{"id":2624,"date":"2018-04-03T12:05:28","date_gmt":"2018-04-03T12:05:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?p=2624"},"modified":"2018-07-03T12:42:17","modified_gmt":"2018-07-03T12:42:17","slug":"john-locke-sobre-o-entendimento-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/john-locke-sobre-o-entendimento-humano\/","title":{"rendered":"John Locke &#8211; Sobre o entendimento humano"},"content":{"rendered":"<p>John Locke nasceu em 1632, em <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Wrington\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wrington<\/a>, Inglaterra, e morreu em 1704, em <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/High_Laver\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">High Laver<\/a>, tamb\u00e9m na Inglaterra. Estudou em <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Universidade_de_Oxford\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Oxford<\/a>, onde teve contato pela primeira vez com a filosofia cartesiana, que lhe despertou grande interesse como alternativa mais adequada ao escolasticismo que ainda predominava no ensino filos\u00f3fico da \u00e9poca. Estudou medicina, dedicando-se \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o e travando conhecimento com alguns dos cientistas mais brilhantes da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Ainda em Oxford, tornou-se m\u00e9dico particular de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Anthony_Ashley-Cooper,_3%C2%BA_Conde_de_Shaftesbury\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Anthony Ashley Cooper<\/a>, futuro conde de Shaftesbury, assumindo finalmente o papel de assessor e secret\u00e1rio particular, \u00e0 medida que Shaftesbury ascendia politicamente. Participou intensamente do movimento pol\u00edtico que resultou na chamada <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Gloriosa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revolu\u00e7\u00e3o Gloriosa de 1689<\/a>, que marcou o fim do <a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/historiag\/o-absolutismo-ingles.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">absolutismo ingl\u00eas<\/a>.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o disso, precisou exilar-se duas vezes no continente; uma vez na Fran\u00e7a, onde manteve intensos contatos com a comunidade cartesiana, e outra na Holanda, retornando \u00e0 Inglaterra com a ascens\u00e3o de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Guilherme_III_de_Inglaterra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guilherme de Orange<\/a> ao trono ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Locke escreveu duas obras de grande impacto na evolu\u00e7\u00e3o posterior da filosofia: o <strong>Ensaio sobre o Entendimento Humano<\/strong>, em que desenvolve sua epistemologia empirista, e os <strong>Dois Tratados sobre o Governo Civil<\/strong>, em que exp\u00f5e suas id\u00e9ias pol\u00edticas, ambas publicadas em 1690. Este <em>post<\/em> trata das ideias de Locke sobre o entendimento humano, portanto, da primeira obra, e n\u00e3o de suas ideias pol\u00edticas.<\/p>\n<p><em>Link sugerido do netmundi.org:<\/em><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2012\/racionalismo-e-empirismo-uma-introducao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Racionalismo e Empirismo: uma introdu\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h3>Ensaio sobre o Entendimento Humano<\/h3>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/entendimento-humano.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2628\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/entendimento-humano.jpg\" alt=\"Locke e o entendimento humano\" width=\"600\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/entendimento-humano.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/entendimento-humano-300x129.