{"id":3130,"date":"2019-07-16T11:36:05","date_gmt":"2019-07-16T11:36:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?p=3130"},"modified":"2025-10-29T18:38:09","modified_gmt":"2025-10-29T18:38:09","slug":"filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/","title":{"rendered":"Filosofia da Linguagem: Wittgenstein e outros autores"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A Filosofia da Linguagem \u00e9 o ramo da Filosofia que&nbsp;investiga as rela\u00e7\u00f5es entre mundo, pensamento e linguagem<\/strong>. O sentido das palavras, desde os primeiros pensadores, sempre ocupou um papel importante nas reflex\u00f5es filos\u00f3ficas. Contudo, foi somente a partir do s\u00e9culo XX que a Filosofia passou a considerar a linguagem como uma investiga\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica fundamental. <strong>Se antes ela era secund\u00e1ria, servindo como base para as reflex\u00f5es, a partir da Era Contempor\u00e2nea ela tornou-se o tema principal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ou\u00e7a este <em>Post<\/em>:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Filosofia-da-Linguagem-de-Wittgenstein.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/6oLSOlm1b5y8ywlDEM8PR5?si=a9a7908e06074285\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ouvir no <em>Spotify<\/em><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/youtu.be\/2hpL8rHoOVg?si=f3WC7EfuLl8M-f1O\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ouvir no&nbsp;<em>Youtube<\/em><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=MRt-avOS2j8&amp;t=6s\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Videoaula<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata apenas de compreender contextos hist\u00f3ricos, sociais e culturais para, a partir disso, investigar o significado e sentido das palavras. Se trata tamb\u00e9m de compreender os limites da linguagem; das tentativas de exprimir pensamentos e, finalmente, <strong>se \u00e9 o sujeito que determina a linguagem ou \u00e9 a linguagem que determina o sujeito.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que intriga os pensadores, muito al\u00e9m do mero &#8220;problema de comunica\u00e7\u00e3o&#8221;&nbsp; \u2014 como os conflitos pessoais, pol\u00edticos e religiosos causados pelas diferen\u00e7as de sentido das mesmas palavras&nbsp; \u2014 \u00e9 se <strong>a linguagem pode mesmo dizer algo acerca do mundo e ser compreendida conforme a inten\u00e7\u00e3o daquele que tenta se comunicar<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cada pessoa possui um mundo particular que tenta inutilmente transmitir aos outros? Que tipo de mundo \u00e9 comunicado pelos diferentes tipos de linguagem, como poesia, filosofia, religi\u00e3o, ci\u00eancia, literatura, cinema e outras? <strong>Os&nbsp; pensamentos que tentamos transmitir n\u00e3o s\u00e3o distorcidos pela linguagem do grupo no qual vivemos?<\/strong> Qual \u00e9, ent\u00e3o, a linguagem adequada?<\/p>\n\n\n\n<p>Para o fil\u00f3sofo austr\u00edaco Wittgenstein&nbsp;\u2014&nbsp; um dos mais not\u00e1veis autores da Filosofia da Linguagem&nbsp;\u2014&nbsp; <strong>estamos t\u00e3o somente jogando ingenuamente jogos de linguagem que funcionam apenas inseridos em determinada interpreta\u00e7\u00e3o social da realidade<\/strong>, e que muito provavelmente n\u00e3o \u00e9 a pr\u00f3pria realidade. Wittgenstein, em sua investiga\u00e7\u00e3o da linguagem, foi ainda mais longe, afirmando que os problemas filos\u00f3ficos s\u00e3o, na verdade, problemas de linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Dizer que nossa linguagem n\u00e3o funciona fora da realidade lingu\u00edstica na qual vivemos n\u00e3o \u00e9 meramente afirmar o \u00f3bvio, mas sim dizer que <strong>os limites de nossa linguagem s\u00e3o tamb\u00e9m os limites de nosso pensamento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta ideia, muito explorada na Filosofia da Linguagem, de certa forma est\u00e1 de acordo com a observa\u00e7\u00e3o que o escritor <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Aldous Huxley (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Aldous_Huxley\" target=\"_blank\">Aldous Huxley<\/a> fez sobre as tradi\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas em seu famoso livro <em><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"As Portas da Percep\u00e7\u00e3o (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/As_Portas_da_Percep%C3%A7%C3%A3o\" target=\"_blank\">As Portas da Percep\u00e7\u00e3o<\/a><\/em>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;<em>Cada indiv\u00edduo \u00e9 a um s\u00f3 tempo benefici\u00e1rio e v\u00edtima da tradi\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica na qual nasceu  \u2014&nbsp;  benefici\u00e1rio, na medida em que a l\u00edngua lhe d\u00e1 acesso ao registro acumulado da experi\u00eancia das outras pessoas, e v\u00edtima, na medida em que a l\u00edngua confirma a cren\u00e7a de que a consci\u00eancia reduzida \u00e9 a \u00fanica consci\u00eancia, confundindo o sentido de realidade.<\/em>&#8220;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>A filosofia da linguagem de Wittgenstein se divide em duas fases<\/strong>. A primeira, influenciada pelo seu mestre Bertrand Russell e marcada pela investiga\u00e7\u00e3o dos limites l\u00f3gicos da linguagem, exposta em sua obra <em>Tratado L\u00f3gico Filos\u00f3fico<\/em>. E a segunda, em que o fil\u00f3sofo discorda de sua primeira fase, e cria o conceito de jogos de linguagem em sua obra <em>Investiga\u00e7\u00f5es Filos\u00f3ficas<\/em>. Essas fases s\u00e3o conhecidas como &#8220;primeiro Wittgenstein&#8221; e &#8220;segundo Wittgenstein&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>L\u00f3gica, mundo e linguagem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"287\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/linguagem-logica-mundo-1.jpg\" alt=\"Filosofia da Linguagem: linguagem, l\u00f3gica e mundo\" class=\"wp-image-3141\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/linguagem-logica-mundo-1.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/linguagem-logica-mundo-1-300x144.