{"id":2933,"date":"2018-12-03T00:05:03","date_gmt":"2018-12-03T00:05:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?p=2933"},"modified":"2022-11-04T23:49:04","modified_gmt":"2022-11-04T23:49:04","slug":"filosofia-medieval-introducao-filosofos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/filosofia-medieval-introducao-filosofos\/","title":{"rendered":"Filosofia Medieval: resumo, caracter\u00edsticas e principais fil\u00f3sofos"},"content":{"rendered":"\n<p>A Filosofia Medieval foi desenvolvida principalmente \u2014 mas n\u00e3o exclusivamente\u00a0\u2014 na Europa durante a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Idade_M%C3%A9dia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade M\u00e9dia<\/a> (s\u00e9culos V ao XV). <strong>Nesse per\u00edodo, iniciado ap\u00f3s a queda do Imp\u00e9rio Romano, ocorreu a consolida\u00e7\u00e3o do cristianismo e do poder da Igreja<\/strong>. Por isso, uma das caracter\u00edsticas fundamentais da filosofia medieval \u00e9 a tentativa de concilia\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o grega com a f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa perspectiva ficou conhecida como <strong><em>Quaestio Dei<\/em> (Quest\u00e3o de Deus)<\/strong>, que \u00e9 a busca racional pela verdade que n\u00e3o se contradiz pela f\u00e9, mas, pelo contr\u00e1rio, lhe d\u00e1 um novo sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante para a Filosofia Medieval s\u00e3o as argumenta\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas que t\u00eam por objetivo provar a exist\u00eancia de Deus. Para os fil\u00f3sofos medievais, era importante conciliar argumenta\u00e7\u00e3o racional e revela\u00e7\u00e3o divina, pois existe, nesse momento hist\u00f3rico, forte influ\u00eancia da religi\u00e3o crist\u00e3 e da experi\u00eancia m\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido a isso, a Filosofia Medieval causa estranhamento \u00e0 mentalidade moderna, que entende os fil\u00f3sofos medievais como pensadores contradit\u00f3rios que buscavam a valida\u00e7\u00e3o racional de suas cren\u00e7as. Atualmente, o senso comum sobre esse per\u00edodo est\u00e1 carregado ou de um preconceito reducionista ou de uma valoriza\u00e7\u00e3o excessiva. <em><strong>Os dois casos podem nos levar a uma falsa interpreta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Antes de prosseguir, confira um resumo da Filosofia Medieval:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Per\u00edodo da Filosofia Medieval: <strong>S\u00e9culos V ao XV<\/strong><\/li><li>Caracter\u00edstica: <strong>concilia\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o grega com a f\u00e9 crist\u00e3<\/strong>, chamada de<em> <strong>Quaestio Dei<\/strong><\/em> ou <em>Quest\u00e3o de Deus.<\/em><\/li><li>A partir do S\u00e9culo V, a Filosofia Medieval \u00e9 marcada pela <strong>Patr\u00edstica<\/strong> com os chamados <strong>Pais da Igreja<\/strong>, tendo <strong>Santo Agostinho<\/strong> (354 &#8211; 430) como principal representante. Receberam a influ\u00eancia de Plat\u00e3o.<\/li><li>A partir do S\u00e9culo IX, surge a <strong>Escol\u00e1stica<\/strong>, tendo como principal representante <strong>S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino<\/strong>(1225 &#8211; 1274). Receberam a influ\u00eancia de Arist\u00f3teles.<\/li><li>De forma geral, <strong>a Filosofia Medieval foi influenciada pela filosofia greco-romana (ou Filosofia Cl\u00e1ssica)<\/strong>. Al\u00e9m de Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles, o Estoicismo e o Neoplatonismo s\u00e3o tamb\u00e9m influ\u00eancias marcantes para os fil\u00f3sofos medievais.<\/li><li><strong>O poder da Igreja determinou o vi\u00e9s religioso da Filosofia Medieval<\/strong>. A religi\u00e3o crist\u00e3 era considerada a revela\u00e7\u00e3o de uma verdade divina, portanto, deveria guiar a raz\u00e3o. Assim, os fil\u00f3sofos medievais adequavam os pensadores &#8220;pag\u00e3os&#8221; da Filosofia Antiga \u00e0 teologia crist\u00e3.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"era-medieval-contextualizacao\">Era Medieval: Contextualiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/era-medieval.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"599\" height=\"223\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/era-medieval.jpg\" alt=\"Era Medieval e Filosofia Medieval\" class=\"wp-image-2943\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/era-medieval.jpg 599w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/era-medieval-300x112.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Independente de posi\u00e7\u00f5es religiosas ou filos\u00f3ficas, quem faz uma an\u00e1lise dos fil\u00f3sofos medievais acaba percebendo a <strong>vis\u00e3o de mundo de uma \u00e9poca que \u00e9 desconhecida pela maioria das pessoas.<\/strong> Estudar a Filosofia Medieval causa estranhamento no homem contempor\u00e2neo. <strong>Todavia, este estranhamento \u00e9 um sinal de rompimento com o pensamento reducionista e simpl\u00f3rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa \u00e9 uma boa oportunidade para observar nossos pr\u00f3prios h\u00e1bitos modernos e exercitar a contextualiza\u00e7\u00e3o<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estudar um pensador sem conhecer seu ambiente cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do mais, compreender os fundamentos do pensamento medieval \u00e9 tamb\u00e9m conhecer as bases do nosso mundo ocidental. <strong>A perspectiva crist\u00e3, o poderio da Igreja, o confronto com a religiosidade &#8220;pag\u00e3&#8221; antiga<\/strong> <strong>e<\/strong> <strong>a presen\u00e7a do islamismo e do juda\u00edsmo<\/strong> formam o mosaico da identidade cultural do ocidente. Tudo isso est\u00e1 muito presente na Filosofia Medieval.