{"id":2553,"date":"2018-03-12T23:51:40","date_gmt":"2018-03-12T23:51:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?p=2553"},"modified":"2023-01-24T17:30:17","modified_gmt":"2023-01-24T17:30:17","slug":"platao-biografia-filosofia-obras-frases","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/platao-biografia-filosofia-obras-frases\/","title":{"rendered":"Plat\u00e3o &#8211; Biografia, filosofia, obras e frases"},"content":{"rendered":"\n<p>Plat\u00e3o (428 &#8211; 348 a.C) era um dos filhos prediletos do c\u00e9u. Os deuses o dotaram de todos os benef\u00edcios que podiam conceder a um mortal \u2014 nobre origem, pais ricos, boa apar\u00eancia, um esp\u00edrito l\u00facido num corpo de atleta (recebeu o apelido de Plato, dizia-se, em virtude de seus ombros largos) e um apaixonado amor pela sabedoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta procura do saber veio, aos vinte anos, a receber a influ\u00eancia de S\u00f3crates, que tinha naquele tempo sessenta e dois anos de idade. <strong>Plat\u00e3o venerou S\u00f3crates desde o princ\u00edpio<\/strong>. Reuniu-se ao grupo dos jovens e brilhantes intelectuais que acompanhavam a &#8220;mosca de Atenas&#8221; pelas ruas da cidade e ouvia-o, assombrado e deliciado, constranger os homens mais s\u00e1bios de Atenas, for\u00e7ando-os a admitir a pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Plat\u00e3o e a influ\u00eancia de S\u00f3crates<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/socrates.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/socrates-600x264.jpg\" alt=\"S\u00f3crates\" class=\"wp-image-2558\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Alcib\u00edades sendo ensinado por S\u00f3crates, 1777. \u00d3leo sobre tela. Fran\u00e7ois Andre Vincent.<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>S\u00f3crates era feio como um s\u00e1tiro e meigo como um santo. Um de seus mais h\u00e1beis disc\u00edpulos, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alcib%C3%ADades\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Alcib\u00edades<\/a>, comparava-o \u00e0quelas est\u00e1tuas que se vendiam na pra\u00e7a do mercado, em <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Atenas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Atenas<\/a>: <em>&#8220;Tem o aspeto exterior de um buf\u00e3o, mas, ao abri-las, encontramos dentro delas a imagem de um deus.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, n\u00e3o procurava S\u00f3crates atingir alturas divinas de sabedoria. Dedicava-se, ao inv\u00e9s disso, modestamente, como ele mesmo observava, \u00e0 tarefa de fazer perguntas. <strong><em>&#8220;H\u00e1 apenas uma coisa que sei&#8221;<\/em>, dizia, <em>&#8220;e \u00e9 que n\u00e3o sei nada&#8221;.<\/em><\/strong> E buscava demonstrar a todos que os outros tamb\u00e9m nada sabiam.<\/p>\n\n\n\n<p>Aplicava-se a aprender e a capacitar os outros a aprenderem. <em>&#8220;Minha m\u00e3e era parteira, e procuro seguir-lhe as pegadas. Sou um parteiro do esp\u00edrito, auxiliando os outros a dar \u00e0 luz suas pr\u00f3prias ideias&#8221;<\/em>, dizia S\u00f3crates.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota do editor:<\/strong> Esse aux\u00edlio ao qual S\u00f3crates se refere ficou conhecido como <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mai%C3%AAutica\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mai\u00eautica<\/a>, o famoso m\u00e9todo socr\u00e1tico de &#8220;parir ideias&#8221;. Essas ideias, contudo, j\u00e1 estariam latentes no ser humano e, atrav\u00e9s do di\u00e1logo, s\u00e3o aos poucos recordadas. Isso ocorre porque, na teoria das ideias de Plat\u00e3o, a alma, antes de descer a este mundo, contemplava essas ideias, que s\u00e3o esquecidas no nascimento. S\u00f3crates (ou Plat\u00e3o) \u00e9 tamb\u00e9m considerado um dos pais da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Dial%C3%A9tica#Hist%C3%B3ria_da_dial%C3%A9tica\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">dial\u00e9tica<\/a>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>E assim, discorria pelas ruas de Atenas este fil\u00f3sofo de frases simples e fei\u00e7\u00f5es grosseiras. Santo S\u00f3crates, de nariz chato, l\u00e1bios grossos, olhos saltados, corpo feio e divinos pensamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>E em toda parte fazia as suas perguntas elementares. O que \u00e9 a piedade? O que \u00e9 a democracia? O que \u00e9 a virtude? O que \u00e9 a coragem? O que \u00e9 a honestidade? O que \u00e9 a justi\u00e7a? O que \u00e9 a verdade? E qual \u00e9 o vosso trabalho, e que conhecimento e habilidade trouxestes a ele?<\/p>\n\n\n\n<p>Sois, porventura, homem do Estado? Neste caso, que aprendestes sobre governar? Sois professor? Que passos j\u00e1 destes no sentido de vencer a pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia antes de se atrever a atacar a ignor\u00e2ncia dos outros?