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>A ideia de que os problemas da filosofia carregam problemas de linguagem n\u00e3o \u00e9 algo novo<\/strong>. Os fil\u00f3sofos <a aria-label=\"Leibniz  (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/leibniz-monadas-estrutura-da-realidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leibniz <\/a>e <a aria-label=\"Espinosa  (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/baruch-espinosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Espinosa<\/a> j\u00e1 percebiam a confus\u00e3o no uso das palavras. E antes deles, <a aria-label=\"Plat\u00e3o (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/platao-biografia-filosofia-obras-frases\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Plat\u00e3o<\/a>, <a aria-label=\"Arist\u00f3teles  (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/aristoteles-biografia-filosofia-obras-e-frases\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arist\u00f3teles <\/a>e os <a aria-label=\"fil\u00f3sofos medievais (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/filosofia-medieval-introducao-filosofos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">fil\u00f3sofos medievais<\/a> (atrav\u00e9s do <a aria-label=\"Problema dos Universais (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Problema_dos_universais\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Problema dos Universais<\/a>) tamb\u00e9m&nbsp;investigaram esse problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, a chamada <em>&#8220;virada lingu\u00edstica&#8221;<\/em> da filosofia ocorreu somente a partir do s\u00e9culo XX, quando alguns fil\u00f3sofos se voltaram para a tentativa de estabelecer um sistema l\u00f3gico formal que retratasse a realidade do mundo de forma precisa e racional. <strong>Esse movimento, representado principalmente por Wittgenstein, Bertrand Russell e Frege, ficou conhecido como Filosofia Anal\u00edtica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das principais caracter\u00edsticas da linguagem&nbsp;\u2014&nbsp; segundo Wittgenstein em sua primeira fase&nbsp;\u2014&nbsp; \u00e9 que, de um lado, temos o mundo com sua multiplicidade de fatos, e de outro, uma linguagem que tenta falar sobre esse mundo. <strong>Assim, necessariamente existe algo em comum entre o mundo e a linguagem: a forma l\u00f3gica<\/strong>. Consequentemente, as frases da linguagem comum podem ser reescritas em proposi\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas para serem analisadas. A partir disso, se verifica a falsidade ou veracidade do que foi dito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entretanto, para Wittgenstein, s\u00f3 podemos considerar as proposi\u00e7\u00f5es que espelham os fatos do mundo, como por exemplo, dizer que &#8220;o vaso est\u00e1 sobre a mesa&#8221;.<\/strong> Isso est\u00e1 de acordo com a  teoria figurativa desse fil\u00f3sofo, que afirma que cada nome de uma proposi\u00e7\u00e3o deve possuir uma refer\u00eancia na realidade, ou seja, nossa linguagem deve figurar algo no mundo. Qualquer coisa diferente disso, como falar sobre nomes que n\u00e3o podem ser apontados, significa dizer coisas sem sentido. Sobre isso, afirma Wittgenstein:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p> &#8220;<em><strong>Representar na linguagem algo que contradiga as leis l\u00f3gicas \u00e9 t\u00e3o pouco poss\u00edvel quanto representar uma figura que contradiga as leis do espa\u00e7o&#8221;<\/strong><\/em>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Todavia, para o primeiro, Wittgenstein, as coisas que n\u00e3o podem ser ditas n\u00e3o significa que n\u00e3o existam, mas sim que qualquer discurso sobre elas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Isso englobaria, por exemplo, discursos religiosos, \u00e9ticos ou m\u00edsticos. Deste modo, a linguagem se limita ao que \u00e9 factual, tal como ocorre com a biologia, a qu\u00edmica e a f\u00edsica. Falar sobre <em>&#8220;coisas que n\u00e3o podem ser ditas&#8221;<\/em> significa falar coisas sem sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade da exist\u00eancia de experi\u00eancias interiores incomunic\u00e1veis \u00e9 uma caracter\u00edstica do pensamento do &#8220;primeiro Wittgenstein&#8221;, que, como foi dito, n\u00e3o nega a exist\u00eancia dessas experi\u00eancias, mas afirma categoricamente que, sobre elas, nada pode ser dito, pois o fato da linguagem ter seus fundamentos l\u00f3gicos na realidade material \u00e9 o que determina seus limites. Essa \u00e9 a base das declara\u00e7\u00f5es mais conhecidas desse fil\u00f3sofo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong><em>&#8220;O que se pode dizer, pode ser dito claramente; e aquilo de que n\u00e3o se pode falar, tem de ficar no sil\u00eancio.&#8221;<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong><em>&#8220;Sobre aquilo de que n\u00e3o se pode falar, deve-se calar.&#8221;<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Como veremos a seguir, Wittgenstein posteriormente ir\u00e1 criticar sua primeira fase, afirmando que se enganou ao acreditar que a linguagem possui apenas uma l\u00f3gica poss\u00edvel, desenvolvendo a ideia de que n\u00e3o existe apenas uma linguagem, mas v\u00e1rios tipos de  linguagem com l\u00f3gicas pr\u00f3prias, abandonando a rigidez da l\u00f3gica formal. Essa atitude o tornou um exemplo de honestidade intelectual na filosofia, pois n\u00e3o se importou em criticar a si mesmo e modificar suas ideias.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em><strong>Sugest\u00e3o de leitura:<\/strong><\/em>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Saiba a diferen\u00e7a entre Ci\u00eancia e Filosofia (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2017\/saiba-a-diferenca-entre-ciencia-e-filosofia\/\" target=\"_blank\"><em>Saiba a diferen\u00e7a entre Ci\u00eancia e Filosofia<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Contexto, pensamento<\/strong> e <strong>jogos de linguagem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"219\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/jogos-de-linguagem.jpg\" alt=\"Filosofia da Linguagem: Jogos de Linguagem\" class=\"wp-image-3146\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/jogos-de-linguagem.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/jogos-de-linguagem-300x110.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Pela experi\u00eancia cotidiana, sabemos que a maioria das pessoas n\u00e3o se importa com quest\u00f5es lingu\u00edsticas, vivendo de acordo com suas cren\u00e7as locais e falando sobre elas de forma espont\u00e2nea. Contudo, quando os indiv\u00edduos levam seus discursos para um cen\u00e1rio diferente \u2014 seja&nbsp;social, cultural ou religioso&nbsp;\u2014&nbsp;eles n\u00e3o conseguem mais se comunicar de forma eficiente. <strong>Esse fato tem consequ\u00eancias mais complexas do que o mero problema de comunica\u00e7\u00e3o, pois trata-se tamb\u00e9m da limita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio pensamento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de jogos de linguagem, desenvolvido por Wittgenstein em sua segunda fase, tornou-se uma das ilustra\u00e7\u00f5es mais conhecidas desse problema. <strong>Dizer que nos comunicamos tal como ocorre com os jogos, significa dizer que existem v\u00e1rias linguagens governadas por regras pr\u00f3prias e contextualizadas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um jogo de xadrez, por exemplo, os jogadores est\u00e3o de acordo com as regras estabelecidas.&nbsp;<strong>Mas, se um dos jogadores quiser discordar radicalmente das regras, n\u00e3o existe mais jogo de xadrez<\/strong>. Pode-se at\u00e9 criar um novo jogo com novas regras utilizando as mesmas pe\u00e7as e o mesmo tabuleiro. Entretanto, definitivamente, n\u00e3o ser\u00e1 mais xadrez, pois ele deixa de existir se n\u00e3o usamos as regras estabelecidas para ele.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo ocorre se algu\u00e9m nos perguntar: &#8220;como se usa uma bola?