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Ensaio sobre o Entendimento Humano \u00e9 uma obra vasta e ambiciosa. Sua inten\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante a que animou a filosofia cartesiana: <strong>examinar a possibilidade de nosso conhecimento, seus limites e seu fundamento<\/strong>.<\/p>\n<p>Na verdade, mais do que os seguidores racionalistas de Descartes, \u00e9 Locke quem vai dar prosseguimento \u00e0 intui\u00e7\u00e3o cartesiana de que o novo papel da filosofia, em face do desenvolvimento da ci\u00eancia, \u00e9 o de desenvolver uma teoria do conhecimento \u2014 tamb\u00e9m conhecida na filosofia com <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Epistemologia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">epistemologia<\/a>.<\/p>\n<p>Esse interesse especial pela epistemologia se complementa, em Locke, por um <strong>desinteresse pela metaf\u00edsica<\/strong>, no sentido tradicional \u2014 sua filosofia vai, na verdade, iniciar um processo de cr\u00edtica da metaf\u00edsica tradicional, ainda muito presente na obra dos grandes racionalistas, que vai atravessar todo o s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>Locke, no entanto, embora tenha uma d\u00edvida clara com a maneira de entender a filosofia iniciada por Descartes, n\u00e3o associa necessariamente ao conhecimento uma ideia forte de certeza, como fazia o fil\u00f3sofo franc\u00eas. <strong>N\u00e3o acredita que a filosofia ou a ci\u00eancia em geral deva atingir um grau de certeza compar\u00e1vel ao da matem\u00e1tica<\/strong>.<\/p>\n<p>Consistente com isso, na sua investiga\u00e7\u00e3o do conhecimento, Locke n\u00e3o vai adotar um m\u00e9todo dedutivo, como fez Descartes, mas um procedimento que ele pr\u00f3prio vai caracterizar como um <em>\u201csimples m\u00e9todo hist\u00f3rico\u201d<\/em>, considerando <em>\u201cas faculdades da intelig\u00eancia do homem e como elas s\u00e3o empregadas sobre as coisas\u201d<\/em>, procurando <em>\u201cdar um relato dos meios pelos quais nossos entendimentos alcan\u00e7am as no\u00e7\u00f5es das coisas que possu\u00edmos\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Nesse \u201cm\u00e9todo hist\u00f3rico\u201d, a investiga\u00e7\u00e3o da origem das ideias \u00e9 o primeiro passo. Disso se ocupam as duas primeiras partes do Ensaio. <strong>Os racionalistas assumem que possu\u00edmos determinadas no\u00e7\u00f5es ou ideias inatas \u2013 ideias como as de Deus, subst\u00e2ncia, causa, etc. \u2013<\/strong>, cujo conte\u00fado, por assim dizer, est\u00e1 inscrito em nossa mente independentemente de qualquer experi\u00eancia desde o nascimento.<\/p>\n<p>De fato, mais do que isso, o que essas ideias supostamente representam est\u00e1 para al\u00e9m de nossa experi\u00eancia comum. Os racionalistas acreditam que n\u00e3o temos uma experi\u00eancia sens\u00edvel de Deus ou da subst\u00e2ncia \u2013 mas nossa raz\u00e3o nos for\u00e7a a reconhecer e afirmar essas ideias. Esse \u00e9 o pressuposto que o empirismo vai come\u00e7ar negando:<strong> nossas ideias ganham seu conte\u00fado da experi\u00eancia; do que n\u00e3o temos experi\u00eancia, n\u00e3o temos ideia<\/strong>.<\/p>\n<h3>Locke e a no\u00e7\u00e3o de ideia<\/h3>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ideia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2629\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ideia.jpg\" alt=\"Locke e a no\u00e7\u00e3o de ideia\" width=\"600\" height=\"172\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ideia.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ideia-300x86.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>A no\u00e7\u00e3o fundamental da epistemologia de Locke \u00e9 a no\u00e7\u00e3o de ideia<\/strong>. Note que esse termo come\u00e7ou a ser usado no seu sentido moderno justamente por Descartes e seus seguidores imediatos.