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota do Editor:<\/strong> Essas perguntas s\u00e3o a base fundamental dos di\u00e1logos escritos por Plat\u00e3o. A respostas para v\u00e1rias das quest\u00f5es colocadas acima foram divididas em obras que narram os di\u00e1logos de S\u00f3crates.&nbsp; Fedro e O Banquete, por exemplo, s\u00e3o di\u00e1logos sobre o amor. F\u00e9don \u00e9 um di\u00e1logo sobre a imortalidade da alma, Cr\u00e1tilo fala sobre a linguagem. Cr\u00edtias \u00e9 um di\u00e1logo onde surge um relato sobre cidade m\u00edtica de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Atl%C3%A2ntida\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Atl\u00e2ntida<\/a>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com tais perguntas procedia ao interrogat\u00f3rio dos sabich\u00f5es e expunha-lhes a ignor\u00e2ncia. N\u00e3o fazia, contudo, de maneira perversa. Falava bastante sobre sua pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia. Era o seu prop\u00f3sito \u00fanico, chegar \u00e0 verdade pela elimina\u00e7\u00e3o do erro.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Sigo no rastro da verdade como um c\u00e3o de ca\u00e7a.&#8221;<\/em> Na busca da verdade descuidava de seus interesses, de seu trabalho \u2014 era escultor de of\u00edcio \u2014 e tamb\u00e9m de sua fam\u00edlia. Mas sua rabugenta esposa, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/X%C3%A2ntipe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Xantipa<\/a>, jamais perdia uma oportunidade para recordar esse descuido. Era S\u00f3crates um m\u00e1rtir da filosofia.<\/p>\n\n\n\n<p>E o que \u00e9, perguntava ele, a filosofia? O processo de racioc\u00ednio que nos capacita a conhecer nossa pr\u00f3pria personalidade. Conhece-te a ti mesmo. A maioria das pessoas, todavia, ao se conhecerem, se desiludem com esse conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando S\u00f3crates retirou dos olhos dos atenienses o espelho da vaidade e colocou-lhes \u00e0 frente o cristal da verdade, ficaram horrorizados. Viram, nesse cristal, n\u00e3o o reflexo de homens, mas a imagem de animais.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Links Sugeridos do netmundi:<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2017\/socrates-um-resumo-biografico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">S\u00f3crates \u2013 resumo biogr\u00e1fico<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/sofistas-socrates-virada-antropologica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Os sofistas e S\u00f3crates \u2013 a virada antropol\u00f3gica<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2016\/o-que-e-filosofia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O que \u00e9 Filosofia?<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Julgamento de S\u00f3crates<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/socrates-julgamento.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"592\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/socrates-julgamento-592x264.jpg\" alt=\"O Julgamento de S\u00f3crates\" class=\"wp-image-2566\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Como animais, os atenienses vaidosos e humilhados puseram-se a perseguir S\u00f3crates. Por um certo tempo se contentaram em ridiculariz\u00e1-lo. Mas, infelizmente, ocorreu uma trag\u00e9dia na atmosfera pol\u00edtica de Atenas, e muitos dos sentimentos mais puros dos cidad\u00e3os foram reduzidos a cinzas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tinham sido, os atenienses, derrotados na <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Guerra_do_Peloponeso\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">guerra do Peloponeso<\/a> (404 a. C.) \u2014 guerra travada entre a ditadura de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Esparta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Esparta<\/a>&nbsp;e a democracia de Atenas. A dec\u00eancia humana, a dignidade da vida e o sentido da liberdade individual tinham recebido um golpe mortal. A derrota ateniense foi seguida pela <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tirania_dos_Trinta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Tirania dos Trinta<\/a> e depois por uma s\u00e9rie de dist\u00farbios pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 n\u00e3o era Atenas um lugar seguro para a vida de um fil\u00f3sofo \u2014 especialmente um fil\u00f3sofo que ainda ousava insistir na livre express\u00e3o de seu pensamento. Uma certa manh\u00e3, voltando do mercado, encontrou S\u00f3crates a seguinte acusa\u00e7\u00e3o afixada contra ele:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>S\u00f3crates \u00e9 culpado crime: primeiro, por n\u00e3o adorar os deuses da cidade, mas introduzir novas divindades suas; segundo, por corromper a mocidade. A pena que lhe cabe \u00e9 a morte.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O principal acusador era um mercador de couros chamado <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%82nito\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00c2nito<\/a>. Nutria, esse homem, um velho rancor pessoal contra S\u00f3crates, pois este aconselhara o filho de \u00c2nito a desistir dos neg\u00f3cios do pai e dedicar-se \u00e0 Filosofia.