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso tudo, a mera vis\u00e3o de uma Idade M\u00e9dia marcada pela ignor\u00e2ncia e explora\u00e7\u00e3o do povo, pela inquisi\u00e7\u00e3o e pelo envolvimento da Igreja com o poder pol\u00edtico, corresponde apenas a uma parte da hist\u00f3ria. Ainda que seja verdade. <strong>Grande parte desta m\u00e1 fama se deve aos fil\u00f3sofos iluministas que cunharam o termo Idade das Trevas \u2014 uma cr\u00edtica ao poderio absoluto da Igreja e sua interfer\u00eancia em um mundo que j\u00e1 havia adentrado na Era Moderna.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, quando deixamos de estudar a Era Medieval como uma \u00e9poca morta,&nbsp;e passamos a dialogar com os pensadores e culturas dessa \u00e9poca,&nbsp;surge um di\u00e1logo vivo que, surpreendentemente, n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o distante assim do pensamento contempor\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Isso nos leva a descobrir que este mundo medieval, ex\u00f3tico e distante, \u00e9 tamb\u00e9m um mundo desconhecido que habita nossa intimidade.<\/strong> Quanto mais o tempo nos afasta da Era Medieval, mais nos sentimos atra\u00eddos por ela \u2014 como pode ser observado na vasta produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica e liter\u00e1ria da atualidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"era-medieval-versus-era-moderna\">Era Medieval <em>versus<\/em>&nbsp;Era Moderna<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Idade-Moderna-HISTORIA-DO-MUNDO.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Idade-Moderna-HISTORIA-DO-MUNDO-600x264.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1415\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Para refletir melhor sobre a Filosofia Medieval, <strong>\u00e9 importante levar em considera\u00e7\u00e3o alguns fatores importantes que ajudam a contextualizar o leitor<\/strong>. S\u00e3o eles:<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"a-idade-media-e-uma-invencao-do-homem-moderno\"><strong>A Idade M\u00e9dia \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o do homem moderno<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Os homens a quem nos referimos como &#8220;medievais&#8221; n\u00e3o se pensavam como &#8220;medievais&#8221;. Idade M\u00e9dia, <strong>para o homem moderno<\/strong>, significa aquilo que est\u00e1 entre a Antiguidade e a Modernidade; ela faz transmiss\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o ocidental e prepara a atmosfera em que surge a modernidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"a-modernidade-e-uma-invencao-dos-medievais\"><strong>A Modernidade \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o dos medievais<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Todos n\u00f3s somos medievais, por sermos modernos. A filosofia do s\u00e9culo XVII (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ren%C3%A9_Descartes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Descartes<\/a>, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gottfried_Wilhelm_Leibniz\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leibniz<\/a>, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Baruch_Espinoza\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Espinoza<\/a>) n\u00e3o pode ser compreendida sem o legado da Idade M\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo a ci\u00eancia moderna (a de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Galileu_Galilei\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Galileu<\/a>, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Johannes_Kepler\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kepler<\/a>, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Isaac_Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Newton,<\/a> etc) nasce do horizonte de pensamento medieval: do nominalismo de Ockham, do projeto de uma ci\u00eancia universal, que remonta a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Raimundo_L%C3%BAlio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Raimundo L\u00falio<\/a>, da metaf\u00edsica e f\u00edsica da luz de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Roberto_Grosseteste\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Roberto Grosseteste<\/a> e de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Roger_Bacon\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Roger Bacon<\/a> etc.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"o-medieval-e-o-nosso-outro\"><strong>O medieval \u00e9 o nosso Outro<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo medieval (ou, como queiram, o homem medieval) \u00e9 o nosso Outro, no sentido de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alteridade\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Alteridade<\/a>. O Outro causa estranheza, ele n\u00e3o cabe nos nossos par\u00e2metros. O <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Iluminismo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">iluminismo<\/a> o demonizou. O romantismo o idealizou. Podemos demoniz\u00e1-lo ou podemos idealiz\u00e1-lo. <strong>Podemos projetar sobre ele nossas pr\u00f3prias sombras ou podemos projetar sobre ele nossas pr\u00f3prias luzes<\/strong>. Dif\u00edcil \u00e9 deix\u00e1-lo ser o que ele \u00e9, com suas pr\u00f3prias luzes e suas pr\u00f3prias sombras.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"o-medieval-nos-traz-uma-percepcao-de-nos-mesmos\"><strong>O medieval nos traz uma percep\u00e7\u00e3o de n\u00f3s mesmos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Quando estudamos os medievais, come\u00e7amos a fazer uma autoan\u00e1lise. Come\u00e7amos a pensar o sentido de nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria moderna.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem somos n\u00f3s, os modernos? Qual o sentido de nosso projeto hist\u00f3rico?<\/strong> Em que medida somos uma mistura da Gr\u00e9cia Antiga e da Europa Medieval?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"filosofia-medieval-principais-caracteristicas\">Filosofia Medieval: principais caracter\u00edsticas<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/filosofia-medieval.