&#8221;. Nossa resposta depender\u00e1 dos jogos que usaremos de exemplo, como futebol, v\u00f4lei ou basquete. Ou mesmo algum jogo inventado na hora. Com as palavras ocorre o mesmo, pois elas n\u00e3o teriam sentido universal, mas sim um uso que fazemos delas dentro das regras de um jogo de linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Se eu uso a palavra &#8220;santo&#8221;, posso me referir a algum personagem b\u00edblico ou falar de algu\u00e9m que  considero bondoso. Mas tamb\u00e9m posso me referir a algu\u00e9m que considero hip\u00f3crita ou at\u00e9 mesmo designar algum objeto. Tudo depende do uso que pretendo fazer dessa palavra dentro de um determinado contexto; a palavra em si n\u00e3o tem sentido se n\u00e3o estiver delimitada por alguma pr\u00e1tica lingu\u00edstica. Esses exemplos podem parecer simples, mas se pensarmos nos aspectos sociais e culturais envolvidos, a quest\u00e3o assume grande complexidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o &#8220;segundo Wittgenstein&#8221;, a linguagem \u00e9 uma vasta quantidade de pr\u00e1ticas, cada uma com sua pr\u00f3pria l\u00f3gica. Nem todas as pr\u00e1ticas lingu\u00edsticas s\u00e3o argumentativas, como piadas, poesia, cinema, f\u00e1bulas ou religi\u00f5es, mas sim pr\u00e1ticas com regras pr\u00f3prias. Esses discursos tem significados e fazem sentido dentro de seus contextos. N\u00e3o existe, portanto, uma \u00fanica l\u00f3gica formal para a linguagem, como o fil\u00f3sofo sup\u00f5e em sua primeira fase.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, os grupos sociais jogam jogos de linguagem que n\u00e3o fazem sentido fora de suas regras. Essas regras tamb\u00e9m delimitam o pensamento dos integrantes desses grupos, pois o pensamento humano seria incapaz de ir al\u00e9m dos jogos de linguagem. Um indiv\u00edduo pode at\u00e9 navegar entre v\u00e1rios jogos de linguagem, mas n\u00e3o pode ir al\u00e9m dos jogos em si. Sobre isso, Wittgenstein afirma:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em><strong>&#8220;Os limites da minha linguagem s\u00e3o os limites do meu mundo.&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong><em>&#8220;Nos aprisionamos em nossos pr\u00f3prios jogos de linguagem.&#8221;<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Apesar de delimitarem o pensamento, os jogos de linguagem tem uma fun\u00e7\u00e3o importante, pois permitem que integrantes dos grupos sociais, consigam se comunicar e agir de forma coerente e eficiente, ainda que essa coer\u00eancia s\u00f3 fa\u00e7a sentido dentro das regras de cada grupo. <strong>Al\u00e9m do mais, as variadas pr\u00e1ticas lingu\u00edsticas revelam algo sobre as realidades dos grupos humanos, por\u00e9m, como afirmado anteriormente, muitas coisas que s\u00e3o ditas n\u00e3o fazem sentido \u2014&nbsp; ou mesmo n\u00e3o existem \u2014&nbsp; fora de seus jogos de linguagem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assim, at\u00e9 mesmo a filosofia est\u00e1 aprisionada em seu pr\u00f3prio jogo de linguagem e n\u00e3o transcende suas regras<\/strong>. Nosso pensamento, da mesma forma, n\u00e3o vai al\u00e9m dos limites das pr\u00e1ticas lingu\u00edsticas, o que nos torna incapazes de falar sobre verdades absolutas ou universais \u2014 que sempre foi um dos objetivos fundamentais da filosofia. \u00c9 por isso que se diz que Wittgenstein, na sua primeira fase, tentou matar a filosofia sem sucesso. Por\u00e9m, na segunda tentativa, atingiu seu objetivo.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em><strong>Sugest\u00f5es de Leitura<\/strong><\/em>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Wittgenstein: Jogos de linguagem e os besouros nas caixas (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2014\/wittgenstein-jogos-de-linguagem-e-os-besouros-nas-caixas\/\" target=\"_blank\"><em>Wittgenstein: Jogos de linguagem e os besouros nas caixas<\/em><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"O que \u00e9 Filosofia? (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2016\/o-que-e-filosofia\/\" target=\"_blank\"><em>O que \u00e9 Filosofia?<\/em><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Sua cren\u00e7a \u00e9 verdadeira e justificada? (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2012\/sua-crenca-e-verdadeira-e-justificada\/\" target=\"_blank\"><em>Sua cren\u00e7a \u00e9 verdadeira e justificada?<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Filosofia da Linguagem: principais autores<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bertrand Russell<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"251\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bertrand-russell.jpg\" alt=\"Filosofia da Linguagem: Bertrand Russel\" class=\"wp-image-3168\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bertrand-russell.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bertrand-russell-300x126.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Durante o s\u00e9culo XX, o fil\u00f3sofo ingl\u00eas <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Bertrand Russel (1872-1970) (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Bertrand_Russell\" target=\"_blank\">Bertrand Russell (1872-1970)<\/a> foi considerado um dos intelectuais mais importantes de seu tempo. Sua influ\u00eancia n\u00e3o se faz presente apenas na Filosofia da Linguagem, da qual ele \u00e9 considerado um dos pioneiros, mas tamb\u00e9m na matem\u00e1tica, na l\u00f3gica, na literatura e na epistemologia. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Russel militou politicamente em causas pacifistas e humanit\u00e1rias. Pelo conjunto de sua obra, que inclui a publica\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria da Filosofia Ocidental , recebeu o pr\u00eamio <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Nobel de Literatura em 1950 (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Laureados_com_o_Nobel_de_Literatura\" target=\"_blank\">Nobel de Literatura em 1950<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, Russel estava voltado para alguns paradoxos da matem\u00e1tica e da l\u00f3gica. <strong>Seu interesse pela linguagem, principalmente dos problemas de linguagem na Filosofia, ocorreu depois que o fil\u00f3sofo (devido \u00e0s suas pesquisas em l\u00f3gica) se voltou para a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Epistemologia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"epistemologia (abre numa nova aba)\">epistemologia<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Russel era um empirista, e para ele <strong>toda informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o viesse diretamente dos sentidos era pass\u00edvel de confus\u00e3o<\/strong>. Da mesma forma, a linguagem deveria referir-se a realidade emp\u00edrica. Na Filosofia, Russel acreditava que <strong>n\u00e3o poder\u00edamos mais ser t\u00e3o descuidados com a linguagem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua abordagem foi chamada de <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"atomismo l\u00f3gico (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Atomismo_l%C3%B3gico\" target=\"_blank\">atomismo l\u00f3gico<\/a>, uma vez que acredita que <strong>o mundo \u00e9 composto de fatos l\u00f3gicos que se refletem na linguagem e que podem ser separados e divididos at\u00e9 que se constate valores de verdade ou falsidade em um proposi\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, uma