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota do editor:<\/strong> os acusadores de S\u00f3crates, ao todo, s\u00e3o tr\u00eas: <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%82nito\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00c2nito<\/a>, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Meleto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Meleto<\/a> e L\u00edcon.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Esta criminosa corrup\u00e7\u00e3o da mocidade, insistia \u00c2nito, outra coisa n\u00e3o merecia sen\u00e3o a pena de morte. S\u00f3crates foi preso e submetido a julgamento. Tinha S\u00f3crates em suas m\u00e3os o poder de escapar da pena de morte, pois, de acordo com a lei ateniense, um condenado \u00e0 morte poderia optar pelo ex\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p>Um certo n\u00famero de amigos ricos, inclusive Plat\u00e3o, conseguira subornar o carcereiro. S\u00f3crates poderia escapar se quisesse. Mas n\u00e3o quis. O seu dia chegara, e ele estava pronto para partir.<\/p>\n\n\n\n<p>Preparara-se durante toda sua vida para enfrentar o perigo e, se necess\u00e1rio, a morte. Quando mo\u00e7o, ganhara o pr\u00eamio por bravura, em campo de batalha. Na maturidade, ocupando o cargo de senador, ele ousara desafiar a popula\u00e7\u00e3o inteira que clamava pela morte de um almirante acusado de covardia.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios anos depois, foi igualmente corajoso ao desafiar o tirano <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cr%C3%ADtias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cr\u00edtias<\/a>. O tirano lhe ordenou que trouxesse de volta \u00e0 Atenas um &#8220;rebelde democr\u00e1tico&#8221; chamado Leonte que fugira para Salamina. S\u00f3crates, contudo, recusou-se a obedecer \u00e0 essa ordem.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Eu teria sido morto, provavelmente por causa disso&#8221;<\/em>, diz-nos S\u00f3crates, <em>&#8220;se n\u00e3o tivesse ca\u00eddo logo o governo de Cr\u00edtias&#8221;.<\/em> E agora que estava realmente condenado \u00e0 morte, n\u00e3o vacilava.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Enfrentemos a morte como enfrentamos a vida: corajosamente. N\u00e3o h\u00e1 dificuldade, oh, ju\u00edzes meus, em fugir da morte, mas sim da culpa, pois esta \u00e9 mais veloz que a morte, e nos agarra com rapidez. Eu fui alcan\u00e7ado pela morte, voc\u00eas, pela culpa. Submeto-me \u00e0 minha puni\u00e7\u00e3o, e voc\u00eas, \u00e0 sua.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota do editor:<\/strong> A obra que narra o julgamento de S\u00f3crates \u00e9 <strong>Apologia de S\u00f3crates<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Links sugerido do netmundi<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2012\/o-julgamento-de-socrates\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O julgamento de S\u00f3crates<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2012\/socrates-sei-que-nada-sei\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">S\u00f3crates e o Or\u00e1culo de Delfos: a origem do \u201csei que nada sei\u201d<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/2014\/socrates-e-o-daemon\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fedro de Plat\u00e3o: O misterioso daemon de S\u00f3crates e o amor plat\u00f4nico<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Apologia-a-S%C3%B3crates-Plat%C3%A3o.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Livro Apologia de S\u00f3crates (PDF)<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A morte de S\u00f3crates<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/condena\u00e7\u00e3o-socrates.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/condena\u00e7\u00e3o-socrates-600x264.jpg\" alt=\"S\u00f3crates\" class=\"wp-image-2561\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>A Morte de S\u00f3crates &#8211; pintura de 1787 do pintor franc\u00eas Jacques-Louis David.<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>No \u00faltimo dia de sua vida visitou-o na pris\u00e3o um grupo de disc\u00edpulos. Descreve Plat\u00e3o a cena em seu <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/F%C3%A9don\">F\u00e9don<\/a>, obra que se encontra entre os grandes poemas \u00e9picos do mundo. Agrupam-se os disc\u00edpulos \u00e0 volta do mestre amado. Chama, S\u00f3crates, um deles para e afaga-lhe os cabelos enquanto explica suas ideias sobre a vida, a morte e a imortalidade da alma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a morte ou um sono eterno \u2014 suave esquecimento imortal em que n\u00e3o existe persegui\u00e7\u00e3o, nem injusti\u00e7a, nem desilus\u00e3o, nem sofrimento, nem afli\u00e7\u00e3o \u2014 ou uma porta atrav\u00e9s da qual passamos da terra para o c\u00e9u, \u00e1trio que conduz ao pal\u00e1cio dos deuses.