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"240\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/filosofia-medieval.jpg\" alt=\"Filosofia medieval: caracter\u00edsticas fundamentais\" class=\"wp-image-2947\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/filosofia-medieval.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/filosofia-medieval-300x120.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Uma vez que nos entendemos claramente como indiv\u00edduos modernos que tentam compreender a Filosofia Medieval, cabe agora apresentar tr\u00eas caracter\u00edsticas b\u00e1sicas desses fil\u00f3sofos. <strong>Estas caracter\u00edsticas podem ser consideradas pontos fundamentais para a leitura e compreens\u00e3o. S\u00e3o elas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"razao-fideismo-e-fe\">Raz\u00e3o, fide\u00edsmo e F\u00e9<\/h3>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>O racionalismo descarta a ideia de <em>&#8220;revela\u00e7\u00e3o divina&#8221;<\/em> e n\u00e3o acredita que esta revela\u00e7\u00e3o possa conduzir o homem ao conhecimento de uma <\/strong><em><strong>&#8220;verdade<\/strong> <strong>inacess\u00edvel \u00e0 raz\u00e3o&#8221;<\/strong><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O fide\u00edsmo \u00e9 o oposto do racionalismo<\/strong>. Recusa todo empenho racional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9. <em>Credo quia absurdum<\/em> (creio porque \u00e9 absurdo), segundo a frase (incorretamente) atribu\u00edda a Tertuliano. <strong>O fide\u00edsmo relega a f\u00e9 ao dom\u00ednio do irracional, do emotivo, do sentimental<\/strong>. Tende ao fundamentalismo e \u00e0 intoler\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Existiram tend\u00eancias racionalistas e fide\u00edstas na Idade M\u00e9dia, <strong>mas, na maioria dos casos, os fil\u00f3sofos medievais apostavam na integra\u00e7\u00e3o entre raz\u00e3o e f\u00e9.<\/strong> A raz\u00e3o n\u00e3o seria eliminada com a f\u00e9 na revela\u00e7\u00e3o, mas, pelo contr\u00e1rio, elevaria a raz\u00e3o a uma dimens\u00e3o mais ampla.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A raz\u00e3o natural seria aberta, estruturalmente, para a revela\u00e7\u00e3o sobrenatural<\/strong> \u2013 assim pensavam os fil\u00f3sofos dessa \u00e9poca. Entende-se, deste modo, que o dogma n\u00e3o fecha paredes para a raz\u00e3o. Por outro lado, se aposta que a f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 irracional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"tradicao-e-razao\">Tradi\u00e7\u00e3o e raz\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>As tradi\u00e7\u00f5es deviam servir de contraponto em toda investiga\u00e7\u00e3o e debate. <strong>N\u00e3o se fazia filosofia e teologia sem a tradi\u00e7\u00e3o, sem di\u00e1logo com o passado<\/strong> (principalmente, no caso da Filosofia Medieval, com os gregos antigos). Entretanto, mesmo com toda a venera\u00e7\u00e3o pela tradi\u00e7\u00e3o e pelos antigos, o medieval n\u00e3o era apegado a um tradicionalismo est\u00e9ril.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto \u00e9 que, nas quest\u00f5es disputadas, frequentemente seguia-se o m\u00e9todo dial\u00e9tico de contrapor opini\u00f5es entre as diferentes tradi\u00e7\u00f5es. Por outro lado, s\u00e3o muitas as tradi\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas e teol\u00f3gicas da Idade M\u00e9dia. Quem estuda a Filosofia Medieval depara-se com uma diversidade imensa, mesmo dentro de uma \u00fanica f\u00e9, como a crist\u00e3. Sem falar na diversidade e no di\u00e1logo entre outras culturas, como o juda\u00edsmo, islamismo e influ\u00eancias orientais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"filosofia-e-teologia\">Filosofia e Teologia<\/h3>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Filosofia e Teologia se distinguem, mas n\u00e3o se separam na filosofia medieval.<\/strong> A filosofia \u00e9 o empenho aut\u00f4nomo de busca da verdade atrav\u00e9s da raz\u00e3o. Teologia \u00e9 o discurso acerca de Deus a partir da revela\u00e7\u00e3o divina com base nos mist\u00e9rios da f\u00e9 anunciados nas Escrituras. Durante e Era Medieval, essa integra\u00e7\u00e3o entre filosofia e teologia foi conflituosa, mesmo entre fil\u00f3sofos da Igreja separados por quase mil anos como Agostinho e Tom\u00e1s de Aquino, que entendiam a concilia\u00e7\u00e3o entre filosofia e teologia de forma diferente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"patristica-e-escolastica\">Patr\u00edstica e Escol\u00e1stica<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/patristica_escolastica-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/patristica_escolastica-1-600x264.jpg\" alt=\"Patr\u00edstica e Escol\u00e1stica\" class=\"wp-image-2952\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Apesar da Filosofia Medieval ser composta de quatro per\u00edodos&nbsp; \u2014 <strong>Padres Apost\u00f3licos, Padres Apologistas, Patr\u00edstica e Escol\u00e1stica<\/strong>&nbsp;\u2014, suas duas \u00faltimas fases s\u00e3o consideradas as mais importantes. Pelo menos em sua perspectiva filos\u00f3fica.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de desconsiderar as duas primeiras fases, por\u00e9m, para efeito de pesquisa e estudo, as grandes produ\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas desse per\u00edodo (que se confrontam com as espetaculares filosofias de Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles) ocorrem na <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Patr%C3%ADstica\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Patr\u00edstica<\/a> e na <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Escol%C3%A1stica\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Escol\u00e1stica<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Patr\u00edstica corresponde \u00e0 filosofia crist\u00e3 que recebeu a influ\u00eancia de Plat\u00e3o, enquanto que a Escol\u00e1stica corresponde \u00e0quela que recebeu a influ\u00eancia de Arist\u00f3teles.