<\/p>\n<p>Como dissemos antes, Locke foi influenciado pela filosofia cartesiana (embora discordasse de v\u00e1rios pontos b\u00e1sicos da atitude racionalista), e conviveu, durante algum tempo, com os c\u00edrculos cartesianos na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Embora tenha rejeitado o racionalismo cartesiano, Locke aceita alguns pontos fundamentais da nova compreens\u00e3o de filosofia promovida por Descartes, entre eles, justamente, a no\u00e7\u00e3o de ideia.<\/p>\n<p>Locke come\u00e7a fazendo uma afirma\u00e7\u00e3o que lembra, em alguma medida, o <em>cogito<\/em> cartesiano, sem se preocupar, no entanto, em associ\u00e1-la a um argumento ou em atribuir-lhe algum status especial: <em>&#8220;<strong>todo homem tem consci\u00eancia de que pensa e que, quando est\u00e1 pensando, sua mente se ocupa de ideias<\/strong>.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;Por conseguinte, \u00e9 ineg\u00e1vel que a mente humana tem v\u00e1rias ideias, expressas, entre outras, pelos termos brancura, dureza, do\u00e7ura, pensamento, movimento, homem, elefante, ex\u00e9rcito, embriaguez. Disso decorre a primeira quest\u00e3o a ser investigada: como elas s\u00e3o apreendidas?&#8221;<\/em> &#8211; Locke<\/p>\n<p>\u00c9 evidente, diz ele, que possu\u00edmos ideias (essa evid\u00eancia corresponde \u00e0 evid\u00eancia da introspec\u00e7\u00e3o). Isso \u00e9 ineg\u00e1vel. A quest\u00e3o \u00e9 saber de onde elas v\u00eam. A essa quest\u00e3o, Locke responde simplesmente: <strong>v\u00eam da experi\u00eancia<\/strong>. Sendo Locke um dos grandes representantes do empirismo, \u00e9 natural que entenda o ser humano com uma <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/T%C3%A1bula_rasa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>T\u00e1bula Rasa<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>Nossa mente, diz ele, <strong>\u00e9 como uma folha de papel em branco<\/strong>, no qual a experi\u00eancia escreve suas impress\u00f5es, que s\u00e3o nossas ideias (<strong>em outros lugares Locke compara a mente humana a um quarto vazio, que a experi\u00eancia ir\u00e1 &#8220;mobiliar&#8221; com ideias<\/strong>).<\/p>\n<p>Essa experi\u00eancia pode ser tanto a sensa\u00e7\u00e3o, que nos d\u00e1 a conhecer os objetos sens\u00edveis, quanto a reflex\u00e3o, que nos d\u00e1 a conhecer as opera\u00e7\u00f5es de nossa pr\u00f3pria mente. <strong>Sendo assim, \u00e9 imposs\u00edvel que haja ideias independentes da experi\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n<p>Seguindo o uso da \u00e9poca, Locke vai se referir a essas ideias, pretensamente independentes da experi\u00eancia, como ideias inatas. A primeira parte de seu Ensaio vai, justamente, <strong>consistir em uma cr\u00edtica a essas pretensas ideias ou princ\u00edpios inatos<\/strong>.<\/p>\n<p>Essa cr\u00edtica de Locke despertou o interesse de Leibniz, que teve conhecimento de seu Ensaio e escreveu uma longa refuta\u00e7\u00e3o, que intitulou: Novos ensaios sobre o entendimento humano.<\/p>\n<p>A segunda parte do Ensaio vai ser uma detalhada aplica\u00e7\u00e3o de seu \u201cm\u00e9todo hist\u00f3rico\u201d ou gen\u00e9tico, isto \u00e9, um exame de nossas ideias a partir do postulado fundamental de que todas elas t\u00eam de ter sua origem na experi\u00eancia.<\/p>\n<h3>Ideias simples e ideias complexas<\/h3>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/ideias-locke.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2637\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/ideias-locke.jpg\" alt=\"Locke: Ideias simples e ideias complexas\" width=\"600\" height=\"205\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/ideias-locke.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/ideias-locke-300x103.