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;E l\u00e1, meus amigos, ningu\u00e9m \u00e9 morto por suas opini\u00f5es. Alegrem-se, portanto, e n\u00e3o lamentem meu destino. Quando me descerem \u00e0 sepultura, digam que est\u00e3o a enterrar apenas meu corpo e n\u00e3o minha alma.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Aproxima-se a hora do p\u00f4r do sol. Entra o carcereiro com a cicuta e diz: <em>&#8220;Pe\u00e7o que n\u00e3o se aborre\u00e7a comigo, oh S\u00f3crates, pois outros s\u00e3o a criminosa causa de sua morte, e n\u00e3o eu&#8221;<\/em>. O carcereiro ent\u00e3o estende a ta\u00e7a a S\u00f3crates e come\u00e7a a chorar.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos ent\u00e3o se descontrolam e come\u00e7am a chorar e apenas S\u00f3crates se mantinha calmo. <em>&#8220;Que tolice \u00e9 essa?&#8221;<\/em> disse ele. <em>&#8220;Mandei embora as mulheres principalmente para evitar cena semelhante. Se acalmem, me permitam morrer em paz.&#8221;<\/em> Ouvindo isso, todos seguraram as l\u00e1grimas.<\/p>\n\n\n\n<p>E S\u00f3crates, tendo bebido a cicuta, deitou-se, pois o carcereiro assim aconselhou. Em pouco tempo o veneno progrediu para o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;E houve, ent\u00e3o, um movimento convulsivo e os olhos de S\u00f3crates se imobilizaram. Tal foi o fim de nosso mestre, a quem posso, verdadeiramente, chamar o mais s\u00e1bio, o mais suave e o melhor de todos os homens que conheci&#8221;<\/em>, escreveu Plat\u00e3o com grande eloqu\u00eancia e emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, partiu de Atenas em uma longa viagem de peregrina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As viagens de Plat\u00e3o, a Academia e os di\u00e1logos plat\u00f4nicos<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/plat\u00e3o-viagens.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/plat\u00e3o-viagens-600x264.jpg\" alt=\"As viagens de Plat\u00e3o\" class=\"wp-image-2568\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u00c9 muito prov\u00e1vel que tenha ido \u00e0 <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/It%C3%A1lia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">It\u00e1lia<\/a>, onde travou conhecimento com a <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2017\/pitagoras-o-numero-e-o-principio-de-tudo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">filosofia m\u00edstica de Pit\u00e1goras<\/a>, o fundador da matem\u00e1tica e o pai da m\u00fasica. De l\u00e1 foi \u00e0 <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sic%C3%ADlia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sic\u00edlia<\/a>, \u00e0 <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cirenaica\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cirenaica<\/a>, ao <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Egito\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Egito<\/a>, \u00e0 <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Judeia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jud\u00e9ia <\/a>e at\u00e9 \u00e0s margens do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rio_Ganges\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ganges<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao regressar a Atenas, ap\u00f3s uma peregrina\u00e7\u00e3o de doze anos, havia transformado seu esp\u00edrito em uma sala de tesouros de todo o saber acumulado no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00f3crates, contudo, era ainda o seu mestre supremo<\/strong>. Desse momento em diante, dedicaria a vida ao ensino das verdades do mestre. Com esse prop\u00f3sito, abriu uma escola de filosofia no jardim p\u00fablico de Atenas, conhecida como Academia, lugar encantador adornado de templos e est\u00e1tuas.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed, sobre a margem de um rio, estabeleceu sua imortal escola filos\u00f3fica e come\u00e7ou a expor a doutrina socr\u00e1tica, ou, como lhe chamamos hoje, a doutrina plat\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota do Editor:<\/strong>&nbsp;A <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Academia_de_Plat%C3%A3o\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Academia<\/a>&nbsp;foi fundada por volta de 347 a.C e se manteve em funcionamento por mais de novecentos anos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plat\u00e3o apresentou todas as suas ideias sob a forma de di\u00e1logos, pela boca de S\u00f3crates, de sorte que, at\u00e9 hoje, n\u00e3o sabemos exatamente onde acaba o pensamento de S\u00f3crates e onde come\u00e7a o de Plat\u00e3o<\/strong>. De uma coisa sabemos \u2014 que, para Plat\u00e3o, assim como para S\u00f3crates, o significado e a miss\u00e3o de toda a filosofia consiste na justi\u00e7a entre os homens. <em>&#8220;A justi\u00e7a \u00e9 a \u00fanica felicidade verdadeira. Apenas os injustos s\u00e3o infelizes&#8221;<\/em>, disse S\u00f3crates.