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse ponto, n\u00e3o nos referimos apenas \u00e0 de influ\u00eancia, mas tamb\u00e9m \u00e0 cristianiza\u00e7\u00e3o da Filosofia Grega, que \u00e9 entendida como uma filosofia que desenvolveu a raz\u00e3o at\u00e9 um n\u00edvel de grande sofistica\u00e7\u00e3o. E por isso mesmo recebeu grande aten\u00e7\u00e3o dos pensadores medievais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Filosofia Medieval, portanto, pretendia principalmente conciliar a f\u00e9 crist\u00e3 com a raz\u00e3o grega, mostrando que f\u00e9 e raz\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o incompat\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Patr\u00edstica<\/strong> foi desenvolvida a partir do s\u00e9culo IV, e corresponde \u00e0 produ\u00e7\u00e3o dos fil\u00f3sofos considerados &#8220;pais da Igreja&#8221;. Por isso o nome Patr\u00edstica (de <em>Pater,&nbsp;<\/em>pai em latim), sendo Agostinho seu principal representante.<\/p>\n\n\n\n<p>F\u00e9 e raz\u00e3o se relacionam em uma hierarquia onde a raz\u00e3o, apesar de poderosa, tem um limite. A partir desse limite, o esp\u00edrito precisa da f\u00e9, que ir\u00e1 iluminar a intelig\u00eancia humana de uma forma que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel apenas com o uso da raz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Escol\u00e1stica<\/strong> foi desenvolvida nos s\u00e9culos&nbsp;IX e XVI, e tamb\u00e9m acreditava que raz\u00e3o e f\u00e9 n\u00e3o s\u00e3o incompat\u00edveis, contudo, seriam independentes<strong> (aqui ocorre uma clara discord\u00e2ncia com a Patr\u00edstica)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s da raz\u00e3o poder\u00edamos atingir algumas verdades fundamentais, como por exemplo, concluir que Deus existe mesmo sem f\u00e9 ou religi\u00e3o alguma. A f\u00e9, por sua vez, pode nos mostrar realidades e sabedorias que a raz\u00e3o n\u00e3o pode atingir.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, uma n\u00e3o depende necessariamente da outra. Tanto a f\u00e9 quanto a raz\u00e3o possuem suas pr\u00f3prias sabedorias. O principal fil\u00f3sofo desse per\u00edodo foi Tom\u00e1s de Aquino.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"filosofia-medieval-principais-filosofos\">Filosofia Medieval: Principais Fil\u00f3sofos<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/santo-agostinho-da-cantuaria11-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/santo-agostinho-da-cantuaria11-1-600x264.jpg\" alt=\"Santo Agostinho Deus\" class=\"wp-image-1131\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"agostinho-de-hipona-354-430\">Agostinho de Hipona (354-430)<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/santo-agostinho-538x258.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"254\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/santo-agostinho-538x258.jpg\" alt=\"Santo Agostinho\" class=\"wp-image-1137\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/santo-agostinho-538x258.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/santo-agostinho-538x258-300x127.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Agostinho_de_Hipona\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Agostinho de Hipona<\/a>, vive em si mesmo o fim do mundo antigo com a desfragmenta\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano. <strong>Ele \u00e9 um homem que prepara a passagem da antiguidade para uma nova \u00e9poca, aquela que n\u00f3s, modernos, chamamos de \u201cmedieval\u201d.<\/strong> A caracter\u00edstica fundamental de todo o seu pensamento \u00e9 a <em>Quaestio Dei<\/em> (a Quest\u00e3o de Deus), que, em seu entendimento, \u00e9 a pr\u00f3pria busca da verdade e da felicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu pensamento \u00e9 marcado por um forte sentido existencial. Uma de suas principais obras, Confiss\u00f5es, \u00e9 escrita em primeira pessoa (eu), diante de um Tu (Deus), e em comunh\u00e3o com n\u00f3s (os outros). Por isso, sua linguagem \u00e9, basicamente, a da \u201cconfiss\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Confessar \u00e9, aqui, trazer \u00e0 fala a alegria da liberta\u00e7\u00e3o, que o homem experimenta na busca e no encontro da verdade. Por isso, a confiss\u00e3o \u00e9, em Agostinho, canto de louvor. A pr\u00f3pria mis\u00e9ria da exist\u00eancia humana, experimentada no horizonte desta liberta\u00e7\u00e3o crist\u00e3, se transfigura.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 mesmo a culpa se torna \u201cfeliz culpa\u201d, quando o homem experimenta a gra\u00e7a de uma verdade libertadora. E esta verdade libertadora Agostinho experimenta no horizonte da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9, pois, a partir deste horizonte crist\u00e3o que Agostinho se apropria criticamente da Filosofia Grega<\/strong>, tornando-se um dos maiores pensadores da Filosofia Medieval.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Leitura sugerida do netmundi.org:<\/em><ul><li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2015\/agostinho-o-itinerario-do-homem-para-deus\/\">Santo Agostinho e o itiner\u00e1rio do homem para Deus<\/a><\/li><\/ul><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"pseudo-dionisio-o-areopagita-seculo-v\">Pseudo-Dionisio, o Areopagita (S\u00e9culo V)<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pseudo-dionisio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"210\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pseudo-dionisio.jpg\" alt=\"Pseudo Dion\u00edsio, o Aeropagita\" class=\"wp-image-2958\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pseudo-dionisio.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pseudo-dionisio-300x105.