.org - Filosofia na Rede\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/4b425da16797e1bacc1ee50a40075366497cc3dd3e5c4319ef30ca6895d04061?s=96&d=blank&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/4b425da16797e1bacc1ee50a40075366497cc3dd3e5c4319ef30ca6895d04061?s=96&d=blank&r=g\",\"caption\":\"Netmundi.org - Filosofia na Rede\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/image\/\"},\"url\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/author\/admin\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Immanuel Kant e a supera\u00e7\u00e3o da teologia - netmundi.org","description":"Immanuel Kant \u00e9 possivelmente um dos pensadores mais importantes da hist\u00f3ria da filosofia. Uniu duas correntes filos\u00f3ficas: racionalismo e o empirismo","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Immanuel Kant e a supera\u00e7\u00e3o da teologia - netmundi.org","og_description":"Immanuel Kant \u00e9 possivelmente um dos pensadores mais importantes da hist\u00f3ria da filosofia. Uniu duas correntes filos\u00f3ficas: racionalismo e o empirismo","og_url":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/","og_site_name":"netmundi.org","article_published_time":"2015-07-28T21:06:27+00:00","article_modified_time":"2021-04-23T00:37:33+00:00","og_image":[{"width":600,"height":268,"url":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/immanuel-kant.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Netmundi.org - Filosofia na Rede","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Netmundi.org - Filosofia na Rede","Est. tempo de leitura":"15 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/"},"author":{"name":"Netmundi.org - Filosofia na Rede","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056"},"headline":"Immanuel Kant e a supera\u00e7\u00e3o da teologia","datePublished":"2015-07-28T21:06:27+00:00","dateModified":"2021-04-23T00:37:33+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/"},"wordCount":2703,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056"},"image":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/immanuel-kant.jpg","keywords":["Epistemologia","Immanuel Kant","nietzsche","schopenhauer"],"articleSection":["Filosofia Medieval","Filosofia Moderna"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/","url":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/","name":"Immanuel Kant e a supera\u00e7\u00e3o da teologia - netmundi.org","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/immanuel-kant.jpg","datePublished":"2015-07-28T21:06:27+00:00","dateModified":"2021-04-23T00:37:33+00:00","description":"Immanuel Kant \u00e9 possivelmente um dos pensadores mais importantes da hist\u00f3ria da filosofia. Uniu duas correntes filos\u00f3ficas: racionalismo e o empirismo","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/immanuel-kant.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/immanuel-kant.jpg","width":600,"height":268,"caption":"Immanuel Kant"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/immanuel-kant-e-a-superacao-da-teologia\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Immanuel Kant e a supera\u00e7\u00e3o da teologia"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#website","url":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/","name":"netmundi.org","description":"PORTAL DE FILOSOFIA","publisher":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056","name":"Netmundi.org - Filosofia na Rede","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/4b425da16797e1bacc1ee50a40075366497cc3dd3e5c4319ef30ca6895d04061?s=96&d=blank&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/4b425da16797e1bacc1ee50a40075366497cc3dd3e5c4319ef30ca6895d04061?s=96&d=blank&r=g","caption":"Netmundi.org - Filosofia na Rede"},"logo":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/image\/"},"url":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/author\/admin\/"}]}},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/732","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=732"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/732\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5223,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/732\/revisions\/5223"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}