<\/p>\n\n\n\n<p>E Plat\u00e3o acrescenta, falando, como de h\u00e1bito, atrav\u00e9s da boca do mestre:<em> &#8220;Porque \u00e9 a injusti\u00e7a o maior dos males que tem a alma, e a justi\u00e7a o bem maior&#8221;.<\/em>&nbsp;E foi a fim de investigar a natureza da justi\u00e7a que escreveu seus di\u00e1logos imortais.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi Plat\u00e3o o mais compreensivo dos grandes pensadores do mundo. <strong>De Plat\u00e3o procedem todas as coisas que ainda s\u00e3o escritas e debatidas entre os homens de pensamento<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico tema de interesse humano em que Plat\u00e3o n\u00e3o tenha tocado em sua busca dos princ\u00edpios da justi\u00e7a, busca que durou toda a sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>A fraternidade universal do homem, a eugenia, o socialismo, o comunismo, o feminismo, o controle da natalidade, o amor livre, a livre express\u00e3o, os padr\u00f5es de moralidade, a posse p\u00fablica da riquezas, das mulheres, das crian\u00e7as \u2014 s\u00e3o esses apenas, alguns dos problemas abordados em seus di\u00e1logos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, no fundo de todas essas discuss\u00f5es h\u00e1 um prop\u00f3sito \u00fanico: o seu desejo constante de ver a virtude estabelecida sobre o mundo. A virtude no indiv\u00edduo e a justi\u00e7a no Estado. Deseja ver um Estado em que S\u00f3crates, em vez de ser assassinado, fosse eleito rei. <strong>Ele descreve esse pa\u00eds imagin\u00e1rio em sua obra A Rep\u00fablica, a primeira utopia da hist\u00f3ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Rep\u00fablica: o governo ideal de Plat\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/milagre-grego3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/milagre-grego3-600x264.jpg\" alt=\"O Milagre Grego\" class=\"wp-image-2209\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Em quase nada o nome &#8220;Rep\u00fablica&#8221;, em Plat\u00e3o, se assemelha com a ideia moderna que temos dessa palavra<\/strong>. Para ter uma ideia adequada da Rep\u00fablica desse fil\u00f3sofo \u2014 tamb\u00e9m nome de uma de suas obras \u2014 examinemos a vida de seus cidad\u00e3os desde o nascimento.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o as crian\u00e7as, nascidas na Rep\u00fablica, o resultado de uma uni\u00e3o comunal. S\u00e3o os melhores homens que se unem \u00e0s melhores mulheres com o prop\u00f3sito \u00fanico de produzirem uma prole superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Os homens possuem em comum essas mulheres; n\u00e3o h\u00e1 de haver casamentos individuais nem fam\u00edlias particulares. Imediatamente ap\u00f3s o nascimento, as crian\u00e7as ser\u00e3o tiradas dos pais e colocadas sob a tutela do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 essencial que os pais n\u00e3o conhe\u00e7am os pr\u00f3prios filhos. Somente desta maneira pode tornar-se de fato a fraternidade algo universal, em lugar de ser apenas uma teoria. Todos podem ser verdadeiramente considerados como irm\u00e3os um dos outros. Quanto aos pais, n\u00e3o precisar\u00e3o limitar suas experi\u00eancias sexuais aos respectivos companheiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Se, depois de haverem dado crian\u00e7as ao Estado, desejarem &#8220;divertir-se \u00e0 vontade&#8221;, podem faz\u00ea-lo. Plat\u00e3o tamb\u00e9m aconselha o aborto em algumas circunst\u00e2ncias \u2014 se a mulher tiver mais de quarenta anos ou por controle populacional, por exemplo. Para Plat\u00e3o, o aborto \u00e9 permitido pois existe um momento em que a alma ainda n\u00e3o habita o feto.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o do amor livre, contudo, \u00e9 deixada sob a responsabilidade do indiv\u00edduo, e isto se aplica tanto \u00e0s mulheres quanto aos homens. A vida particular dos cidad\u00e3os n\u00e3o diz respeito ao Estado. Tudo que Estado exige \u00e9 que os cidad\u00e3os, na busca de sua felicidade individual, n\u00e3o prejudiquem felicidade dos outros.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A educa\u00e7\u00e3o na Rep\u00fablica de Plat\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Voltemos, no entanto, \u00e0s crian\u00e7as. Desde que nascem, s\u00e3o, como vimos, entregues aos cuidados do Estado. At\u00e9 \u00e0 idade de vinte anos recebem, todos, a mesma educa\u00e7\u00e3o. Essa educa\u00e7\u00e3o preliminar consiste, principalmente, em gin\u00e1stica e m\u00fasica \u2014 <strong>gin\u00e1stica para desenvolver a simetria do corpo, e m\u00fasica para desenvolver a harmonia da alma<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;O homem que n\u00e3o traz m\u00fasica na alma n\u00e3o \u00e9 digno de confian\u00e7a&#8221; pois o seu esp\u00edrito \u00e9 defeituoso e suas paix\u00f5es desequilibradas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00fasica \u2014 e a m\u00fasica, para Plat\u00e3o, abrange toda a harmonia, aud\u00edvel ou n\u00e3o \u2014 \u00e9 o princ\u00edpio fundamental que impede o mundo de cair num caos. \u00c9 a alma do Universo, assim como os planetas e as estrelas s\u00e3o o seu corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem m\u00fasica, seria o mundo um carv\u00e3o apagado e os c\u00e9us um punhado de cinzas mortas. <strong>A m\u00fasica, portanto, \u00e9 a parte essencial da educa\u00e7\u00e3o<\/strong>. \u00c9 a cristaliza\u00e7\u00e3o aud\u00edvel de uma harmonia divina que se faz presente em todos os lugares.