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Note que esse postulado sugere, efetivamente, uma esp\u00e9cie de \u201cm\u00e9todo\u201d: <strong>de cada ideia que possu\u00edmos devemos ser capazes de reconstruir sua origem at\u00e9 os dados imediatos da experi\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o formos capazes de fazer isso, ent\u00e3o essa ideia \u00e9 vazia e deveria, simplesmente, ser descartada (o termo com o que a designamos, por sua vez, \u00e9 s\u00f3 uma palavra sem sentido). O exame que Locke faz das ideias e de sua origem organiza-se em torno de uma classifica\u00e7\u00e3o proposta por ele.<\/p>\n<p><strong>Distingue, inicialmente, ideias simples de complexas<\/strong>. As ideias simples s\u00e3o concep\u00e7\u00f5es ou apar\u00eancias uniformes na mente. A ideia (a sensa\u00e7\u00e3o) que temos de vermelho quando vemos uma ma\u00e7\u00e3, por exemplo, \u00e9 uma ideia simples, assim como o gosto que sentimos quando mordemos a ma\u00e7\u00e3.<\/p>\n<p><strong>A ideia de \u201cma\u00e7\u00e3\u201d, por sua vez, \u00e9 uma ideia complexa<\/strong>, constru\u00edda em nossa mente pela reuni\u00e3o de ideias simples como vermelho, um certo gosto, uma certa forma. As ideias simples, por sua vez, podem nos vir por um ou mais sentidos ou pela reflex\u00e3o. As ideias complexas s\u00e3o feitas ou produzidas pela mente, combinando ideias simples.<\/p>\n<p>As ideias ainda podem ser classificadas como claras ou obscuras, distintas ou confusas, reais ou fant\u00e1sticas, adequadas ou inadequadas, verdadeiras ou falsas. Est\u00e3o s\u00e3o classifica\u00e7\u00f5es das ideias. <strong>Vamos agora nos deter nas qualidades prim\u00e1rias (que pertencem ao objeto) e secund\u00e1rias (que pertencem ao sujeito).<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Links sugeridos do netmundi.org<\/em><\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2017\/rene-descartes-origem-do-metodo-que-mudou-o-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ren\u00e9 Descartes \u2013 a origem do m\u00e9todo que mudou o mundo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2014\/descartes-posso-estar-enganado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Descartes: \u201cEspero que seja ele \u00fatil a algu\u00e9m\u201d<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/leibniz-monadas-estrutura-da-realidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leibniz e as m\u00f4nadas \u2013 a estrutura da realidade<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<h3>Qualidades prim\u00e1rias e secund\u00e1rias das ideias<\/h3>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/sobre-o-entendimento-humano.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2630\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/sobre-o-entendimento-humano.jpg\" alt=\"Sobre o entendimento humano\" width=\"600\" height=\"215\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/sobre-o-entendimento-humano.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/sobre-o-entendimento-humano-300x108.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Feito este esclarecimento acerca das ideias simples e complexas, voltemos \u00e0 no\u00e7\u00e3o de &#8220;ideia&#8221;. \u201cIdeia\u201d, diz Locke, \u00e9 <strong>\u201co objeto do entendimento quando um homem pensa\u201d<\/strong>. Ou ainda: <strong>\u201ctudo o que a mente percebe, pensamento ou entendimento, a isso eu chamo ideia\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Perceber alguma coisa \u00e9, assim, estar consciente de uma ideia. Comumente, dizemos que o que vemos, tocamos ou sentimos \u00e9 alguma coisa. Locke est\u00e1 dizendo algo diferente:<strong> <em>todas essas coisas s\u00e3o ideias<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Locke, contudo, faz uma distin\u00e7\u00e3o entre qualidades prim\u00e1rias e qualidades secund\u00e1rias das ideias. Em suma, existem dois tipos de propriedades: <strong>aquelas que pertencem realmente ao objeto e aquelas que dependem do sujeito<\/strong>.