{"id":587,"date":"2015-02-11T01:35:21","date_gmt":"2015-02-11T01:35:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?p=587"},"modified":"2020-08-12T19:49:49","modified_gmt":"2020-08-12T19:49:49","slug":"o-problema-da-consciencia-em-patricia-churchland-e-thomas-nagel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/o-problema-da-consciencia-em-patricia-churchland-e-thomas-nagel\/","title":{"rendered":"Filosofia da Mente: o problema da consci\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A rela\u00e7\u00e3o mente\/corpo \u00e9 um dos problemas mais antigos da filosofia. O dualismo de subst\u00e2ncia, o materialismo, o behaviorismo e o funcionalismo n\u00e3o conseguem abarcar a experi\u00eancia subjetiva, ou seja, a forma como algu\u00e9m experimenta algo<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o fil\u00f3sofo americano <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Thomas_Nagel\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Thomas Nagel<\/a>, a consci\u00eancia \u00e9 o que torna a rela\u00e7\u00e3o mente\/corpo um problema insol\u00favel. O problema da consci\u00eancia, abrange a experi\u00eancia consciente, a intencionalidade e os <em>qualia&nbsp;(<\/em>as experi\u00eancias subjetivas<em>)<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, quando percebemos algo, como uma cor, essa experi\u00eancia tem uma caracter\u00edstica completamente privada. Esse fato j\u00e1 havia sido notado pelo fil\u00f3sofo ingl\u00eas John Locke (1632-1704): <strong>o fato de existir uma palavra para determinada cor n\u00e3o significa que essa palavra transmita a mesma sensa\u00e7\u00e3o a todos n\u00f3s<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Podemos aceitar que as experi\u00eancias existem nas outras pessoas, mas n\u00e3o podemos saber qual sensa\u00e7\u00e3o a experi\u00eancia causa nos outros. Assim, apesar do avan\u00e7o da neuroci\u00eancia, que t\u00eam criado estudos importantes acerca dos fen\u00f4menos mentais, <strong>o car\u00e1ter subjetivo da experi\u00eancia permanece sem respostas satisfat\u00f3rias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Thomas_Nagel_teaching_Ethics-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1431\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"242\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Thomas_Nagel_teaching_Ethics-1.jpg\" alt=\"Thomas Nagel\" class=\"wp-image-1431\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Thomas_Nagel_teaching_Ethics-1.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Thomas_Nagel_teaching_Ethics-1-300x121.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption><strong>Thomas Nagel argumenta que a subjetividade est\u00e1 relacionada com o fen\u00f4meno da consci\u00eancia. Podemos tentar imaginar como \u00e9 ser outra pessoa, mas nunca teremos acesso \u00e0 sua subjetividade.<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Para abordar o problema da consci\u00eancia, ou da experi\u00eancia consciente, iremos adotar a perspectiva de dois fil\u00f3sofos que defendem vis\u00f5es opostas sobre o tema, ambos com contribui\u00e7\u00f5es importantes no campo da filosofia da mente: Thomas Nagel e Patr\u00edcia Churchland. Enquanto Churchland prop\u00f5e uma vis\u00e3o fisicalista do problema, Nagel defende que tal problema seria insol\u00favel apesar da crescente esperan\u00e7a das abordagens fisicalistas e reducionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Patr\u00edcia Churchland acredita que o avan\u00e7o da neuroci\u00eancia, da qu\u00edmica, da f\u00edsica e da biologia poder\u00e3o fornecer respostas satisfat\u00f3rias para o problema da consci\u00eancia. Assim, Churchland defende que uma abordagem materialista, <strong>aceitando que o c\u00e9rebro causa a consci\u00eancia<\/strong>, ir\u00e1 criar um caminho poss\u00edvel para compreendermos o problema da experi\u00eancia consciente. Esta abordagem elimina qualquer metaf\u00edsica ou dualidade mente\/corpo, <strong>e a alma teria ent\u00e3o uma natureza