proposi\u00e7\u00e3o, para ser verdadeira, <strong>deve conter apenas argumentos v\u00e1lidos em suas &#8220;parte at\u00f4micas&#8221; constituintes<\/strong>. Um valor de falsidade na proposi\u00e7\u00e3o significa que toda a proposi\u00e7\u00e3o \u00e9 falsa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por exemplo: a proposi\u00e7\u00e3o &#8220;O atual Rei da Fran\u00e7a \u00e9 careca&#8221;<\/strong>. Ao analisarmos a primeira parte da proposi\u00e7\u00e3o, &#8220;O atual Rei da Fran\u00e7a&#8221;, percebemos que ela \u00e9 falsa, pois n\u00e3o existe um atual Rei da Fran\u00e7a. <strong>Logo, n\u00e3o importa mais avaliar se o rei \u00e9 careca ou n\u00e3o, pois toda a proposi\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 falsa<\/strong>, uma vez que uma de suas partes constituintes \u00e9 inv\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>Aplicada a uma pequena proposi\u00e7\u00e3o, parece simples. <strong>Mas uma determinada filosofia \u00e9 formada por v\u00e1rias proposi\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o seus argumentos encadeados \u00e0 uma conclus\u00e3o<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, se acreditarmos na l\u00f3gica e sua rela\u00e7\u00e3o com a linguagem e o mundo, conforme afirma Russel, <strong>todo um sistema filos\u00f3fico dever\u00e1 ser considerado duvidoso se apenas uma de suas proposi\u00e7\u00f5es estiver falsa<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Sendo o Bertrand Russel um empirista,<strong> ele aconselha ainda que ao considerar qualquer filosofia devemos nos remeter t\u00e3o somente aos fatos<\/strong>, evitando considera\u00e7\u00f5es distanciadas da realidade, conforme ele afirma em sua famosa entrevista para a BBC de Londres (assista o v\u00eddeo no link abaixo).<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Link sugerido:<\/em>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Bertrand Russell: mensagem para o futuro (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/Bertrand Russell: mensagem para o futuro\" target=\"_blank\"><em>Bertrand Russell: mensagem para o futuro<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Imagine, por exemplo, <strong>que o sistema geoc\u00eantrico foi aceito por mais de mil e duzentos anos levando em considera\u00e7\u00e3o que o Sol gira ao redor da Terra<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Todo esse sistema, aceito por pensadores, cientistas e fil\u00f3sofos da \u00e9poca, <strong>foi considerado inv\u00e1lido pela simples falsidade de uma de suas principais premissas: o Sol n\u00e3o gira ao redor da Terra<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagine agora que Russel, sendo um empirista convicto, acredita que <strong>s\u00f3 podemos considerar verdadeiros os argumentos que s\u00e3o verific\u00e1veis de forma clara e sem d\u00favida alguma para todas as pessoas<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Consequentemente, argumentos metaf\u00edsicos ou espirituais, bem como reflex\u00f5es filos\u00f3ficas distanciadas da realidade \u2014 ou mesmo argumentos que apelam para sentimentos \u2014 s\u00e3o pass\u00edveis de confus\u00e3o e n\u00e3o devem ser considerados em uma filosofia rigorosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A verifica\u00e7\u00e3o de verdade e falsidade de proposi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m envolve um sistema formal chamado <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"l\u00f3gica proposicional (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%B3gica_proposicional\" target=\"_blank\">l\u00f3gica proposicional<\/a>, onde as partes at\u00f4micas constituintes s\u00e3o convertidas em s\u00edmbolos e unidas por conectivos l\u00f3gicos.  <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"> Ludwig <em>Wittgenstein<\/em><\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"299\" data-id=\"3170\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/wittgenstein.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3170\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/wittgenstein.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/wittgenstein-300x150.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>O fil\u00f3sofo austr\u00edaco <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Ludwig Wittgenstein (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ludwig_Wittgenstein\" target=\"_blank\">Ludwig Wittgenstein<\/a> (1889-1951) recebeu suas primeiras experi\u00eancias em Filosofia de Bertrand Russel, o \u00fanico que tinha um temperamento tranquilo o suficiente para aturar a personalidade insuport\u00e1vel e arrogante do jovem Wittgenstein, que atualmente \u00e9 reconhecido como um dos grandes g\u00eanios criativos do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>Russel n\u00e3o apenas suportou Wittgenstein e lhe ensinou pacientemente tudo o que sabia, mas tamb\u00e9m lhe apoiou de todas as formas na sua produ\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica antevendo que o jovem g\u00eanio seria o prosseguimento de suas ideias. <strong>Este grande movimento filos\u00f3fico iniciado por Russel, Wittgenstein e outros ficou conhecido como <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Filosofia Anal\u00edtica (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Filosofia_anal%C3%ADtica\" target=\"_blank\">Filosofia Anal\u00edtica<\/a>, que tem entre as suas bases a Filosofia da Linguagem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Filosofia de Wittgenstein se divide em duas fases<\/strong>. A primeira onde ele exp\u00f5e parte das ideias que desenvolveu com Bertrand Russel, ainda que existam discord\u00e2ncias entre eles, representada pela sua obra <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Tractatus L\u00f3gico Philosophicus (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tractatus_Logico-Philosophicus\" target=\"_blank\"><em>Tractatus L\u00f3gico Philosophicus<\/em><\/a>, e a segunda, onde <strong>o fil\u00f3sofo ir\u00e1 discordar dele mesmo e instaurar o seu conceito de &#8220;Jogos de Linguagem&#8221; na sua obra <em><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Investiga\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas. (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Investiga%C3%A7%C3%B5es_Filos%C3%B3ficas\" target=\"_blank\">Investiga\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas.<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A primeira fase de Wittgenstein \u00e9 marcada pela investiga\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre mundo, linguagem e pensamento<\/strong>. Sua filosofia parte do pressuposto de que existe um paralelo entre a forma l\u00f3gica da linguagem (sua sintaxe) e o mundo, uma vez que a linguagem precisa necessariamente refletir a totalidade dos fatos l\u00f3gicos do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas ideias iniciais s\u00e3o semelhantes \u00e0s de Bertrand Russel, utilizando tamb\u00e9m a an\u00e1lise l\u00f3gica das proposi\u00e7\u00f5es com o objetivo de estabelecer seus valores de verdade e falsidade. Por\u00e9m, os dois fil\u00f3sofos t\u00eam s\u00e9rias diverg\u00eancias, pois Russel d\u00e1 primazia \u00e0 experi\u00eancia emp\u00edrica enquanto Wittgenstein valoriza a l\u00f3gica acima de tudo (pelo menos em sua primeira fase).