<\/p>\n<p>No primeiro grupo (ideias prim\u00e1rias), est\u00e3o, por exemplo, as propriedades espaciais: tamanho, forma, lugar, etc. No segundo (ideias secund\u00e1rias), as qualidades sens\u00edveis: cor, cheiro, gosto, etc. As primeiras est\u00e3o \u201cno objeto\u201d, enquanto as segundas est\u00e3o, por assim dizer, \u201cno sujeito\u201d.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o de Locke come\u00e7a com a diferen\u00e7a entre a ideia e aquilo que ela representa, que Locke vai, ent\u00e3o, chamar de qualidade. <strong>O poder de produzir uma ideia em nossa mente \u00e9 qualidade do sujeito<\/strong>.<\/p>\n<p>Uma bola de neve tem o poder de produzir em n\u00f3s as ideias de branco, frio e redondo; aos poderes de produzir em n\u00f3s essas ideias tais como elas est\u00e3o na bola de neve, chama de qualidades. E como elas s\u00e3o sensa\u00e7\u00f5es ou percep\u00e7\u00f5es em nossos entendimentos, as chama de ideias.<\/p>\n<p><strong>Da forma como Locke p\u00f5e as coisas, ideias e qualidades parecem n\u00e3o ser t\u00e3o diferentes assim<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 sua inten\u00e7\u00e3o, mas parece que quase podemos usar \u201cideias\u201d ou \u201cqualidades\u201d como se fossem a mesma coisa \u2013 o que sugere uma relativiza\u00e7\u00e3o entre elas.<\/p>\n<p>Mas as qualidades n\u00e3o s\u00e3o todas do mesmo tipo. H\u00e1 algumas, diz Locke, que n\u00e3o podem ser separadas dos corpos. S\u00e3o qualidades que os corpos continuam possuindo apesar de toda mudan\u00e7a que sofrem.<\/p>\n<p>Locke d\u00e1 um exemplo: peguemos um gr\u00e3o de trigo e o dividamos; da mesma forma como o gr\u00e3o original, os peda\u00e7os possuem volume, extens\u00e3o e forma; se dividirmos novamente esses fragmentos, continuar\u00e3o possuindo essas qualidades, embora, naturalmente, as dimens\u00f5es tenham mudado<\/p>\n<p>A essas qualidades (solidez, extens\u00e3o, figura, mobilidade e n\u00famero), Locke vai chamar de qualidades prim\u00e1rias ou originais. <strong>Lembre-se de que, para Locke, qualidades s\u00e3o poderes que o objeto tem de produzir em n\u00f3s determinadas ideias<\/strong>.<\/p>\n<p>As qualidades prim\u00e1rias produzem em n\u00f3s ideias que s\u00e3o semelhan\u00e7as ou c\u00f3pias daquilo que os objetos s\u00e3o em si mesmos. Nossa ideia da forma esf\u00e9rica de uma bola, por exemplo, reproduz a ideia de que a bola \u00e9 realmente redonda em si mesma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os corpos t\u00eam determinados poderes de provocar em n\u00f3s determinadas sensa\u00e7\u00f5es. A esses <strong>\u201cpoderes de produzir diversas sensa\u00e7\u00f5es em n\u00f3s em virtude das qualidades prim\u00e1rias\u201d<\/strong>, Locke vai chamar de <strong>qualidades secund\u00e1rias<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Nossas id\u00e9ias de qualidades secund\u00e1rias n\u00e3o s\u00e3o c\u00f3pias ou semelhan\u00e7as de algo que est\u00e1 no objeto, mas existem em fun\u00e7\u00e3o dessa intera\u00e7\u00e3o entre as qualidades prim\u00e1rias e nossos sentidos<\/strong>.<\/p>\n<p>Assim, nossa ideia da cor da bola n\u00e3o reproduz algo que perten\u00e7a realmente \u00e0 bola, mas \u00e9 resultado da intera\u00e7\u00e3o entre nossos sentidos e as qualidades prim\u00e1rias da bola. <strong>Como voc\u00ea pode ver, essa diferen\u00e7a entre qualidades prim\u00e1rias e secund\u00e1rias remete para considera\u00e7\u00f5es sobre o que constitui realmente a realidade<\/strong>.<\/p>\n<p>Como \u00e9 poss\u00edvel conhecer alguma coisa para al\u00e9m de suas qualidades? Esse tipo de conhecimento, afinal, parece ser necess\u00e1rio para alegarmos algum conhecimento da &#8220;verdadeira realidade&#8221;. <strong>Mas ser\u00e1 que temos tal conhecimento? Locke n\u00e3o d\u00e1 respostas satisfat\u00f3rias a essas quest\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n<p>Ele pr\u00f3prio se contenta em dizer que, embora n\u00e3o tenhamos uma ideia clara do que seja &#8220;verdadeira realidade&#8221; (ou subst\u00e2ncia), temos que acertar est\u00e1 relacionado com a ideia de qualidade ou propriedade.