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de atingirem a idade dos vinte anos devem todos os rapazes e todas as mo\u00e7as, conhecer a fundo os rudimentos da m\u00fasica e da gin\u00e1stica. Os rapazes e mo\u00e7as devem trabalhar e brincar juntos. As mo\u00e7as, como os rapazes, devem despir-se para fazer os seus exerc\u00edcios, pois, como diz Plat\u00e3o, os cidad\u00e3os do seu Estado ideal andar\u00e3o <em>&#8220;suficientemente cobertos com as virtudes&#8221;<\/em>. \u00c9 importante que n\u00e3o exista nenhum senso tolo de vergonha, nenhuma vergonha do corpo humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob a orienta\u00e7\u00e3o de mestres adequados, a crian\u00e7a normal apreciar\u00e1 tanto a gin\u00e1stica espiritual quanto os exerc\u00edcios corporais. A escola deveria ser, portanto, um gin\u00e1sio mental, um campo de recreio intelectual onde as crian\u00e7as procurem exceder-se na pr\u00e1tica fascinante da troca de ideias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A estrutura hier\u00e1rquica da Rep\u00fablica<\/h3>\n\n\n\n<p>Tal, portanto, \u00e9 educa\u00e7\u00e3o na Rep\u00fablica at\u00e9 \u00e0 idade de vinte anos. Depois disso realiza-se uma grande mudan\u00e7a. <strong>Os incapazes de educa\u00e7\u00e3o mais sofisticada s\u00e3o relegados \u00e0 classe mais baixa<\/strong> \u2014 isto \u00e9, granjeiros, lavradores e comerciantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes constituem o componente inferior do Estado. Os que continuam ap\u00f3s essa elimina\u00e7\u00e3o devem prosseguir em seu adestramento. Durante os dez anos seguintes \u2014 isto \u00e9, dos vinte aos trinta anos de idade \u2014 devem empreender o estudo das ci\u00eancias: aritm\u00e9tica, geometria e astronomia.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas mat\u00e9rias, no entanto, devem ser estudadas mais por motivos de ordem est\u00e9tica que de ordem pr\u00e1tica. Plat\u00e3o considerava indigno dos melhores cidad\u00e3os de sua Rep\u00fablica a utiliza\u00e7\u00e3o da aritm\u00e9tica no com\u00e9rcio, na constru\u00e7\u00e3o de pontes, ou na feitura de m\u00e1quinas.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo dos n\u00fameros, segundo Plat\u00e3o, servia apenas para duas coisas \u2014 permitir ao fil\u00f3sofo entrever a unidade real atrav\u00e9s da diversidade aparente das coisas e permitir ao comandante militar dispor os seus soldados em pelot\u00f5es, companhias e regimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o, portanto, os fil\u00f3sofos e soldados os \u00fanicos que necessitam de um estudo extensivo da matem\u00e1tica. Completado o estudo das ci\u00eancias aos trinta anos, realiza-se segunda mudan\u00e7a. <strong>Os que n\u00e3o conseguem aprova\u00e7\u00e3o no exame para um treino ainda mais elevado devem reunir-se numa classe m\u00e9dia \u2014 os soldados<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Destinam-se \u00e0 guarda do Estado. Desempenham os soldados um papel muito importante na Rep\u00fablica de Plat\u00e3o. Consagram-se a formar n\u00e3o uma f\u00f4r\u00e7a agressiva mas um poder defensivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Plat\u00e3o odiava a guerra, mas compreendia que a melhor maneira de desencorajar um invasor era uma espada invenc\u00edvel. Temos, pois, em sua Rep\u00fablica, uma classe m\u00e9dia de soldados \u2014<strong> ou, como lhes chama Plat\u00e3o, guardi\u00f5es<\/strong> \u2014 em adi\u00e7\u00e3o \u00e0 classe mais baixa de granjeiros, lavradores, e homens de neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>A classe mais baixa, recordamos, consiste nos que foram eliminados aos vinte anos, por inferioridade espiritual. A classe m\u00e9dia, abrange aqueles que, aos trinta anos, demonstraram-se incapazes de ingressar na classe superior: <strong>a dos fil\u00f3sofos-reis<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Plat\u00e3o e a classe dos fil\u00f3sofos-reis<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Os de mentalidade superior, que persistem ap\u00f3s as duas elimina\u00e7\u00f5es, est\u00e3o, agora, prontos para o estudo da Filosofia<\/strong>. Possuem trinta anos de idade. S\u00e3o esses os homens e mulheres que ser\u00e3o exercitados para dirigir o Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Rep\u00fablica de Plat\u00e3o, como vimos, h\u00e1 igualdade completa entre os sexos. Recebem o mesmo treino e alcan\u00e7am as mesmas posi\u00e7\u00f5es. Plat\u00e3o foi revolucion\u00e1rio ao argumentar que as mulheres t\u00eam as mesmas habilidades naturais que os homens para serem dirigentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um curso de cinco anos de Filosofia, esses homens e mulheres escolhidos terminam o seu preparo te\u00f3rico, mas n\u00e3o terminam a sua educa\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Devem passar por um curso posterior de bom governo. Devem descer das alturas de sua contempla\u00e7\u00e3o ao mundo desordenado da vida cotidiana.