cerebral<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>N\u00e3o compreendemos completamente como \u00e9 que os humanos s\u00e3o conscientes, mas a verdade \u00e9 que tamb\u00e9m n\u00e3o compreendemos como \u00e9 que eles andam, correm, sobem nas \u00e1rvores ou conseguem fazer salto com vara. A consci\u00eancia n\u00e3o aparecer\u00e1 como intrinsecamente mais misteriosa do que o controle motor se nos colocarmos a uma certa dist\u00e2ncia. Como contraponto em rela\u00e7\u00e3o ao desapontamento causado pelo fato de que a compreens\u00e3o integral ainda nos escapa, temos o otimismo cauteloso baseado sobretudo no tipo de progresso j\u00e1 alcan\u00e7ado. Isto porque as neuroci\u00eancias cognitivas j\u00e1 avan\u00e7aram muito para al\u00e9m daquilo que outrora alguns fil\u00f3sofos c\u00e9ticos achavam poss\u00edvel e prev\u00ea-se que continuem a progredir. (CHURCHLAND, 2005, p.1)<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/patricia-churchland-600.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1432\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"239\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/patricia-churchland-600.jpg\" alt=\"Patricia Churchland\" class=\"wp-image-1432\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/patricia-churchland-600.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/patricia-churchland-600-300x120.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption><strong>Churchland acredita que uma abordagem materialista, aceitando que o c\u00e9rebro causa a consci\u00eancia, ir\u00e1 criar um caminho poss\u00edvel para compreendermos o problema da consci\u00eancia.<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Segundo Churchland, o fato de que no passado existiam coisas misteriosas e incompreens\u00edveis, que hoje s\u00e3o triviais, se aplica ao problema da consci\u00eancia<\/strong>. N\u00e3o sabemos como ocorre a consci\u00eancia, ou, conforme afirma Churchland, n\u00e3o sabemos ainda o que o c\u00e9rebro realmente faz. Isso n\u00e3o impede, contudo, que no futuro ocorra com a consci\u00eancia a o mesmo que ocorreu em outros problemas tidos como misteriosos ou \u201cinimagin\u00e1veis\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O que obriga a pensar melhor \u00e9 o facto de que, ao longo da hist\u00f3ria, \u201ccertezas\u201d tidas como \u201c<em>a priori<\/em>\u201d mostraram n\u00e3o passar de puros erros emp\u00edricos, por mais \u00f3bvias e sinceras que tivessem sido no seu auge. A impossibilidade de o espa\u00e7o ser n\u00e3o-euclidiano, a impossibilidade de que no espa\u00e7o real linhas paralelas possam convergir, a impossibilidade de possuir provas firmes de que alguns acontecimentos s\u00e3o indeterminados ou de que algu\u00e9m est\u00e1 a sonhar neste momento, ou de que o universo tenha tido um come\u00e7o \u2014 cada uma destas impossibilidades foi apanhada no seu pr\u00f3prio n\u00f3 l\u00f3gico \u00e0 medida que nos aproxim\u00e1mos de uma compreens\u00e3o mais profunda do modo como as coisas s\u00e3o. (CHURCHLAND, 2005, p.7)<\/p><p>Devemos lembrar-nos que pareceu muito estranha aos contempor\u00e2neos de Cop\u00e9rnico a afirma\u00e7\u00e3o de que a terra \u00e9 um planeta e que se move; soou estranho dizer que o calor \u00e9 movimento molecular ou que o espa\u00e7o f\u00edsico \u00e9 n\u00e3o-euclidiano, ou ainda que n\u00e3o h\u00e1 algo como a \u201cbaixidade\u201d absoluta. E por a\u00ed fora. (CHURCHLAND, 2005, p.9)<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Churchland defende ainda que o reducionismo \u00e9 importante e produtivo. Compreender os detalhes do funcionamento de um organismo \u00e9 um caminho para sua compreens\u00e3o geral. Assim, o reducionismo n\u00e3o seria uma vis\u00e3o restrita de investiga\u00e7\u00e3o, mas um m\u00e9todo gradual de conhecimento. <\/p>\n\n\n\n<p>O conhecimento gradual acerca da consci\u00eancia poderia ent\u00e3o ser atingido atrav\u00e9s de um \u201ccontato redutivo f\u00e9rtil\u201d entre as neuroci\u00eancias e a