{"id":565,"date":"2015-02-06T17:54:30","date_gmt":"2015-02-06T17:54:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?p=565"},"modified":"2022-10-28T20:48:27","modified_gmt":"2022-10-28T20:48:27","slug":"agostinho-o-itinerario-do-homem-para-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/agostinho-o-itinerario-do-homem-para-deus\/","title":{"rendered":"Santo Agostinho e o caminho do homem at\u00e9 Deus"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Santo Agostinho (354-430) \u00e9 um fil\u00f3sofo que representa n\u00e3o apenas o esp\u00edrito de uma \u00e9poca, marcada pela integra\u00e7\u00e3o entre f\u00e9 e raz\u00e3o, mas \u00e9 tamb\u00e9m um pensador influenciado pelo confronto inquieto de um homem com sua humanidade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Agostinho traz em si o impulso da busca sincera, da mente inquieta e, como ocorre com a maioria dos fil\u00f3sofos que confrontam-se &nbsp;com a exist\u00eancia, com <strong>uma trajet\u00f3ria de buscas, desilus\u00f5es e constante investiga\u00e7\u00e3o<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o fil\u00f3sofo que simbolizou o <strong>nascimento da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Idade_M%C3%A9dia\" target=\"_blank\" aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\" rel=\"noreferrer noopener\">Era Medieval<\/a><\/strong>, imprimindo a <em>Quaestio Dei <\/em>(Quest\u00e3o de Deus) na filosofia e conciliando f\u00e9 e raz\u00e3o de forma n\u00e3o conflitante, indicando que <strong>o caminho percorrido pela filosofia desde Plat\u00e3o seria, por fim, o caminho at\u00e9 o Logos encarnado em Cristo<\/strong>. Desta forma, a f\u00e9 n\u00e3o seria um abandono da raz\u00e3o, mas seria antes uma raz\u00e3o iluminada pela palavra revelada.<\/p>\n\n\n\n<p>O <a aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Neoplatonismo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">neoplatonismo<\/a>, doutrina filos\u00f3fica de grande influ\u00eancia durante o final da Era Antiga, tem forte influ\u00eancia no pensamento de Agostinho. Contudo, <strong>o Bem e o Uno da filosofia plat\u00f4nica torna-se o Deus crist\u00e3o revelado em Cristo na filosofia medieval<\/strong>. Ap\u00f3s sua convers\u00e3o ao cristianismo, Santo Santo Agostinho reinterpreta a filosofia de Plat\u00e3o e lhe d\u00e1 uma roupagem crist\u00e3. Em seu di\u00e1logo com Deus, o fil\u00f3sofo percebe que os neoplat\u00f4nicos n\u00e3o reconheceram o Sumo Bem encarnado em Cristo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>[&#8230;]deparaste-me por interm\u00e9dio de um certo homem, intumescido por monstruoso orgulho, alguns livros plat\u00f4nicos, traduzidos do grego em latim.[&#8230;] A alma do homem, ainda que d\u00ea testemunho da Luz, n\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, a Luz; mas o Verbo \u2014 Deus \u2014&nbsp; \u00e9 a Luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo. Estava neste mundo que foi feito por Ele, e o mundo n\u00e3o o conheceu. Por\u00e9m, que veio para o que era seu e os seus n\u00e3o o receberam; que a todos os que o receberam lhes deu poder de fazerem filhos de Deus aos que crescessem em seu nome \u2014 Isso n\u00e3o li naqueles livros. (AGOSTINHO, 1973, p137)<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Seu pensamento tornou-se uma das influ\u00eancias mais poderosas da Era Medieval<\/strong>. Se por um lado alguns modernos afirmam que a Era Medieval \u00e9 apenas uma triste passagem para a Era Moderna, por outro lado, a moderna civiliza\u00e7\u00e3o ocidental s\u00f3 foi poss\u00edvel porque a Era Medieval criou condi\u00e7\u00f5es para o seu surgimento, sendo Agostinho um dos fil\u00f3sofos mais influentes desse per\u00edodo. <\/p>\n\n\n\n<p>O enorme