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para Wittgenstein a tarefa fundamental da filosofia seria <\/strong><em><strong>&#8220;uma batalha contra o enfeiti\u00e7amento de nossa intelig\u00eancia por meio da linguagem&#8221;<\/strong><\/em><strong>, pois os problemas da Filosofia \u2014 assim como de boa parte de nossa vida cotidiana \u2014 s\u00e3o fundamentalmente problemas de linguagem e l\u00f3gica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sem Filosofia <em>&#8220;os pensamentos s\u00e3o vagos e indistintos&#8221;<\/em> e sua tarefa seria justamente <em>&#8220;esclarec\u00ea-los dar-lhes limites n\u00edtidos&#8221;<\/em>.  E como a linguagem est\u00e1 restrita aos limites impostos pelo mundo, n\u00e3o podemos dizer nada al\u00e9m desses limites \u2014 a n\u00e3o ser coisas sem sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das grandes quest\u00f5es para o fil\u00f3sofo austr\u00edaco \u00e9 que, sobre assuntos que n\u00e3o podem ser &#8220;mostrados&#8221;, como Deus e a alma, nada pode ser dito.  Isso n\u00e3o significa que essas coisas n\u00e3o existam, mas apenas que a linguagem, devido aos seus limites, n\u00e3o pode dizer nada acerca delas. Sobre isso Wittgenstein declara de forma enigm\u00e1tica: <em><strong>&#8220;Sobre aquilo de que n\u00e3o se pode falar, deve-se calar.&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em sua segunda fase, Wittgenstein passa a tratar a linguagem como um jogo contextual com regras fixas, colocando em xeque as pretens\u00f5es de verdade ou universalidade<\/strong> <strong>dos discursos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;Segundo Wittgenstein&#8221;, conforme ficou conhecida sua segunda fase, <strong>\u00e9 uma surpreendente demonstra\u00e7\u00e3o da honestidade intelectual do fil\u00f3sofo<\/strong>, pois ele ir\u00e1 discordar de v\u00e1rios pontos fundamentais de sua primeira obra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua segunda obra, <em>Investiga\u00e7\u00f5es Filos\u00f3ficas<\/em>, o fil\u00f3sofo apresenta seu conceito de Jogos de Linguagem, <strong>que procura demonstrar como a linguagem opera tal como os jogos, sendo restrita a regras altamente delimitadas de conceitos, sentidos e significados<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a forma como as pessoas se comunicam, de maneira espont\u00e2nea e inconsciente, as impedem de perceber que est\u00e3o jogando jogos lingu\u00edsticos. Isso n\u00e3o chega a ser um problema, pois esta delimita\u00e7\u00e3o e contextualiza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica da comunica\u00e7\u00e3o humana, <strong>mas representa tamb\u00e9m uma pris\u00e3o (da linguagem e do pensamento) na qual os discursos filos\u00f3ficos tamb\u00e9m est\u00e3o aprisionados.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este conceito j\u00e1 foi apresentado mais acima na sess\u00e3o introdut\u00f3ria <strong><em>&#8220;Jogos de linguagem, contexto e pensamento&#8221;.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Wittgenstein elevou a Filosofia da Linguagem para um n\u00edvel que lhe rendeu a fama de &#8220;o fil\u00f3sofo que matou a Filosofia&#8221;. O que se diz sobre suas duas fases \u00e9 que, se o fil\u00f3sofo estava tentando matar a Filosofia em sua primeira tentativa, ele falhou, por\u00e9m, na segunda vez teve sucesso.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Sugest\u00f5es de leitura<\/em><ul><li> <em><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/pensamentos\/category\/wittgenstein\/\" target=\"_blank\">Frases &amp; Imagens de Wittgenstein<\/a><\/em> <\/li><\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Wittgenstein, o fil\u00f3sofo que matou a filosofia (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2012\/wittgenstein-matou-a-filosofia\/\" target=\"_blank\"><em>Wittgenstein, o fil\u00f3sofo que matou a filosofia<\/em><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Percep\u00e7\u00e3o da realidade \u2013 perspectivas filos\u00f3ficas (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/percepcao-da-realidade-na-filosofia\/\" target=\"_blank\">Percep\u00e7\u00e3o da realidade \u2013 perspectivas filos\u00f3ficas<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"A l\u00e1pide e a escada de Wittgenstein (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2012\/a-lapide-e-a-escada-de-wittgenstein\/\" target=\"_blank\">A l\u00e1pide e a escada de Wittgenstein<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\n\n\nGottlob Frege\n\n\n\n\n<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"263\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Gottlob-Frege.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3187\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Gottlob-Frege.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Gottlob-Frege-300x132.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>As ideias do fil\u00f3sofo alem\u00e3o<a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" Gottlob Frege (1848-1925) (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gottlob_Frege\" target=\"_blank\"> Gottlob Frege (1848-1925)<\/a> s\u00e3o fundamentais para o desenvolvimento da Filosofia do s\u00e9culo XX, podendo at\u00e9 mesmo serem consideradas o marco inicial da Filosofia Anal\u00edtica, influenciando definitivamente a Filosofia da Linguagem. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, foi respons\u00e1vel por inova\u00e7\u00f5es conceituais no campo da l\u00f3gica, da matem\u00e1tica e da epistemologia. Talvez por isso tenha declarado  que <strong><em>&#8220;todo bom matem\u00e1tico tem um pouco de fil\u00f3sofo e todo bom fil\u00f3sofo tem um pouco de matem\u00e1tico&#8221;<\/em><\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Sobre o Sentido e a Refer\u00eancia<\/em> \u00e9 seu mais conhecido trabalho, onde o fil\u00f3sofo questiona a rela\u00e7\u00e3o de igualdade, sendo considerado praticamente um cl\u00e1ssico da Filosofia da Linguagem.<\/strong> O artigo faz parte de seu livro <em>L\u00f3gica e Filosofia da Linguagem.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo Frege busca apontar quest\u00f5es sobre as mudan\u00e7as de sentido que ocorrem quando falamos sobre a mesma refer\u00eancia, <strong>como por exemplo, referir-se a Arist\u00f3teles ora como disc\u00edpulo de Plat\u00e3o e ora como Professor de Alexandre, o Grande<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da refer\u00eancia ser a mesma, que \u00e9 o <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/aristoteles-biografia-filosofia-obras-e-frases\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"fil\u00f3sofo grego Arist\u00f3teles (abre numa nova aba)\">fil\u00f3sofo grego Arist\u00f3teles<\/a>, <strong>o sentido (pensamento ou diferen\u00e7a cognitiva) \u00e9 diferente<\/strong>. Esta ambiguidade, que pode parecer trivial, carrega um problema na rela\u00e7\u00e3o de igualdade, principalmente no que tange \u00e0 linguagem e \u00e0 l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de seu artigo Frege diz:<em> &#8220;A igualdade desafia a reflex\u00e3o, dando origem a quest\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis de responder. \u00c9 ela uma rela\u00e7\u00e3o? Uma rela\u00e7\u00e3o entre objetos? Ou entre nomes e sinais de objetos?