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Depois de Agostinho, o segundo nome mais importante como fonte para o pensamento medieval \u00e9 o do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pseudo-Dion%C3%ADsio,_o_Areopagita\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pseudo-Dion\u00edsio, o Areopagita<\/a>. Sua influ\u00eancia se d\u00e1 principalmente na m\u00edstica crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Idade M\u00e9dia, um conjunto de escritos, o <a href=\"https:\/\/it.wikipedia.org\/wiki\/Corpus_Dionysianum\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>corpus dionysiacum<\/em><\/a>, teve uma alta relev\u00e2ncia para a filosofia e teologia. Assim \u00e9 chamado este conjunto de escritos, pois foi legado sob a autoria de Dion\u00edsio Areopagita, o fil\u00f3sofo convertido por Paulo em sua prega\u00e7\u00e3o no are\u00f3pago em Atenas, na qual o Ap\u00f3stolo anuncia aos gregos o \u201cDeus desconhecido\u201d (Atos dos Ap\u00f3stolos 17, 17-34)<\/p>\n\n\n\n<p>O verdadeiro autor destes escritos permanece-nos ignorado. J\u00e1 Abelardo (1079 \u2013 1142) levantou a d\u00favida sobre a autoria deles.<\/p>\n\n\n\n<p>No s\u00e9culo XV, por sua vez, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Lorenzo_Valla\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lorenzo Valla<\/a> realizou de modo mais rigoroso uma cr\u00edtica \u00e0 autenticidade da autoria atribu\u00edda a Dion\u00edsio, o Areopagita.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas somente no s\u00e9culo XIX \u00e9 que a falsifica\u00e7\u00e3o ficou provada. Da\u00ed o nome: Pseudo-Dion\u00edsio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas mais recentes corroboram a hip\u00f3tese de que o autor do <em>corpus dionysiacum<\/em> teria vivido na virada do s\u00e9culo V para o s\u00e9culo VI, no espa\u00e7o da S\u00edria.<\/p>\n\n\n\n<p>O corpus est\u00e1 escrito em grego. O autor promove uma s\u00edntese de neoplatonismo \u2013 ele \u00e9 um herdeiro de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Proclo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Proclo (410 \u2013 485)<\/a> \u2013 e de especula\u00e7\u00e3o crist\u00e3. <strong>A obra aborda as possibilidades e os limites do conhecimento e do discurso humano sobre Deus<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"boecio-480-524\">Bo\u00e9cio (480 \u2013 524)<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/boecio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/boecio-600x264.jpg\" alt=\"An\u00edcio M\u00e2nlio Torquato Severino Bo\u00e9cio\" class=\"wp-image-2957\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Bo%C3%A9cio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bo\u00e9cio<\/a> nasceu em Roma e era de fam\u00edlia nobre. Participou do governo de Teodorico, rei dos ostrogodos, mestre dos ex\u00e9rcitos, que subiu ao poder no ocidente, no ano de 488, com o apoio do ent\u00e3o Imperador Romano do Oriente, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Zen%C3%A3o_I\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Zen\u00e3o (474 \u2013 491)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bo\u00e9cio foi uma pe\u00e7a chave na transi\u00e7\u00e3o do pensamento grego para a nova era que estava come\u00e7ando, o que n\u00f3s chamamos de Idade M\u00e9dia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Teodorico,_o_Grande\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Teodorico, o Grande<\/a> confiou a Bo\u00e9cio a tarefa de promover a transmiss\u00e3o do saber antigo para a nova gera\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o nomeou para cargos administrativos e pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, Bo\u00e9cio chegou a ocupar o papel de c\u00f4nsul e tamb\u00e9m o mais alto cargo do governo, o cargo de Mestre dos Of\u00edcios. Mas caiu sobre ele a suspeita de conspira\u00e7\u00e3o com Constantinopla. Ele foi preso e depois morto, por ordem do rei.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pris\u00e3o, ele comp\u00f4s uma das obras mais c\u00e9lebres da literatura latina: <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/A_Consola%C3%A7%C3%A3o_da_Filosofia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Consola\u00e7\u00e3o da Filosofia<\/a>. O projeto da vida de Bo\u00e9cio foi mediar, como int\u00e9rprete, a passagem da filosofia grega para a nova \u00e9poca,<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"joao-escoto-eriugena-810-877\">Jo\u00e3o Escoto Eri\u00fagena (810 \u2013 877)<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/joao-escoto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"227\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/joao-escoto.jpg\" alt=\"Jo\u00e3o Escoto Er\u00edgena\" class=\"wp-image-2959\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/joao-escoto.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/joao-escoto-300x114.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Foi como fil\u00f3sofo, e n\u00e3o tanto como te\u00f3logo, que <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jo%C3%A3o_Escoto_Er%C3%ADgena\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jo\u00e3o Escoto Er\u00edgena<\/a> entrou para a hist\u00f3ria do pensamento medieval.<\/p>\n\n\n\n<p>Seus grandes feitos foram: ter dado entrada no mundo latino, \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o grega e ter apresentado uma concep\u00e7\u00e3o do Todo da realidade, na sua obra prima Da divis\u00e3o da natureza, muito mais elevada no dom\u00ednio da linguagem e do pensamento, do que toda outra obra de seu tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Johannes Scotus Eriugena: assim era o seu nome para os medievais. Na literatura atual, ele \u00e9 chamado ora de Er\u00edgena, ora de Eri\u00fagena.<\/p>\n\n\n\n<p>O seu nome diz a sua origem: Scotus significa que vem da Esc\u00f3cia; Eri\u00fagena, ou Er\u00edgena, que ele vem da Irlanda (Eire, em irland\u00eas).