poder da Igreja Cat\u00f3lica na Era Medieval deveu-se, em grande parte, \u00e0s ideias deste fil\u00f3sofo. Contudo, o que nos interessa aqui \u00e9 o itiner\u00e1rio percorrido por Santo Agostinho, marcado pela inquietude e constante busca pela verdade. <strong>Sua obra <em>Confiss\u00f5es<\/em> \u00e9 o reflexo do confronto de um homem com o car\u00e1ter misterioso da exist\u00eancia<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Diante de Deus o fil\u00f3sofo&nbsp;revela seu passado e sua busca. Sua vida torna-se a principal inspira\u00e7\u00e3o de sua filosofia. Sua obra possui uma linguagem apaixonada.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Ouvi, senhor, a ora\u00e7\u00e3o para que a minha alma n\u00e3o desfale\u00e7a sob vossa lei, nem esmore\u00e7a em confessar as miseric\u00f3rdias com que me arrancastes de perversos caminhos. Fazei que a vossa do\u00e7ura supere todas as sedu\u00e7\u00f5es que eu seguia. Que eu vos ame arrebatadamente e abrace a vossa m\u00e3o com toda minha alma para que me livreis de todas as tenta\u00e7\u00f5es at\u00e9 o fim. (AGOSTINHO, 1973, p.37)<\/em><\/p><p><em>Quem me dera repousar em V\u00f3s! Quem me dera que vi\u00e9sseis ao meu cora\u00e7\u00e3o e o inebri\u00e1sseis com a vossa presen\u00e7a, para me esquecer de meus males e me abra\u00e7ar convosco, meu \u00fanico bem! (AGOSTINHO, 1973, p. 27)<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Santo Agostinho relata apaixonadamente nas <em>Confiss\u00f5es<\/em> seu trajeto e sua biografia, e essa biografia assume um car\u00e1ter existencial. A exist\u00eancia torna-se um trabalho hermen\u00eautico, e <strong>o fil\u00f3sofo deve apreender o sentido do Ser n\u00e3o enquanto mera ocorr\u00eancia ou fato, mas enquanto ess\u00eancia, destino e liberdade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>As <em>Confiss\u00f5es<\/em> foram escritas ap\u00f3s sua convers\u00e3o \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3 em 387 d.C, assim, Agostinho repassa todo o seu trajeto, desde a inf\u00e2ncia at\u00e9 a vida adulta, sob a luz dessa f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua vida ent\u00e3o ganha novos significados, e <strong>todos os seus erros e culpas foram, na verdade, seu caminho at\u00e9 Deus<\/strong>. A culpa torna-se \u201cfeliz culpa\u201d, pois faz parte da trajet\u00f3ria humana para Deus. Agostinho traz em si a representa\u00e7\u00e3o da vida de todos os homens que, de uma forma ou de outra, ao buscarem a felicidade est\u00e3o buscando a Deus. <\/p>\n\n\n\n<p>Tal \u00e9 a <em>Quaestio Dei<\/em> que atravessa toda sua filosofia, e a busca racional pela verdade n\u00e3o perde-se na f\u00e9, mas antes d\u00e1 um novo sentido \u00e0s experi\u00eancias humanas. A raz\u00e3o limitada pela condi\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o desaparece com a f\u00e9, mas antes ilumina-se pela luz do amor de Deus. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o entre f\u00e9 em raz\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o de submiss\u00e3o.&nbsp;<strong>Na Era Medieval a Filosofia ir\u00e1 submeter-se \u00e0 Teologia. Somente mil anos depois de Agostinho, Tom\u00e1s de Aquino ir\u00e1 afirmar que f\u00e9 e raz\u00e3o s\u00e3o independentes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agostinho nasceu em um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da Era antiga para a Era Medieval<\/strong>, e seu pensamento acerca da concilia\u00e7\u00e3o entre f\u00e9 e raz\u00e3o ir\u00e1 influenciar toda a filosofia medieval. Nesse per\u00edodo as tend\u00eancias fide\u00edstas e a ascens\u00e3o do cristianismo se confrontavam com a forte influ\u00eancia da filosofia cl\u00e1ssica, representada principalmente pelo