&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>De fato, a partir da no\u00e7\u00e3o de sentido e refer\u00eancia, todo tipo de questionamento surge na linguagem comum. Como exemplo Frege diz em seu artigo:<em><strong> &#8220;As palavras &#8216;o corpo celeste mais distante da Terra&#8217; t\u00eam um sentido, mas \u00e9 muito duvidoso que tamb\u00e9m tenha uma refer\u00eancia&#8221;<\/strong><\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, temos um sentido sem um objeto de refer\u00eancia, o que pode produzir proposi\u00e7\u00f5es inv\u00e1lidas (ou duvidosas, como afirma Frege). <strong>No exemplo de Russel que vimos anteriormente sobre a proposi\u00e7\u00e3o <em>&#8220;o atual rei da Fran\u00e7a \u00e9 careca&#8221;<\/em> acontece algo semelhante<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, e ainda utilizando outro exemplo de Frege, <em><strong>&#8220;A refer\u00eancia de &#8216;estrela da tarde&#8217; e &#8216;estrela da manh\u00e3&#8217; \u00e9 a mesma, mas n\u00e3o o sentido&#8221;<\/strong><\/em>. Nesse caso, a refer\u00eancia \u00e9 o planeta V\u00eanus, que observado pela manh\u00e3 tem um sentido e no cair da tarde tem outro. Ent\u00e3o, temos um mesmo objeto e dois sentidos, <em><strong>e cada sentido produz uma imagem diferente na mente; um pensamento ou ideia diferente.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo de Frege era criar uma linguagem artificial que eliminasse as ambiguidades e problemas da linguagem comum, aspirando assim \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma linguagem rigorosa (que ele chamou de <em>conceitografia<\/em>) para as quest\u00f5es matem\u00e1ticas, l\u00f3gicas, filos\u00f3ficas e cient\u00edficas. <\/p>\n\n\n\n<p>Independente dos desdobramentos das ideias de Frege \u2014 que exigiria um texto que extrapola a proposta introdut\u00f3ria deste <em>post <\/em>\u2014 foi sua abordagem anal\u00edtica uma de suas principais influ\u00eancias. <\/p>\n\n\n\n<p>Sua perspectiva matem\u00e1tica pode parecer com a filosofia de Descartes, que buscou trazer o rigor da matem\u00e1tica para a reflex\u00e3o filos\u00f3fica, contudo, trata-se de algo mais espec\u00edfico: da aplica\u00e7\u00e3o da exatid\u00e3o matem\u00e1tica \u00e0 linguagem.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Leitura Sugerida<\/em>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Ren\u00e9 Descartes \u2013 a origem do m\u00e9todo que mudou o mundo (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2017\/rene-descartes-origem-do-metodo-que-mudou-o-mundo\/\" target=\"_blank\"><em>Ren\u00e9 Descartes \u2013 a origem do m\u00e9todo que mudou o mundo<\/em><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Ren\u00e9 Descartes \u2013 Biografia, filosofia, obras e frases (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/rene-descartes-biografia-filosofia\/\" target=\"_blank\"><em>Ren\u00e9 Descartes \u2013 Biografia, filosofia, obras e frases<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">John Searle<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"663\" height=\"267\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/John-Searle-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3199\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/John-Searle-1.jpg 663w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/John-Searle-1-300x121.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 663px) 100vw, 663px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"John Searle (1932 -) (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/John_Searle\" target=\"_blank\">John Searle (1932 -)<\/a> \u00e9 um fil\u00f3sofo americano da tradi\u00e7\u00e3o anal\u00edtica que se destacou por enfatizar as rela\u00e7\u00f5es entre Filosofia da Linguagem e <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Filosofia da Mente (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Filosofia_da_mente\" target=\"_blank\">Filosofia da Mente<\/a>, apontando esta integra\u00e7\u00e3o como indissoci\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos levantados por Searle \u00e9 que a Filosofia da Linguagem, da forma feita por alguns fil\u00f3sofos, considera que os problemas filos\u00f3ficos poderiam ser resolvidos apenas pelo esclarecimento da l\u00f3gica e do significado das palavras. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discordando abertamente desta perspectiva, Searle acredita que esse ponto de vista por demais l\u00f3gico desconsidera que a linguagem \u00e9 tamb\u00e9m resultado de caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas da mente, portanto, qualquer estudo acerca linguagem deve considerar a forma como a mente processa  a realidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o significa que o estilo anal\u00edtico deva ser abandonado, mas sim que deva passar a considerar novos elementos, afinal, o rigor na clareza e na elucida\u00e7\u00e3o l\u00f3gica de quest\u00f5es filos\u00f3ficas \u00e9 um dos maiores legados da Filosofia Anal\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>John Searle recebeu forte influ\u00eancia de Frege, gra\u00e7as ao estilo objetivo e claro, contudo, n\u00e3o pretende com isso apenas confirmar a concep\u00e7\u00e3o de Frege, <strong>mas sim acrescentar problemas que estavam sendo ignorados desde ent\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o fil\u00f3sofo americano, entre os problemas que a Filosofia da Linguagem deve considerar est\u00e3o os problemas da <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"rela\u00e7\u00e3o mente-corpo (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Problema_mente-corpo\" target=\"_blank\">rela\u00e7\u00e3o mente-corpo<\/a>, da <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"consci\u00eancia (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Consci%C3%AAncia\" target=\"_blank\">consci\u00eancia<\/a>, da <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"intencionalidade  (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Intencionalidade\" target=\"_blank\">intencionalidade <\/a>e da forma como nos expressamos naquilo que Searle denominou de <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"&quot;atos de fala&quot; (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Atos_de_fala\" target=\"_blank\">&#8220;atos de fala&#8221;<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Searle tamb\u00e9m se destacou ao apontar erros em concep\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, em especial de cientistas da Intelig\u00eancia Artificial<\/strong>, mostrando atrav\u00e9s de um experimento mental porque as m\u00e1quinas nunca ser\u00e3o capazes de pensar tal como os humanos.  <strong>Este argumento elaborado por Searle ficou conhecido como <\/strong><em><strong>&#8220;Sala Chinesa&#8221;<\/strong><\/em>. Escrevi um <em>post <\/em>sobre este racioc\u00ednio de Searle, intitulado <em><strong>&#8220;Podem as m\u00e1quinas pensar?