<\/p>\n<p>Reduzida a um \u201cn\u00e3o sei o qu\u00ea\u201d, a ideia de subst\u00e2ncia, que tem tanta import\u00e2ncia para a metaf\u00edsica racionalista, parece perder a import\u00e2ncia.<\/p>\n<p><em>Links sugeridos do netmundi.org::<\/em><\/p>\n<p><em>Fil\u00f3sofos racionalistas que deram grande import\u00e2ncia ao conceito de subst\u00e2ncia<\/em><\/p>\n<ol>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/leibniz-monadas-estrutura-da-realidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leibniz e as m\u00f4nadas \u2013 a estrutura da realidade<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/baruch-espinosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Baruch Espinosa \u2013 \u201cTudo existe em Deus\u201d<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<h3>Locke e a linguagem<\/h3>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/locke-linguagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-content wp-image-2639\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/locke-linguagem-620x262.jpg\" alt=\"Locke e a linguagem\" width=\"620\" height=\"262\" \/><\/a><\/p>\n<p>Uma vez tendo tratado da origem das ideias, caberia a Locke passar para a considera\u00e7\u00e3o do uso que a mente faz dessas ideias, construindo nosso conhecimento. <strong>Para isso, Locke considerou a linguagem o ponto fundamental da investiga\u00e7\u00e3o da mente<\/strong>.<\/p>\n<p>Ele diz: <em>\u201ch\u00e1 uma conex\u00e3o t\u00e3o estreita entre ideias e palavras, e nossas ideias abstratas e gerais t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o constante entre si, que \u00e9 imposs\u00edvel falar claramente e distintamente de nosso conhecimento, que todo ele consiste em proposi\u00e7\u00f5es, sem considerar primeiro a natureza, uso e significa\u00e7\u00e3o da linguagem.\u201d\u00a0<\/em><strong>Essa preocupa\u00e7\u00e3o com a linguagem, ali\u00e1s, \u00e9 t\u00edpica da tradi\u00e7\u00e3o empirista<\/strong>.<\/p>\n<p>Foram os empiristas os primeiros a chamar a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia de uma considera\u00e7\u00e3o da linguagem como parte de um projeto epistemol\u00f3gico. J\u00e1 Hobbes, fil\u00f3sofo brit\u00e2nico que, junto com Francis Bacon, foi um dos precursores do empirismo lockeano, reservou uma parte importante de sua investiga\u00e7\u00e3o sobre o conhecimento para tratar da linguagem.<\/p>\n<p>A linguagem, diz Locke, consiste fundamentalmente em palavras, e palavras s\u00e3o signos de ideias \u2013 <strong>primariamente, s\u00e3o signos das ideias em minha mente.<\/strong><\/p>\n<p>Ideias, vale lembrar, s\u00e3o, para Locke, os objetos imediatos do pensamento e s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es (ou signos, podemos dizer) das coisas (ao menos uma boa parte delas). Precisamos das palavras como signos das ideias, <strong>porque as ideias est\u00e3o apenas na minha mente<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Palavras s\u00e3o p\u00fablicas, enquanto ideias s\u00e3o privadas<\/strong>. O estudo da linguagem permite a Locke examinar com mais cuidado uma quest\u00e3o de suma import\u00e2ncia: a quest\u00e3o das ideias gerais ou abstratas.<\/p>\n<p>De fato, para um empirista, as ideias abstratas constituem um problema a ser explicado. Locke trata a abstra\u00e7\u00e3o como uma das maneiras pelas quais formamos ideias complexas (comparando diversas ideias, retirando aquilo que t\u00eam de diferente e retendo o que t\u00eam em comum).<\/p>\n<p>Esse processo est\u00e1 intimamente relacionado com a linguagem. Por abstra\u00e7\u00e3o, para Locke, n\u00e3o podemos entender um procedimento que nos revele a ess\u00eancia real de uma coisa. A ess\u00eancia real de uma coisa j\u00e1 foi entendida, por alguns fil\u00f3sofos, como uma esp\u00e9cie de \u201cforma\u201d plat\u00f4nica, um modelo, de que cada coisa particular participa, em algum sentido.