neoplatonismo e pelo ceticismo da Nova Academia, entre outras correntes filos\u00f3ficas. <\/p>\n\n\n\n<p>A raz\u00e3o n\u00e3o era vista como algo que pudesse ser integrado \u00e0 f\u00e9, muito menos algo que possa submeter-se \u00e0 f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o trajeto de Agostinho at\u00e9 a f\u00e9 crist\u00e3 e a maturidade de suas ideias sobre f\u00e9 e raz\u00e3o <strong>faz dele um pensador existencial, pois \u00e9 um trajeto marcado pela busca espiritual entre as v\u00e1rias tend\u00eancias culturais de seu tempo<\/strong>, enfrentando os apelos sensuais de sua juventude e os questionamentos constantes em cada caminho que percorria.<\/p>\n\n\n\n<p>Adere ao manique\u00edsmo, que se mostra incapaz de atender seus anseios, ao ceticismo da Nova Academia e por fim ao neoplatonismo, que ir\u00e1 influenciar de forma definitiva sua filosofia. <\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s sua convers\u00e3o ao cristianismo, Agostinho declara que o Sumo Bem de Plat\u00e3o, o <em>Logos <\/em>enquanto divina sabedoria, encarnou em Cristo. <strong>A dif\u00edcil travessia da exist\u00eancia pode ser feita de forma fr\u00e1gil, com a ajuda da raz\u00e3o, ou de forma mais segura, com a ajuda da revela\u00e7\u00e3o divina<\/strong>, conforme o pr\u00f3prio Plat\u00e3o sugeriu:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&nbsp;<em>De fato, tratando-se destes assuntos, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel se n\u00e3o fazer uma destas coisas: ou aprender de outros qual seja a verdade; ou ent\u00e3o descobri-la por si mesmos; ou ainda, se isso for imposs\u00edvel, aceitar, entre os racioc\u00ednios humanos, aquele que for melhor e menos f\u00e1cil de se confutar, e sobre este, como sobre uma jangada, afrontar o risco da travessia do mar da vida; a menos que se possa fazer a viagem de modo mais seguro e com menor risco sobre uma nave mais s\u00f3lida, ou seja, confiando-se a uma divina revela\u00e7\u00e3o. (PLAT\u00c3O, 2007, p.61)<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para Agostinho, essa revela\u00e7\u00e3o s\u00e3o as Sagradas Escrituras que expressam a vontade de Deus. O fil\u00f3sofo medieval ir\u00e1 afirmar que toda busca humana \u00e9 uma busca pela felicidade, mas essa felicidade n\u00e3o consiste em fazer o que se quer, mas em fazer a vontade de Deus. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas isso deve ser decidido pelo pr\u00f3prio homem que, <strong>dotado de seu livre-arb\u00edtrio, deve existir nesse mundo e fazer suas pr\u00f3prias escolhas<\/strong>. A concilia\u00e7\u00e3o entre f\u00e9 e raz\u00e3o, t\u00e3o forte neste fil\u00f3sofo, \u00e9 o equil\u00edbrio necess\u00e1rio que leva o homem \u00e0 felicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O homem busca a Deus porque quer ser feliz. A busca espiritual e as experi\u00eancias humanas, em seu sentido mais profundo, <strong>s\u00e3o uma busca pela felicidade que, em Agostinho, \u00e9 o Sumo Bem representado por Deus<\/strong>. <strong>A exist\u00eancia humana \u00e9 marcada pela mem\u00f3ria da felicidade que nada mais \u00e9 que a mem\u00f3ria da presen\u00e7a de Deus<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa mem\u00f3ria da felicidade \u00e9 mist\u00e9rio, talvez lembran\u00e7a da alma que esteve na presen\u00e7a de Deus, da mesma forma que Plat\u00e3o afirma que a alma esteve na presen\u00e7a do Sumo Bem que reside no mundo das ideias. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>A exist\u00eancia humana \u00e9 marcada pela busca da felicidade porque a felicidade \u00e9 uma lembran\u00e7a que inspira a exist\u00eancia de todos os seres. Buscar a felicidade nada mais \u00e9 que buscar a Deus. Tal \u00e9 o sentido maior da obra de Agostinho.