psicologia. <strong>Essa fil\u00f3sofa acredita que a consci\u00eancia seria causada pelo c\u00e9rebro atrav\u00e9s de um processo que ainda nos \u00e9 desconhecido<\/strong>. <strong>Esse \u00e9 um ponto de vista radicalmente materialista sobre o problema da consci\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Thomas Nagel, por sua vez, critica o que ele chama de \u201conda de euforia reducionista\u201d. <strong>Para Nagel, o reducionismo adota, confortavelmente, o abandono do problema da rela\u00e7\u00e3o mente-corpo<\/strong>. Uma vez que ele \u00e9 um problema \u201cinsol\u00favel\u201d, seria mais f\u00e1cil coloc\u00e1-lo de lado e esperar que a evolu\u00e7\u00e3o gradual da investiga\u00e7\u00e3o reducionista. <strong>Esta seria uma forma de abandonar o problema e n\u00e3o enfrent\u00e1-lo, ou de n\u00e3o aceitar nossa profunda ignor\u00e2ncia sobre o assunto<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Todo reducionista tem a sua analogia predileta tirada da ci\u00eancia moderna. \u00c9 muito pouco prov\u00e1vel que algum dentre esses diversos  exemplos de redu\u00e7\u00e3o bem sucedida ilumine a rela\u00e7\u00e3o entre a mente e o c\u00e9rebro. Mas os fil\u00f3sofos compartilham da fraqueza humana de explicar o que n\u00e3o \u00e9 compreens\u00edvel em termos que se adequam ao que lhes \u00e9 familiar e bem compreendido, ainda que completamente diferente. Isso levou \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o de descri\u00e7\u00f5es [<em>accounts<\/em>] pouco plaus\u00edveis do mental, porque permitiam tipos familiares de redu\u00e7\u00e3o. (NAGEL, 1991, p.246)<\/p><p>Sem a consci\u00eancia, o problema mente-corpo seria bem menos interessante. Com a consci\u00eancia, ele parece insol\u00favel [<em>hopeless<\/em>]. O aspecto mais importante e caracter\u00edstico dos fen\u00f4menos mentais conscientes \u00e9 muito mal compreendido. A maioria das teorias reducionistas nem mesmo tentam explic\u00e1-lo. (NAGEL, 1991, P.246)<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Nagel explica que um organismo tem consci\u00eancia (estados mentais conscientes) se e somente se existir algo que seja <em>ser como esse organismo<\/em><\/strong>. <strong>Isto seria o car\u00e1ter subjetivo da experi\u00eancia, presente em v\u00e1rias formas de vida.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Essa subjetividade est\u00e1 relacionada com o fen\u00f4meno da consci\u00eancia. Podemos tentar imaginar como \u00e9 ser outra pessoa, mas nunca teremos acesso \u00e0 sua subjetividade. Podemos tentar imaginar o que seria ser um determinado animal, pensar situa\u00e7\u00f5es que o animal enfrenta, mas isso <strong>seria apenas tentar comportar-se como aquele animal, nunca <em>ser aquele animal<\/em>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Podemos chamar isso de o car\u00e1ter subjetivo da experi\u00eancia. Ele n\u00e3o \u00e9 capturado por quaisquer das recentes e familiares an\u00e1lises redutivas do mental, j\u00e1 que todas elas s\u00e3o logicamente compat\u00edveis com sua aus\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 analis\u00e1vel em termos de nenhum sistema explicativo de estados funcionais, ou de estados intencionais, pois esses poderiam ser atribu\u00eddos a rob\u00f4s ou aut\u00f4matos que se comportassem como pessoas, embora n\u00e3o experimentassem nada (NAGEL, 1991, P.247)<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Thomas Nagel n\u00e3o nega que o avan\u00e7o das neuroci\u00eancias possam fornecer novas informa\u00e7\u00f5es relevantes para a consci\u00eancia. Entretanto, mapear e analisar o c\u00e9rebro e descobrir rela\u00e7\u00f5es entre c\u00e9rebro e consci\u00eancia <strong>n\u00e3o responde \u00e0 quest\u00e3o sobre o que origina a consci\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Eu n\u00e3o nego que os estados e eventos mentais causem o comportamento, nem que possam ser dadas caracteriza\u00e7\u00f5es funcionais deles. Nego apenas que esse tipo de coisa esgote a an\u00e1lise dos