<\/p>\n<p><strong>Locke rejeita totalmente essa compreens\u00e3o de ess\u00eancia real<\/strong>, por ser contr\u00e1rio \u00e0 evid\u00eancia emp\u00edrica; essa teoria pressup\u00f5e tipos fixos, n\u00e3o permitindo dar conta de varia\u00e7\u00f5es dentro de tipos. Como vemos aqui, os empiristas combatem quest\u00f5es metaf\u00edsicas que buscam a &#8220;ess\u00eancia das coisas&#8221;.<\/p>\n<p>Outros entendem a ess\u00eancia real como aquilo (que n\u00e3o pode ser conhecido) de que emanam, de algum modo, as qualidades sens\u00edveis de uma coisa (ou seja, a subst\u00e2ncia). Ora, se n\u00e3o pode ser conhecido, n\u00e3o \u00e9 isso a que chegamos por abstra\u00e7\u00e3o. Portanto, a abstra\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos fornece acesso \u00e0 ess\u00eancia real das coisas.<\/p>\n<p><strong>O que a abstra\u00e7\u00e3o nos fornece, diz Locke, \u00e9 a ess\u00eancia nominal<\/strong>. A ess\u00eancia nominal \u00e9 a ideia complexa formada a partir da reuni\u00e3o dos tra\u00e7os e caracter\u00edsticas cuja posse \u00e9 necess\u00e1ria e suficiente para que algo seja classificado como um determinado tipo.<\/p>\n<p>A busca por uma &#8220;ess\u00eancia&#8221; ou &#8220;verdade absoluta&#8221; seria fundamentalmente uma ideia errada, ou, no m\u00ednimo, a busca de algo que n\u00e3o temos acesso ou que n\u00e3o existe. \u00c9, portanto, uma perda de tempo.<\/p>\n<p>Por exemplo, para que algo seja classificado como \u201couro\u201d, precisa ter determinadas caracter\u00edsticas, que reunimos na ess\u00eancia nominal \u201couro\u201d. O termo geral \u201couro\u201d remete \u00e0 ideia abstrata de ouro, que, por sua vez, \u00e9 id\u00eantica \u00e0 ess\u00eancia da esp\u00e9cie ouro. <strong>Isso \u00e9 tudo o que podemos estabelecer sobre a ess\u00eancia das coisas<\/strong>.<\/p>\n<p><strong><em>Links sugeridos no netmundi.org:<\/em><\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2013\/o-que-e-metafisica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O que \u00e9 Metaf\u00edsica?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/cerebro-estudos-filosoficos-cientificos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00e9rebro \u2013 investiga\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas e cient\u00edficas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/percepcao-da-realidade-na-filosofia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Percep\u00e7\u00e3o da realidade \u2013 perspectivas filos\u00f3ficas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2014\/wittgenstein-jogos-de-linguagem-e-os-besouros-nas-caixas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wittgenstein: Jogos de linguagem e os besouros nas caixas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2012\/wittgenstein-matou-a-filosofia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wittgenstein, o fil\u00f3sofo que matou a filosofia<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<h3>A import\u00e2ncia do pensamento de Locke<\/h3>\n<hr \/>\n<p>As ideias de Locke, com seu empirismo apoiado em grande medida no senso comum, <strong>sem grandes ambi\u00e7\u00f5es metaf\u00edsicas<\/strong>, tiveram um grande sucesso \u2013 sucesso ampliado e refor\u00e7ado pela associa\u00e7\u00e3o que logo foi feita entre a epistemologia lockeana e a f\u00edsica newtoniana.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Isaac_Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Isaac Newton<\/a> havia publicado seus \u201c<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Princ%C3%ADpios_Matem%C3%A1ticos_da_Filosofia_Natural\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Princ\u00edpios matem\u00e1ticos da filosofia natural<\/a>\u201d, obra que coroou a revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica iniciada por Cop\u00e9rnico e continuada por homens como Kepler e Galileu, em 1687, tr\u00eas anos antes de Locke publicar seu \u201cEnsaio\u201d.