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>N\u00e3o sei como conheceram a felicidade, nem por que no\u00e7\u00e3o a apreenderam. O que me preocupa \u00e9 saber se essa no\u00e7\u00e3o habita na mem\u00f3ria. Se l\u00e1 existe, \u00e9 sinal de que alguma vez fomos felizes.[&#8230;] O que quero saber \u00e9 se a vida feliz habita ou n\u00e3o na mem\u00f3ria. Se n\u00e3o a conhec\u00eassemos, n\u00e3o a pod\u00edamos amar.<\/em>(AGOSTINHO, 1973, p.210). <\/p><p><em>Onde e quando experimentei a vida feliz, para poder recordar, amar e desejar?&nbsp; N\u00e3o sou eu o \u00fanico, nem s\u00e3o poucos os que a desejam. Todos, absolutamente todos, querem ser felizes. Se n\u00e3o conhec\u00eassemos a vida feliz por uma no\u00e7\u00e3o certa, n\u00e3o a desejar\u00edamos com t\u00e3o firme vontade. Que significa isto? (AGOSTINHO, 1973, p.210)<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Apesar da enorme import\u00e2ncia do pensamento de Agostinho, sua percep\u00e7\u00e3o de que apenas Cristo pode nos ajudar a atravessar o mar da exist\u00eancia, sendo assim o \u00fanico caminho, acabou por influenciar um sistema pol\u00edtico totalizador que atravessou a Era Medieval, consolidado atrav\u00e9s do poder do catolicismo romano.<\/p>\n\n\n\n<p>A Europa crist\u00e3 ir\u00e1 surgir e consolidar-se adotando muitas das ideias deste fil\u00f3sofo, como sua interpreta\u00e7\u00e3o acerca do pecado original e a autoridade divina do Papa. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Desde que comecei a ouvir as li\u00e7\u00f5es da Sabedoria, n\u00e3o Vos supunha, \u00f3 meu Deus, sob a figura de corpo humano, pois sempre fugi deste errado ju\u00edzo, e me alegrava em encontrar esta verdadeira doutrina na f\u00e9 da nossa m\u00e3e espiritual, a vossa Igreja Cat\u00f3lica.&nbsp;(AGOSTINHO, 1973, p.129)<\/em><\/p><p><em>Ai de ti, torrente dos h\u00e1bitos humanos! Quem te resistir\u00e1? At\u00e9 quando h\u00e1s de correr sem te secar? At\u00e9 quando rolar\u00e1s os filhos de Eva para o mar profundo e temeroso, somente atravessado pelos que se embarcam no lenho da cruz? (AGOSTINHO, 1973, p.37).<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Se por um lado o efeito dessa interpreta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 a cristianiza\u00e7\u00e3o das estruturas de poder, fazendo surgir a Igreja como representante de Deus na terra, por outro foi isso que permitiu a consolida\u00e7\u00e3o da cultura ocidental uma vez que a filosofia medieval valorizou e preservou a filosofia grega.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem acusa a Era Medieval de &#8220;idade das trevas&#8221; talvez n\u00e3o considere que, sem o poder consolidador da Igreja ap\u00f3s a ru\u00edna do Imp\u00e9rio Romano, seria muito mais uma era de caos absoluto.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o significa, contudo, que a obra de Santo Agostinho n\u00e3o represente o honesto confronto existencial. Apesar dele fazer da singularidade de sua vida a mat\u00e9ria-prima de sua filosofia, seu processo de individua\u00e7\u00e3o <strong>ilustra a busca espiritual de todos os homens que, de uma forma ou de outra, procuram dar um sentido maior \u00e0s suas vidas<\/strong>. Pelo menos enquanto a vida for mist\u00e9rio e Deus representar nossos mais elevados anseios de bondade, amor e felicidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O homem \u00e9 lan\u00e7ado no mundo e est\u00e1 diante das coisas, mas essas coisas s\u00e3o fontes de ang\u00fastia e desespero<\/strong>. Contudo, Santo Agostinho nos convida a retornar para n\u00f3s mesmos. No seu \u00edntimo, nos labirintos misteriosos da mem\u00f3ria, o homem recorda-se da felicidade e do amor perfeito e, ao