<\/p>\n\n\n\n<p>Esta combina\u00e7\u00e3o \u2013 Scotus Eriugena \u2013 se explica pelo fato de a Irlanda ser chamada, naquele tempo, de Esc\u00f3cia Maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua atividade, por\u00e9m, se d\u00e1 na Fran\u00e7a, em Paris, sob o governo de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Carlos_II_de_Fran%C3%A7a\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Carlos, o Calvo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"pedro-abelardo-1079-1142\">Pedro Abelardo (1079-1142)<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pedro-abelardo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"243\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pedro-abelardo.jpg\" alt=\"Pedro Abelardo\" class=\"wp-image-2960\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pedro-abelardo.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pedro-abelardo-300x122.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pedro_Abelardo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pedro Abelardo (1079-1142)<\/a> \u00e9 aquele homem em que a modernidade do s\u00e9culo XII&nbsp; se faz vis\u00edvel. <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pedro,_o_Vener%C3%A1vel\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pedro, o Vener\u00e1vel<\/a>, o saudou como o Arist\u00f3teles de seu tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi aluno de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Roscelino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Roscelino de Compi\u00e8gne<\/a>, o grande representante do nominalismo do s\u00e9culo XII e de Guilherme de Champeaux, que representava uma posi\u00e7\u00e3o de extremo realismo na <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Problema_dos_universais\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">querela dos universais<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os homens do s\u00e9culo XII respiram ares de modernidade: j\u00e1 n\u00e3o se acham simplesmente como herdeiros dos antigos, mas tamb\u00e9m como iniciadores de algo novo.<\/p>\n\n\n\n<p>Coisas novas v\u00e3o acontecendo em todos os campos da vida destes homens. Por toda a parte sopram novos ares.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos aqui citar: o surgimento do \u201camor cort\u00eas\u201d em meio \u00e0 aristocracia cavalheiresca; o renascimento urbano com o despontar das comunas; a import\u00e2ncia das escolas catedrais, como a de Chartres e a de S\u00e3o Vitor e a reforma mon\u00e1stica dos cistercienses.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Outro fator de suma import\u00e2ncia foi come\u00e7o das tradu\u00e7\u00f5es dos \u00e1rabes e dos manuscritos gregos, que v\u00e3o renovar o pensamento no s\u00e9culo XIII com a redescoberta dos escritos de Arist\u00f3teles, que foi preservado pelo mundo \u00e1rabe<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"ibn-ruchd-ou-averrois-1126-1198\">Ibn Ruchd ou Averr\u00f3is (1126-1198)<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/averrois.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/averrois-600x264.jpg\" alt=\"Averr\u00f3is\" class=\"wp-image-2962\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/averrois.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/averrois-300x132.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Averr%C3%B3is\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Averr\u00f3is<\/a> foi o fil\u00f3sofo do Isl\u00e3 de maior influ\u00eancia, mas tamb\u00e9m o mais contestado. Estudou direito, medicina e teologia. Foi juiz e m\u00e9dico. Nasceu e viveu em C\u00f3rdoba.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s sua atividade como fil\u00f3sofo, por\u00e9m, foi exilado em Lucena (Elisama), seus livros foram queimados e morreu longe de sua terra natal, em Marrakesh.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua voca\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica, por\u00e9m, come\u00e7ou gra\u00e7as a um desejo do soberano Abu Yaqub Yusuf, que reclamava ao fil\u00f3sofo Ibn Tufayl do fato de Arist\u00f3teles ser incompreens\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Ibn Tufayl j\u00e1 se sentia muito velho para p\u00f4r-se na empreitada de comentar Arist\u00f3teles.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, pediu ao seu mais brilhante aluno que o fizesse. E essa foi a miss\u00e3o da vida de Averr\u00f3is, que a cumpriu de bom grado. <strong>Averr\u00f3is foi chamado de \u201cO comentador\u201d de Arist\u00f3teles<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"maimonides-1135-1204\">Maim\u00f4nides (1135-1204)<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/maimonides.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"252\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/maimonides.jpg\" alt=\"Maim\u00f4nides\" class=\"wp-image-2963\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/maimonides.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/maimonides-300x126.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O maior nome da filosofia judaica medieval \u00e9 o de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Maim%C3%B4nides\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Maim\u00f4nides<\/a>. Mois\u00e9s ben Maymun (Maim\u00f4nides) nasceu em C\u00f3rdoba, mas, devido \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es aos judeus, teve que se refugiar de cidade em cidade, at\u00e9 chegar ao Cairo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como Averr\u00f3is, Maim\u00f4nides tinha Arist\u00f3teles como o grau supremo do intelecto humano, s\u00f3 superado por aqueles que receberam a inspira\u00e7\u00e3o divina (os profetas).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sua obra mais famosa se intitula Moreh Nebukhim, cuja tradu\u00e7\u00e3o latina seria:&nbsp; <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Guia_dos_Perplexos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O Guia dos Perplexos<\/a>, uma das culmin\u00e2ncias do pensamento medieval.