<\/p>\n<p>Os dois desenvolveram suas ideias independentemente, mas \u00e9 ineg\u00e1vel que ambas as obras compartilham uma s\u00e9rie de pressupostos e premissas, frutos que s\u00e3o, de certa forma, do mesmo ambiente intelectual.<\/p>\n<p>No S\u00e9culo XVIII, os nomes de Locke e Newton v\u00e3o estar intimamente associados \u2013 Newton como o que desvendou os segredos do universo f\u00edsico e Locke o que desvendou os segredos da mente humana, como dir\u00e3o, mais tarde, os fil\u00f3sofos franceses que se reunir\u00e3o em torno da grande empreitada da Enciclop\u00e9dia, em meados do S\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<ol>\n<li>LOCKE, John. <strong>Carta acerca da toler\u00e2ncia e outras obras<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1978.<\/li>\n<li>___________. <strong>Ensaio sobre o entendimento humano<\/strong>. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1999<\/li>\n<li>BURTT, Edwin A.\u00a0<strong>As bases metaf\u00edsicas da ci\u00eancia moderna<\/strong>. Bras\u00edlia: UnB, 1983.<\/li>\n<li>ROVIGHI, Sofia Vanni.\u00a0<strong>Hist\u00f3ria da filosofia moderna<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2000.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong><em>Navegue pelo netmundi.org<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<ol>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blog do Editor<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Posts<\/em>\u00a0sobre Filosofia<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/pensamentos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pensamentos de v\u00e1rios fil\u00f3sofos<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>John Locke nasceu em 1632, em Wrington, Inglaterra, e morreu em 1704, em High Laver, tamb\u00e9m na Inglaterra. Estudou em Oxford, onde teve contato pela primeira vez com a filosofia cartesiana, que lhe despertou grande interesse como alternativa mais adequada ao escolasticismo que ainda predominava no ensino filos\u00f3fico da \u00e9poca. Estudou medicina, dedicando-se \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o e travando conhecimento com alguns dos cientistas mais brilhantes da \u00e9poca. Ainda em Oxford, tornou-se m\u00e9dico particular de Anthony Ashley Cooper, futuro conde de Shaftesbury, assumindo finalmente o papel de assessor e secret\u00e1rio particular, \u00e0 medida que Shaftesbury ascendia politicamente. Participou intensamente do movimento pol\u00edtico que resultou na chamada Revolu\u00e7\u00e3o Gloriosa de 1689, que marcou o fim do absolutismo ingl\u00eas. Em fun\u00e7\u00e3o disso, precisou exilar-se duas vezes no continente; uma vez na Fran\u00e7a, onde manteve intensos contatos com a comunidade cartesiana, e outra na Holanda, retornando \u00e0 Inglaterra com a ascens\u00e3o de Guilherme de Orange ao trono ingl\u00eas. Locke escreveu duas obras de grande impacto na evolu\u00e7\u00e3o posterior da filosofia: o Ensaio sobre o Entendimento Humano, em que desenvolve sua epistemologia empirista, e os Dois Tratados sobre o Governo Civil, em que exp\u00f5e suas id\u00e9ias pol\u00edticas, ambas publicadas em 1690. Este post trata das ideias [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2626,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[191],"tags":[287,106,58,48,102],"class_list":["post-2624","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-filosofia-moderna-2","tag-david-hume","tag-descartes-2","tag-filosofia-moderna","tag-immanuel-kant","tag-john-locke"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>John Locke - Sobre o entendimento humano - netmundi.org<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"John Locke nasceu em 1632, em Wrington, Inglaterra, e morreu em 1704, em Oates, tamb\u00e9m na Inglaterra. 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