mesmos. Qualquer programa reducionista tem que se basear em uma an\u00e1lise do que deve ser reduzido. Se a an\u00e1lise deixa algo de fora, o problema ser\u00e1 colocado erroneamente. (NAGEL, 1991, p.247)<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>O reducionismo materialista exclui a subjetividade e, sendo assim, Nagel n\u00e3o v\u00ea como se possa excluir algo que se pretende, no final das contas, compreender<\/strong>. Paradoxalmente, qualquer abordagem materialista, quando se depara com a subjetividade, \u00e9 obrigada a coloc\u00e1-la de lado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Se se deseja defender o fisicalismo, deve ser dada uma explica\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos aspectos fenom\u00eanicos. Mas quando examinamos seu car\u00e1ter subjetivo, parece que tal feito \u00e9 imposs\u00edvel. A raz\u00e3o \u00e9 que todo fen\u00f4meno subjetivo \u00e9 essencialmente conectado a um ponto de vista singular e parece inevit\u00e1vel que uma teoria f\u00edsica, objetiva, abandone esse ponto de vista. (NAGEL, 1991, 248)<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para exemplificar seu ponto de vista, <strong>Nagel sugere que imaginemos como seria <em>ser um morcego<\/em>.<\/strong> O fisicalismo pode nos fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre o comportamento de um morcego, pode detalhar seu esquema de ecolocaliza\u00e7\u00e3o e reproduzir atrav\u00e9s de m\u00e1quinas esse processo, como fazem os sonares dos submarinos. <\/p>\n\n\n\n<p>Com todos esses dados, podemos imaginar como seria ser um morcego, mas, <strong>aceitando que os morcegos possuem uma experi\u00eancia consciente, \u201cser como algo consciente\u201d \u00e9 uma vis\u00e3o reservada apenas a cada indiv\u00edduo com consci\u00eancia<\/strong>. Essa vis\u00e3o \u00e9 inacess\u00edvel a qualquer abordagem reducionista. <\/p>\n\n\n\n<p>A objetividade da ci\u00eancia, apesar de todo o conhecimento que produz, elimina a subjetividade. Isso n\u00e3o impede que acreditemos que a experi\u00eancia subjetiva dos indiv\u00edduos conscientes exista. \u201c<strong>Ser como um morcego\u201d \u00e9 uma experi\u00eancia subjetiva imposs\u00edvel de ser acessada, assim como ser uma outra pessoa tamb\u00e9m \u00e9<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/morcego1-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1433\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"220\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/morcego1-1.jpg\" alt=\"como \u00e9 ser um morcego\" class=\"wp-image-1433\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/morcego1-1.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/morcego1-1-300x110.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption><strong>A objetividade da ci\u00eancia, apesar de todo o conhecimento que produz, elimina a subjetividade. Isso n\u00e3o impede que acreditemos que a experi\u00eancia subjetiva dos indiv\u00edduos conscientes exista. \u201cSer como um morcego\u201d \u00e9 uma experi\u00eancia subjetiva imposs\u00edvel de ser acessada, assim como ser uma outra pessoa tamb\u00e9m \u00e9.<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Imaginar ser outra pessoa pode at\u00e9 ser um exerc\u00edcio mais f\u00e1cil de realizar do que imaginar ser um morcego, mesmo assim, n\u00e3o tenho acesso \u00e0 experi\u00eancia subjetiva de outra pessoa. <strong>Assim, Nagel n\u00e3o acredita que a abordagem fisicalista da ci\u00eancia possa resolver o problema da consci\u00eancia. N\u00e3o existe nada na ci\u00eancia que consiga nos mostrar o que \u00e9 uma experi\u00eancia subjetiva, que \u00e9 a caracter\u00edstica principal da consci\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Ent\u00e3o, se a extrapola\u00e7\u00e3o a partir do nosso pr\u00f3prio caso est\u00e1 envolvida na id\u00e9ia de como <em>\u00e9 <\/em>ser um morcego, ent\u00e3o a extrapola\u00e7\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel de ser completada. N\u00f3s n\u00e3o podemos formar