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Impregnado de cultura mu\u00e7ulmana e enraizado na tradi\u00e7\u00e3o judaica, consegue uma s\u00edntese teol\u00f3gica que ultrapassa a filosofia t\u00edpica dos \u00e1rabes e a teologia t\u00edpica dos \u00e1rabes e judeus. Procura expor o sentido da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tor%C3%A1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Torah<\/a> e do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Talmude\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Talmude<\/a>, indo al\u00e9m de sua literalidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"tomas-de-aquino-1225-1274\">Tom\u00e1s de Aquino (1225 &#8211; 1274)<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/atist\u00f3teles-tomas.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/atist\u00f3teles-tomas-600x264.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2114\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>O s\u00e9culo XIII, no tocante aos estudos, \u00e9 marcado pelo surgimento das universidades, pela implanta\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo escol\u00e1stico e pelo advento de Arist\u00f3teles<\/strong>. O maior expoente da escol\u00e1stica deste tempo \u00e9 <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tom%C3%A1s_de_Aquino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Tom\u00e1s de Aquino<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>De 1150 a 1250 toda a obra de Arist\u00f3teles foi traduzida. N\u00e3o somente o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Organon\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Organon<\/a>, mas tamb\u00e9m os escritos de metaf\u00edsica, de f\u00edsica, psicologia e \u00e9tica. <strong>A recep\u00e7\u00e3o de seu pensamento come\u00e7a pelos idos de 1200, especialmente na Universidade de Paris<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Tom\u00e1s de Aquino nasceu em 1224, na It\u00e1lia (perto de N\u00e1poles). Foi educado com os beneditinos em Monte Cassino e estudou as Artes Liberais no centro imperial de estudos de N\u00e1poles. Contrariando sua fam\u00edlia, entrou para a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ordem_dos_Pregadores\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ordem dos Pregadores<\/a> (a ordem mendicante dos dominicanos).<\/p>\n\n\n\n<p>Estudou depois com <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alberto_Magno\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Alberto Magno (1200- 1280)<\/a> em Paris e em Col\u00f4nia. Com este aprendeu a dedicar-se ao estudo de Arist\u00f3teles.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tom\u00e1s de Aquino se entende, antes de tudo como te\u00f3logo, mas nunca deixou de valorizar a Filosofia e afirmava que ela (a Filosofia) era aut\u00f4noma em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 teologia (ao contr\u00e1rio do que afirmava Agostinho, um dos primeiros fil\u00f3sofos medievais)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"boaventura-de-bagnoreggio-1217-1274\">Boaventura de Bagnoreggio (1217-1274)<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/boaventura.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"256\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/boaventura.jpg\" alt=\"Boaventura de Bagnoregio\" class=\"wp-image-2964\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/boaventura.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/boaventura-300x128.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Para o franciscano <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Boaventura\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Boaventura de Bagnoreggio<\/a> (Nome de batismo: Jo\u00e3o de Fidanza) o conhecimento filos\u00f3fico n\u00e3o pode ser cultivado em fun\u00e7\u00e3o dele mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria como parar no meio do caminho que leva at\u00e9 Deus. Se o homem permanece abandonado ao uso apenas da sua raz\u00e3o, ele fatalmente erra.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois, falando como te\u00f3logo, Boaventura adverte que a natureza humana foi corrompida pelo pecado e uma das consequ\u00eancias desta corrup\u00e7\u00e3o da natureza humana \u00e9 a ignor\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>A natureza humana n\u00e3o se encontra em seu estado perfeito origin\u00e1rio, mas em estado degenerado. A raz\u00e3o \u00e9 como uma flecha que n\u00e3o consegue alcan\u00e7ar o seu alvo por si mesma.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade plena, que a raz\u00e3o busca, s\u00f3 \u00e9 encontrada quando a raz\u00e3o \u00e9 iluminada pela verdade sobrenatural da revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A revela\u00e7\u00e3o assume, por\u00e9m, uma certa racionalidade. Por isso, a f\u00e9 n\u00e3o se limita a acreditar, mas quer tamb\u00e9m compreender aquilo que acredita.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ela se empenha com todas as for\u00e7as da raz\u00e3o em compreender o sentido daquilo que cr\u00ea e disso surge a teologia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, todo o empenho racional da raz\u00e3o no interior da teologia consiste na busca de se abrir \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o do alto. Todo o conhecimento vem de Deus e retorna para Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, por\u00e9m, o homem deve calar em si mesmo toda a voz da especula\u00e7\u00e3o e, no sil\u00eancio, reconhecer que o mist\u00e9rio de Deus est\u00e1 al\u00e9m de toda raz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"mestre-eckhart-c-1260-c-1327\">Mestre Eckhart (c. 1260-c. 1327)<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/mestre-eckart.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/mestre-eckart-600x264.jpg\" alt=\"Mestre Eckhart\" class=\"wp-image-2965\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>No s\u00e9culo XIV, a escol\u00e1stica come\u00e7a a perder sua influ\u00eancia. Contudo, a m\u00edstica crist\u00e3 mant\u00e9m o seu vigor especulativo em alta.<\/p>\n\n\n\n<p>O maior m\u00edstico especulativo da Idade M\u00e9dia \u00e9 o dominicano alem\u00e3o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mestre_Eckhart\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mestre Eckhart<\/a>, herdeiro da heran\u00e7a neoplat\u00f4nica da escola de Col\u00f4nia, fundada por Alberto Magno.