&#8221;<\/strong><\/em> que foi utilizado em uma prova de concurso p\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande Sul, para o cargo de t\u00e9cnico em inform\u00e1tica. Links abaixo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Leituras Sugeridas<\/em>:\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Filosofia da Mente: Podem as m\u00e1quinas pensar? (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2014\/podem-as-maquinas-pensar\/\" target=\"_blank\">Filosofia da Mente: Podem as m\u00e1quinas pensar?<\/a><\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/C_04_TECNICO_EM_INFORMATICA_CLASSE_M.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Prova de Concurso P\u00fablico para o cargo de t\u00e9cnico em inform\u00e1tica (abre numa nova aba)\">Prova de Concurso P\u00fablico para o cargo de t\u00e9cnico em inform\u00e1tica<\/a> <\/em><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p> A Filosofia Anal\u00edtica ganhou for\u00e7a como <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Filosofia_do_s%C3%A9culo_XX\" target=\"_blank\">vertente filos\u00f3fica contempor\u00e2nea<\/a> assumindo a tese de que a l\u00f3gica criada por Frege e Russel poderia esclarecer ou mesmo solucionar os principais problemas da Filosofia.<\/p>\n\n\n\n<p>Bertrand Russel, Gottlob Frege e Ludwig  Wittgenstein s\u00e3o considerados os primeiros fil\u00f3sofos anal\u00edticos, voltados principalmente para investiga\u00e7\u00e3o da linguagem. A Filosofia da Linguagem \u00e9 uma das ramifica\u00e7\u00f5es da Filosofia Anal\u00edtica, e considera que a Filosofia n\u00e3o pode mais prosseguir sem considerar os fen\u00f4menos lingu\u00edsticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros fil\u00f3sofos foram igualmente importantes para a Filosofia da Linguagem, entre eles  <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/George_Edward_Moore\" target=\"_blank\">Edward Moore<\/a>, <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Rudolf Carnap (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rudolf_Carnap\" target=\"_blank\">Rudolf Carnap<\/a> e <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Willard Quine (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Willard_van_Orman_Quine\" target=\"_blank\">Willard Quine<\/a>, mas expor aqui suas ideias tornaria o <em>post <\/em>muito extenso, perdendo seu car\u00e1ter introdut\u00f3rio. <\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a do fil\u00f3sofo John Searle tem o objetivo de mostrar a relev\u00e2ncia da Filosofia da Linguagem nos dia de hoje;  sua rela\u00e7\u00e3o com a Filosofia da Mente e sua abordagem anal\u00edtica no tocante a temas pol\u00eamicos como a <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Intelig\u00eancia Artificial (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Intelig%C3%AAncia_artificial\" target=\"_blank\">Intelig\u00eancia Artificial<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Leitura Sugerida:<\/em>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a aria-label=\"Filosofia da Mente: o problema da consci\u00eancia (abre numa nova aba)\" rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2015\/o-problema-da-consciencia-em-patricia-churchland-e-thomas-nagel\/\" target=\"_blank\"><em>Filosofia da Mente: o problema da consci\u00eancia<\/em><\/a><\/li>\n\n\n\n<li> <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/cerebro-estudos-filosoficos-cientificos\/\" target=\"_blank\">C\u00e9rebro \u2013 investiga\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas e cient\u00edficas<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Autor<\/strong>:&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/quem-sou\/\" target=\"_blank\"><em>Alfredo Carneiro<\/em><\/a>&nbsp;\u2013 Graduado em Filosofia e p\u00f3s-graduado em Filosofia e Exist\u00eancia pela Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>ALSTON, W. <strong>Filosofia da Linguagem<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1977.<\/li>\n\n\n\n<li> THORNTON, T. <strong>Wittgenstein sobre linguagem e pensamento<\/strong>. Loyola, 2007. <\/li>\n\n\n\n<li> TUGENHADT, E. <strong>Li\u00e7\u00f5es introdut\u00f3rias \u00e0 filosofia anal\u00edtica da linguagem<\/strong>. Iju\u00ed: Ed. Unijui, 1992. <\/li>\n\n\n\n<li> WITTGENSTEIN. <strong>Tractatus logico-philosoficus<\/strong>. S\u00e3o Paulo:EDUSP, 1995.<\/li>\n\n\n\n<li> WITTGENSTEIN.  <strong>Investiga\u00e7\u00f5es Filos\u00f3ficas<\/strong>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1996.<\/li>\n\n\n\n<li>FREGE, G. <strong>L\u00f3gica e Filosofia da Linguagem<\/strong>. S\u00e3o Paulo: EDUSP, 2009<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Wittgenstein e a Filosofia da Linguagem \ud83c\udfb2\ud83d\udde3\ud83d\udce2\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MRt-avOS2j8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Filosofia da Linguagem \u00e9 o ramo da Filosofia que&nbsp;investiga as rela\u00e7\u00f5es entre mundo, pensamento e linguagem. O sentido das palavras, desde os primeiros pensadores, sempre ocupou um papel importante nas reflex\u00f5es filos\u00f3ficas. Contudo, foi somente a partir do s\u00e9culo XX que a Filosofia passou a considerar a linguagem como uma investiga\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica fundamental. Se antes ela era secund\u00e1ria, servindo como base para as reflex\u00f5es, a partir da Era Contempor\u00e2nea ela tornou-se o tema principal. Ou\u00e7a este Post: Ouvir no Spotify Ouvir no&nbsp;Youtube Videoaula N\u00e3o se trata apenas de compreender contextos hist\u00f3ricos, sociais e culturais para, a partir disso, investigar o significado e sentido das palavras. Se trata tamb\u00e9m de compreender os limites da linguagem; das tentativas de exprimir pensamentos e, finalmente, se \u00e9 o sujeito que determina a linguagem ou \u00e9 a linguagem que determina o sujeito. O que intriga os pensadores, muito al\u00e9m do mero &#8220;problema de comunica\u00e7\u00e3o&#8221;&nbsp; \u2014 como os conflitos pessoais, pol\u00edticos e religiosos causados pelas diferen\u00e7as de sentido das mesmas palavras&nbsp; \u2014 \u00e9 se a linguagem pode mesmo dizer algo acerca do mundo e ser compreendida conforme a inten\u00e7\u00e3o daquele que tenta se comunicar.&nbsp; Cada pessoa possui um mundo particular que tenta inutilmente transmitir aos [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7643,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[170,373,349,114],"tags":[302,116,117,303,304,202],"class_list":["post-3130","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-filosofia-contemporanea","category-podcast","category-textos-introdutorios","category-wittgenstein","tag-bertrand-russel","tag-filosofia-da-linguagem","tag-filosofia-da-mente","tag-frege","tag-linguagem","tag-wittgenstein"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Filosofia da Linguagem: Wittgenstein e outros autores - netmundi.org<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"A Filosofia da Linguagem \u00e9 o ramo da Filosofia que investiga a rela\u00e7\u00e3o entre mundo, pensamento e linguagem. O sentido das palavras...