faz\u00ea-lo, ultrapassa a si mesmo e encontra a Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo e o espa\u00e7o limitante do homem, bem como seu sofrimento, s\u00e3o o caminho que se percorre com esperan\u00e7a de liberta\u00e7\u00e3o e retorno \u00e0 vida plena ao lado de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse futuro perfeito ao lado de sua verdadeira origem \u00e9, em Agostinho, o anseio misterioso que move todos os homens. <strong>\u00c9 poss\u00edvel ao homem, neste mundo de mat\u00e9ria de expia\u00e7\u00e3o, alegrar-se e ser feliz. Basta que aceite que o futuro do homem que vive na justi\u00e7a e na caridade, iluminado pelo amor de Deus, ser\u00e1 a frui\u00e7\u00e3o eterna do Sumo Bem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O surgimento da modernidade ir\u00e1 marcar a separa\u00e7\u00e3o entre f\u00e9 e raz\u00e3o. De um lado teremos uma raz\u00e3o que abandona qualquer f\u00e9 metaf\u00edsica e de outro um fide\u00edsmo que descarta a raz\u00e3o em prol da f\u00e9. <\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de Agostinho, contudo, \u00e9 ainda uma forte influ\u00eancia nos tempos atuais, pois a ingenuidade da f\u00e9 na raz\u00e3o e o fanatismo das posi\u00e7\u00f5es fide\u00edstas parecem ser frutos dessa separa\u00e7\u00e3o, como se duas coisas que surgiram para caminhar juntas n\u00e3o conseguissem seguir seu caminho de forma independente. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>A contribui\u00e7\u00e3o de Agostinho \u00e9 essa concilia\u00e7\u00e3o, a certeza de que a raz\u00e3o \u00e9 ainda a principal ferramenta do fil\u00f3sofo, mas a f\u00e9 \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o de nossa finitude e de nossa transcend\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autor<\/strong>:&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/quem-sou\/\" target=\"_blank\"><em>Alfredo Carneiro<\/em><\/a>&nbsp;\u2013 Graduado em Filosofia e p\u00f3s-graduado em Filosofia e Exist\u00eancia pela Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>AGOSTINHO. <strong>Confiss\u00f5es. <\/strong>&nbsp;S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1973<\/li><li>PLATONE (PLAT\u00c3O). Tutte le Opere (v. 1). Milano: Newton, 1997.<\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santo Agostinho (354-430) \u00e9 um fil\u00f3sofo que representa n\u00e3o apenas o esp\u00edrito de uma \u00e9poca, marcada pela integra\u00e7\u00e3o entre f\u00e9 e raz\u00e3o, mas \u00e9 tamb\u00e9m um pensador influenciado pelo confronto inquieto de um homem com sua humanidade. Agostinho traz em si o impulso da busca sincera, da mente inquieta e, como ocorre com a maioria dos fil\u00f3sofos que confrontam-se &nbsp;com a exist\u00eancia, com uma trajet\u00f3ria de buscas, desilus\u00f5es e constante investiga\u00e7\u00e3o. \u00c9 o fil\u00f3sofo que simbolizou o nascimento da Era Medieval, imprimindo a Quaestio Dei (Quest\u00e3o de Deus) na filosofia e conciliando f\u00e9 e raz\u00e3o de forma n\u00e3o conflitante, indicando que o caminho percorrido pela filosofia desde Plat\u00e3o seria, por fim, o caminho at\u00e9 o Logos encarnado em Cristo. Desta forma, a f\u00e9 n\u00e3o seria um abandono da raz\u00e3o, mas seria antes uma raz\u00e3o iluminada pela palavra revelada. O neoplatonismo, doutrina filos\u00f3fica de grande influ\u00eancia durante o final da Era Antiga, tem forte influ\u00eancia no pensamento de Agostinho. Contudo, o Bem e o Uno da filosofia plat\u00f4nica torna-se o Deus crist\u00e3o revelado em Cristo na filosofia medieval. Ap\u00f3s sua convers\u00e3o ao cristianismo, Santo Santo Agostinho reinterpreta a filosofia de Plat\u00e3o e lhe d\u00e1 uma roupagem crist\u00e3. 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