nada al\u00e9m de uma concep\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica de como \u00e9 ser um morcego. Por exemplo, podemos atribuir <em>tipos <\/em>gerais de experi\u00eancia com base na estrutura do animal e do seu comportamento. Descrevemos o sonar do morcego como uma forma de percep\u00e7\u00e3o tridimensional; acreditamos que os morcegos sintam, al\u00e9m da percep\u00e7\u00e3o por sonar, alguma variante de dor, medo, fome, libido e outros tipos familiares de percep\u00e7\u00e3o. Mas acreditamos tamb\u00e9m que essas experi\u00eancias tenham um car\u00e1ter subjetivo espec\u00edfico, o qual est\u00e1 al\u00e9m da nossa habilidade de concep\u00e7\u00e3o.(NAGEL, 1991, p.250)<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>S\u00e3o essas as vis\u00f5es opostas de Thomas Nagel e Patr\u00edcia Churchland. &nbsp;Enquanto Churchland advoga a que a evolu\u00e7\u00e3o das neuroci\u00eancias poder\u00e1 um dia nos entregar o que seria uma experi\u00eancia subjetiva, Nagel argumenta contra essa possibilidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Churchland adota uma posi\u00e7\u00e3o mais confort\u00e1vel, uma vez que <strong>argumenta que aquilo que j\u00e1 foi mist\u00e9rio no passado \u00e9 hoje algo comum e bem conhecido gra\u00e7as ao avan\u00e7o da ci\u00eancia<\/strong>. De fato, a hist\u00f3ria nos mostra que essa suposi\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, uma vez que seria inimagin\u00e1vel para um indiv\u00edduo da Gr\u00e9cia Antiga, por exemplo, algo como a energia el\u00e9trica, computadores e internet. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas isso n\u00e3o significa que o problema da consci\u00eancia seja resolvido, n\u00e3o sendo mais do que uma esperan\u00e7a. <strong>Nagel argumenta de forma a mostrar que o problema \u00e9 insol\u00favel, apesar de tornar a rela\u00e7\u00e3o mente-corpo um problema filos\u00f3fico interessante. Sua postura com rela\u00e7\u00e3o ao fisicalismo \u00e9 totalmente c\u00e9tica.<\/strong> Apesar disto, Nagel admite que a ci\u00eancia fornece dados importantes sobre o funcionamento dos organismos, contudo, s\u00e3o dados objetivos que n\u00e3o abarcam a subjetividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os problemas relativos \u00e0 <em>qualia<\/em>, \u00e0 intencionalidade e \u00e0 rela\u00e7\u00e3o mente-corpo permanecem como problemas filos\u00f3ficos, apesar dos constantes avan\u00e7os cient\u00edficos e das esperan\u00e7as de fil\u00f3sofos como Churchland. <strong>Eles mant\u00eam a fronteira filos\u00f3fica sempre presente em todos os empreendimentos e investiga\u00e7\u00f5es humanas.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Essas caracter\u00edsticas da consci\u00eancia citadas acima<strong> j\u00e1 havia sido apontada por Wittgenstein como experi\u00eancias privadas inacess\u00edveis<\/strong>, sendo ent\u00e3o um campo ainda aberto \u00e0 pesquisa, pois nada podemos supor acerca de uma \u201clinguagem interior\u201d que interpreta nossas experi\u00eancias. Para Wittgenstein sequer existe tal linguagem. <\/p>\n\n\n\n<p>Considerar a subjetividade atrav\u00e9s de dados objetivos ou descri\u00e7\u00f5es anal\u00edticas sup\u00f5e certa ingenuidade. <strong>Entretanto, isso n\u00e3o invalida o trabalho anal\u00edtico e descritivo das neuroci\u00eancias, mas, como sugere Thomas Nagel, parece que a consci\u00eancia \u00e9 confortavelmente colocada de lado pela ci\u00eancia como uma equa\u00e7\u00e3o a ser resolvida futuramente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor: <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/quem-sou\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Alfredo Carneiro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>NAGEL, Thomas. <strong>Como \u00e9 ser um Morcego?<\/strong> Oxford University Press, 1991, p. 422-28.&nbsp; Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo Abrantes e Juliana Orione<\/li><li>CHURCHLAND, Patricia. <strong>Poder\u00e1 a neurobiologia ensinar-nos alguma coisa acerca da consci\u00eancia?