\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Filosofia da Linguagem: Wittgenstein e outros autores - netmundi.org\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"A Filosofia da Linguagem \u00e9 o ramo da Filosofia que investiga a rela\u00e7\u00e3o entre mundo, pensamento e linguagem. O sentido das palavras...\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"netmundi.org\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-07-16T11:36:05+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-10-29T18:38:09+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Capa-Filo-Linguagem.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1280\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"720\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Netmundi.org - Filosofia na Rede\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Netmundi.org - Filosofia na Rede\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"23 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/\"},\"author\":{\"name\":\"Netmundi.org - Filosofia na Rede\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056\"},\"headline\":\"Filosofia da Linguagem: Wittgenstein e outros autores\",\"datePublished\":\"2019-07-16T11:36:05+00:00\",\"dateModified\":\"2025-10-29T18:38:09+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/\"},\"wordCount\":4516,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Capa-Filo-Linguagem.png\",\"keywords\":[\"Bertrand Russel\",\"filosofia da linguagem\",\"filosofia da mente\",\"Frege\",\"Linguagem\",\"Wittgenstein\"],\"articleSection\":[\"Filosofia Contempor\u00e2nea\",\"Podcast\",\"Textos Introdut\u00f3rios\",\"Wittgenstein\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/\",\"url\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/\",\"name\":\"Filosofia da Linguagem: Wittgenstein e outros autores - netmundi.org\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Capa-Filo-Linguagem.png\",\"datePublished\":\"2019-07-16T11:36:05+00:00\",\"dateModified\":\"2025-10-29T18:38:09+00:00\",\"description\":\"A Filosofia da Linguagem \u00e9 o ramo da Filosofia que investiga a rela\u00e7\u00e3o entre mundo, pensamento e linguagem. O sentido das palavras...\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Capa-Filo-Linguagem.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Capa-Filo-Linguagem.png\",\"width\":1280,\"height\":720,\"caption\":\"Filosofia da Linguagem | Philosophy of Language\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Filosofia da Linguagem: Wittgenstein e outros autores\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/\",\"name\":\"netmundi.org\",\"description\":\"PORTAL DE FILOSOFIA\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056\",\"name\":\"Netmundi.org - Filosofia na Rede\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/4b425da16797e1bacc1ee50a40075366497cc3dd3e5c4319ef30ca6895d04061?s=96&d=blank&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/4b425da16797e1bacc1ee50a40075366497cc3dd3e5c4319ef30ca6895d04061?s=96&d=blank&r=g\",\"caption\":\"Netmundi.org - Filosofia na Rede\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/image\/\"},\"url\":\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/author\/admin\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Filosofia da Linguagem: Wittgenstein e outros autores - netmundi.org","description":"A Filosofia da Linguagem \u00e9 o ramo da Filosofia que investiga a rela\u00e7\u00e3o entre mundo, pensamento e linguagem. O sentido das palavras...","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Filosofia da Linguagem: Wittgenstein e outros autores - netmundi.org","og_description":"A Filosofia da Linguagem \u00e9 o ramo da Filosofia que investiga a rela\u00e7\u00e3o entre mundo, pensamento e linguagem. O sentido das palavras...","og_url":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/","og_site_name":"netmundi.org","article_published_time":"2019-07-16T11:36:05+00:00","article_modified_time":"2025-10-29T18:38:09+00:00","og_image":[{"width":1280,"height":720,"url":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Capa-Filo-Linguagem.png","type":"image\/png"}],"author":"Netmundi.org - Filosofia na Rede","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Netmundi.org - Filosofia na Rede","Est. tempo de leitura":"23 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/"},"author":{"name":"Netmundi.org - Filosofia na Rede","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056"},"headline":"Filosofia da Linguagem: Wittgenstein e outros autores","datePublished":"2019-07-16T11:36:05+00:00","dateModified":"2025-10-29T18:38:09+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/"},"wordCount":4516,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056"},"image":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Capa-Filo-Linguagem.png","keywords":["Bertrand Russel","filosofia da linguagem","filosofia da mente","Frege","Linguagem","Wittgenstein"],"articleSection":["Filosofia Contempor\u00e2nea","Podcast","Textos Introdut\u00f3rios","Wittgenstein"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/","url":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/","name":"Filosofia da Linguagem: Wittgenstein e outros autores - netmundi.org","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Capa-Filo-Linguagem.png","datePublished":"2019-07-16T11:36:05+00:00","dateModified":"2025-10-29T18:38:09+00:00","description":"A Filosofia da Linguagem \u00e9 o ramo da Filosofia que investiga a rela\u00e7\u00e3o entre mundo, pensamento e linguagem. O sentido das palavras...","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Capa-Filo-Linguagem.png","contentUrl":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Capa-Filo-Linguagem.png","width":1280,"height":720,"caption":"Filosofia da Linguagem | Philosophy of Language"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-da-linguagem-introducao-e-principais-autores\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Filosofia da Linguagem: Wittgenstein e outros autores"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#website","url":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/","name":"netmundi.org","description":"PORTAL DE FILOSOFIA","publisher":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/65e71bdee08ad5be5445fd4ae9a97056","name":"Netmundi.org - Filosofia na Rede","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/4b425da16797e1bacc1ee50a40075366497cc3dd3e5c4319ef30ca6895d04061?s=96&d=blank&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/4b425da16797e1bacc1ee50a40075366497cc3dd3e5c4319ef30ca6895d04061?s=96&d=blank&r=g","caption":"Netmundi.org - Filosofia na Rede"},"logo":{"@id":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/#\/schema\/person\/image\/"},"url":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/author\/admin\/"}]}},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3130","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3130"}],"version-history":[{"count":239,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3130\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9387,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3130\/revisions\/9387"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7643"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}