<\/p>\n\n\n\n<p>Por quinze anos devem envolver-se em tarefas pr\u00e1ticas at\u00e9 que, aos cinquenta, estejam prontos para assumir o papel de fil\u00f3sofos-reis.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Rep\u00fablica ideal, somente o fil\u00f3sofo \u00e9 digno de ser o dirigente. &#8220;A n\u00e3o ser que os fil\u00f3sofos se tornem governantes, ou os governantes estudem Filosofia, os homens sempre ser\u00e3o aflitos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Em que aspecto o fil\u00f3sofo se diferencia de seus semelhantes? Por sua habilidade em compreender a ideia perfeita do Bem, da qual \u00e9 o mundo material apenas uma sombra imperfeita \u2014 conforme Plat\u00e3o explica no seu Mito da Caverna. A ideia perfeita do Bem, o Sumo Bem, o Divino Segredo da vida, \u00e9 como luz brilhante no c\u00e9u do fil\u00f3sofo.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota do editor:<\/strong> O Mito da Caverna (ou Alegoria da Caverna) \u00e9 reconhecido pelos comentadores de Plat\u00e3o com um &#8220;resumo&#8221; de sua filosofia, al\u00e9m de uma cr\u00edtica \u00e0 condena\u00e7\u00e3o de S\u00f3crates. Nessa alegoria, este mundo f\u00edsico \u00e9 apenas uma sombra de um mundo espiritual perfeito: o mundo das ideias. O homem que consegue se libertar das correntes que o prendem caminha para fora da caverna e contempla a verdade das ideias e o Sumo Bem, representado pelo Sol ofuscante que brilha no c\u00e9u claro.&nbsp;Essa liberta\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s da eleva\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o. Contudo, ao voltar \u00e0 caverna para avisar aqueles que ainda est\u00e3o presos, este homem \u00e9 ridicularizado. Essa alegoria aparece na forma de um di\u00e1logo entre Glauco e S\u00f3crates na obra A Rep\u00fablica.<\/em><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Leia o di\u00e1logo do Mito da Caverna&nbsp;(PDF) :&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/O-MITO-DA-CAVERNA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Alegoria da Caverna: A Republica, 514a-517c<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O Sumo Bem &#8211; a miss\u00e3o do fil\u00f3sofo-rei<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Nossos esp\u00edritos comuns s\u00e3o, aqui embaixo, peda\u00e7os de espelhos quebrados nos quais se quebra a ideia em reflexos grotescos e irreconhec\u00edveis<\/strong>. Tem o fil\u00f3sofo, por miss\u00e3o, polir e dar forma ao espelho do seu esp\u00edrito, afim de receber uma clara imagem da ideia do Sumo Bem, da Luz da Raz\u00e3o que dirige as estrelas nos c\u00e9us e os problemas dos homens.<\/p>\n\n\n\n<p>E, tendo recebido esta clara indica\u00e7\u00e3o do prop\u00f3sito de Deus, cabe ao fil\u00f3sofo, em seguida, a tarefa de incorpor\u00e1-la ao melhor Estado poss\u00edvel para os homens.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Porque o Estado ideal deve sempre ser governado pelos melhores<\/strong>. E, na Rep\u00fablica de Plat\u00e3o, s\u00e3o os fil\u00f3sofos, ao mesmo tempo pelo adestramento e pela habilidade natural, os escolhidos de entre os melhores homens e mulheres que o Estado foi capaz de produzir. Formam esses fil\u00f3sofos dirigentes a classe mais alta. As demais classes devem lhes obedecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Afim de assegurar a honestidade desses funcion\u00e1rios p\u00fablicos, n\u00e3o haver\u00e1 entre eles propriedade privada. Tudo possuir\u00e3o em comum. Tomar\u00e3o as suas refei\u00e7\u00f5es em refeit\u00f3rios p\u00fablicos, e dormir\u00e3o juntos em alojamentos. N\u00e3o tendo interesses pessoais, estar\u00e3o protegidos do suborno e ter\u00e3o uma \u00fanica ambi\u00e7\u00e3o \u2014 estabelecer e perpetuar a justi\u00e7a entre os homens.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecemos, agora, a estrutura completa do Estado ideal. Penetremos nele afim de que possamos examinar alguns dos seus tra\u00e7os mais interessantes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pol\u00edtica, religi\u00e3o, legisla\u00e7\u00e3o e neg\u00f3cios na Rep\u00fablica<\/h3>\n\n\n\n<p>Os fil\u00f3sofos-governantes expulsaram o sistema pag\u00e3o de polite\u00edsmo. \u00c9 um insulto \u00e0 intelig\u00eancia deles acreditar nas narrativas infantis acerca dos deuses do Olimpo com suas bobas fraquezas humanas. A religi\u00e3o deve ser purificada de todos os seus mitos selvagens e milagres supersticiosos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Deve-se conservar, apenas, a religi\u00e3o compat\u00edvel com a raz\u00e3o humana<\/strong>. Que h\u00e1 sobre as rela\u00e7\u00f5es humanas? Essas rela\u00e7\u00f5es baseiam-se na conduta imparcial.