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua obra \u00e9 escrita em parte em latim e em parte em alem\u00e3o medieval. A obra latina \u00e9 de car\u00e1ter mais escol\u00e1stico, j\u00e1 a obra alem\u00e3 \u00e9 de car\u00e1ter m\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Seu modo de dizer \u00e9 ousado e, por isso, foi acusado de heresia. Quando algumas de suas teses foram condenadas, por\u00e9m, ele j\u00e1 tinha morrido.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na m\u00edstica de Eckhart o pensamento especulativo \u00e9 posto contra seus limites extremos, falando a linguagem dial\u00e9tica ou mesmo a linguagem do paradoxo.<\/p>\n\n\n\n<p>O homem volta \u00e0 sua origem em Deus pelo desprendimento, pois Deus mesmo \u00e9, em \u00faltima inst\u00e2ncia, desprendimento. &#8220;Desprendimento\u201d \u00e9 uma palavra primordial no pensamento de Eckhart.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"guilherme-de-ockham-1285-1347\">Guilherme de Ockham (1285 &#8211; 1347)<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/guilherme-ockam.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"252\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/guilherme-ockam.jpg\" alt=\"Guilherme de Ockham\" class=\"wp-image-2966\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/guilherme-ockam.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/guilherme-ockam-300x126.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Para <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Guilherme_de_Ockham\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Guilherme de Ockham<\/a> todo o conhecimento metaf\u00edsico de Deus \u00e9 v\u00e3o e in\u00fatil. No s\u00e9culo XII os pensadores acreditavam poder abranger a Trindade com o poder da raz\u00e3o (Abelardo).<\/p>\n\n\n\n<p>No s\u00e9culo XIII, Tom\u00e1s de Aquino admitiu o conhecimento da exist\u00eancia de um Deus como dentro das possibilidades da raz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guilherme de Ockham retira at\u00e9 mesmo a possibilidade de o homem conhecer a exist\u00eancia de Deus a partir da raz\u00e3o<\/strong>. <strong>N\u00e3o h\u00e1 um rigor necess\u00e1rio na demonstra\u00e7\u00e3o racional da exist\u00eancia de Deus. A exist\u00eancia de Deus \u00e9, ent\u00e3o, quest\u00e3o de f\u00e9 e n\u00e3o de raz\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se isso vale para a exist\u00eancia de Deus, vale ainda mais para a Trindade. Ockham, assim, n\u00e3o somente distingue, mas separa com um corte radical a filosofia e a teologia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A filosofia \u00e9 o conhecimento que o homem autonomamente pode alcan\u00e7ar seguindo em busca da verdade e tendo como par\u00e2metro a evid\u00eancia l\u00f3gica. A teologia, por sua vez, \u00e9 o saber da f\u00e9<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autor<\/strong>:&nbsp;<em><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/quem-sou\/\" target=\"_blank\">Alfredo Carneiro<\/a>&nbsp;<\/em>\u2013 Graduado em Filosofia e p\u00f3s-graduado em Filosofia e Exist\u00eancia pela Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"referencias-bibliograficas\">Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/h3>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>ABELARDO, Pedro.. Sic et Non. In: BONI, Luis Alberto de (org.). <strong>Filosofia Medieval: textos<\/strong>. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2000.<\/li><li>BOEHNER, Philotheus; GILSON, Etienne. <strong>Hist\u00f3ria da filosofia crist\u00e3<\/strong>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1970.<\/li><li>BONI, Lu\u00eds Alberto de. <strong>L\u00f3gica e Linguagem na Idade M\u00e9dia<\/strong>. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1995.<\/li><li>GILSON, Etiene. <strong>A Filosofia na Idade M\u00e9dia.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1998.<\/li><li>LIBERA, Alain de. <strong>A Filosofia Medieval<\/strong>. Trad. Lucy Magalh\u00e3es. Rio de Janeiro: Zahar, 1989.<\/li><li>REALE, Giovanni. <strong>Hist\u00f3ria da Filosofia Patr\u00edstica e Escol\u00e1stica<\/strong>. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2003<\/li><\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Filosofia Medieval foi desenvolvida principalmente \u2014 mas n\u00e3o exclusivamente\u00a0\u2014 na Europa durante a Idade M\u00e9dia (s\u00e9culos V ao XV). Nesse per\u00edodo, iniciado ap\u00f3s a queda do Imp\u00e9rio Romano, ocorreu a consolida\u00e7\u00e3o do cristianismo e do poder da Igreja. Por isso, uma das caracter\u00edsticas fundamentais da filosofia medieval \u00e9 a tentativa de concilia\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o grega com a f\u00e9 crist\u00e3. Essa perspectiva ficou conhecida como Quaestio Dei (Quest\u00e3o de Deus), que \u00e9 a busca racional pela verdade que n\u00e3o se contradiz pela f\u00e9, mas, pelo contr\u00e1rio, lhe d\u00e1 um novo sentido. Outro ponto importante para a Filosofia Medieval s\u00e3o as argumenta\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas que t\u00eam por objetivo provar a exist\u00eancia de Deus. Para os fil\u00f3sofos medievais, era importante conciliar argumenta\u00e7\u00e3o racional e revela\u00e7\u00e3o divina, pois existe, nesse momento hist\u00f3rico, forte influ\u00eancia da religi\u00e3o crist\u00e3 e da experi\u00eancia m\u00edstica. Devido a isso, a Filosofia Medieval causa estranhamento \u00e0 mentalidade moderna, que entende os fil\u00f3sofos medievais como pensadores contradit\u00f3rios que buscavam a valida\u00e7\u00e3o racional de suas cren\u00e7as. Atualmente, o senso comum sobre esse per\u00edodo est\u00e1 carregado ou de um preconceito reducionista ou de uma valoriza\u00e7\u00e3o excessiva. Os dois casos podem nos levar a uma falsa interpreta\u00e7\u00e3o. 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