<\/strong> Artigo publicado em 1993 na American Psychological Association. Tradu\u00e7\u00e3o de Lu\u00eds M. S. Augusto, Sorbonne\/FCT \u2013 2005.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Navegue pelo netmundi.org<\/h3>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina Principal<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/category\/filosofia-antiga-2\/\">Filosofia Antiga<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/category\/filosofia-medieval-2\/\">Filosofia Medieval<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/category\/filosofia-moderna-2\/\">Filosofia Moderna<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/category\/filosofia-contemporanea\/\">Filosofia Contempor\u00e2nea<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/livros-para-baixar\/\">Livros \u2013 PDF<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/musicas\/\">M\u00fasicas cl\u00e1ssicas para ouvir e baixar<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/arte\/\">Galeria<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/textos-motivacionais\/\">Textos motivacionais<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/falacias\/\">Fal\u00e1cias<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/cibercultura\/\">Cibercultura<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/videos-comentados\/\">Indica\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/canal-youtube\/\">V\u00eddeos com frases de pensadores<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/category\/blog-do-editor\/\">Blog do Editor<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/pensamentos\/\">Frases &amp; Imagens de grandes fil\u00f3sofos<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A rela\u00e7\u00e3o mente\/corpo \u00e9 um dos problemas mais antigos da filosofia. O dualismo de subst\u00e2ncia, o materialismo, o behaviorismo e o funcionalismo n\u00e3o conseguem abarcar a experi\u00eancia subjetiva, ou seja, a forma como algu\u00e9m experimenta algo. Segundo o fil\u00f3sofo americano Thomas Nagel, a consci\u00eancia \u00e9 o que torna a rela\u00e7\u00e3o mente\/corpo um problema insol\u00favel. O problema da consci\u00eancia, abrange a experi\u00eancia consciente, a intencionalidade e os qualia&nbsp;(as experi\u00eancias subjetivas).&nbsp; Desta forma, quando percebemos algo, como uma cor, essa experi\u00eancia tem uma caracter\u00edstica completamente privada. Esse fato j\u00e1 havia sido notado pelo fil\u00f3sofo ingl\u00eas John Locke (1632-1704): o fato de existir uma palavra para determinada cor n\u00e3o significa que essa palavra transmita a mesma sensa\u00e7\u00e3o a todos n\u00f3s. Podemos aceitar que as experi\u00eancias existem nas outras pessoas, mas n\u00e3o podemos saber qual sensa\u00e7\u00e3o a experi\u00eancia causa nos outros. Assim, apesar do avan\u00e7o da neuroci\u00eancia, que t\u00eam criado estudos importantes acerca dos fen\u00f4menos mentais, o car\u00e1ter subjetivo da experi\u00eancia permanece sem respostas satisfat\u00f3rias. Thomas Nagel argumenta que a subjetividade est\u00e1 relacionada com o fen\u00f4meno da consci\u00eancia. Podemos tentar imaginar como \u00e9 ser outra pessoa, mas nunca teremos acesso \u00e0 sua subjetividade. Para abordar o problema da consci\u00eancia, ou da experi\u00eancia consciente, iremos [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4695,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[170],"tags":[209,117,323],"class_list":["post-587","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-filosofia-contemporanea","tag-churchland","tag-filosofia-da-mente","tag-thomas-nagel"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Filosofia da Mente: o problema da consci\u00eancia - netmundi.org<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Segundo o fil\u00f3sofo americano Thomas Nagel, a consci\u00eancia \u00e9 o que torna a rela\u00e7\u00e3o mente\/corpo um problema insol\u00favel. 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