<\/p>\n\n\n\n<p>Os neg\u00f3cios s\u00e3o considerados como degradantes, porque \u2014 afirma Plat\u00e3o \u2014 n\u00e3o pode um negociante, ao mesmo tempo, prosperar e ser honesto. Os criminosos, na Rep\u00fablica de Plat\u00e3o, s\u00e3o considerados como objeto de piedade. Sua atividade \u00e9 reprimida, n\u00e3o punida, pois a maldade \u00e9 o resultado da ignor\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Se um homem comete um crime, \u00e9 porque n\u00e3o foi convenientemente educado. \u00c9 uma criatura digna de pena que n\u00e3o compreende nem os pr\u00f3prios interesses.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode tornar d\u00f3cil um cavalo violento a\u00e7oitando-o, da mesma forma n\u00e3o se pode abrandar um homem simplesmente tratando-o da mesma forma. Se um criminoso \u00e9 louco, \u00e9 urgente curar-lhe a loucura. Se ignorante, \u00e9 preciso ensin\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Que se aplique o rem\u00e9dio da sabedoria, mas n\u00e3o se flagele o criminoso com o chicote da vingan\u00e7a. A enfermidade f\u00edsica, como a enfermidade moral, \u00e9 devido \u00e0 ignor\u00e2ncia. Uma educa\u00e7\u00e3o adequada eliminar\u00e1 as doen\u00e7as em larga escala.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos que se encontram incuravelmente doentes, deve-se permitir, misericordiosamente, que morram. Porque que morte r\u00e1pida \u00e9 prefer\u00edvel a uma longa enfermidade. Os advogados na Rep\u00fablica de Plat\u00e3o s\u00e3o um mal desnecess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Onde h\u00e1 conhecimento n\u00e3o h\u00e1 conflitos. As leis que governam o povo s\u00e3o poucas e de f\u00e1cil interpreta\u00e7\u00e3o, pois os dirigentes do Estado sabem que cada lei nova traz a semente de uma nova classe de contraventores.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dirigentes ensinam os cidad\u00e3os a governarem a si mesmos, de sorte que a necessidade de polici\u00e1-los se reduz ao m\u00ednimo. A principal tarefa do governo na Rep\u00fablica \u00e9 assegurar a felicidade dos governados, dar-lhes sa\u00fade, contentamento e lazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Beleza, justi\u00e7a e amor \u2014 s\u00e3o palavras santas na filosofia de Plat\u00e3o. O homem bom, o homem feliz \u2014 pois ser bom \u00e9 ser feliz \u2014 \u00e9 o homem justo, o homem harmonioso, homem cujas qualidades de car\u00e1ter perfeitamente afinadas executam sempre a nota certa na sinfonia da coopera\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse homem ideal da Rep\u00fablica ideal de Plat\u00e3o \u00e9 consagrado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da beleza, seja em seus filhos, seja em obras de arte ou em nobres feitos. Porque a beleza \u00e9 o reflexo da imortalidade. Ao criar uma obra de beleza vencemos a morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal era o sonho filos\u00f3fico de Plat\u00e3o, o sumo sacerdote da religi\u00e3o da Beleza. Ele concebeu uma cidade de homens ideais e colocou-a entre as estrelas para que nela os arquitetos do futuro usassem modelo para as suas pr\u00f3prias tentativas de aproximar a terra do c\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Link Sugerido do netmundi.org:<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2017\/a-republica-de-platao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Rep\u00fablica e o governo ideal de Plat\u00e3o<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desentendimentos com Dion\u00edsio I &#8211; Plat\u00e3o \u00e9 feito escravo<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/dionisio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/dionisio-600x264.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2594\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Plat\u00e3o e Dion\u00edsio I. Ilustra\u00e7\u00e3o de 1876, autor an\u00f4nimo<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>N\u00e3o se satisfez Plat\u00e3o, todavia, com a, simples cria\u00e7\u00e3o de uma utopia. Como o fil\u00f3sofo chin\u00eas Conf\u00facio, tentou, colocar em pr\u00e1tica as suas teorias filos\u00f3ficas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A convite de Dion\u00edsio I foi at\u00e9 Siracusa e procurou orientar o monarca. Dion\u00edsio, entretanto, era apenas rei e n\u00e3o fil\u00f3sofo. Se amedrontou com as ideias radicais de Plat\u00e3o e lhe amea\u00e7ou de morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Por intercess\u00e3o de alguns amigos de Plat\u00e3o, entretanto, poupou-lhe a vida mas vendeu-o como escravo. E assim, Plat\u00e3o, ao inv\u00e9s de transformar Dion\u00edsio num fil\u00f3sofo-rei, foi por ele transformado num fil\u00f3sofo-escravo.<\/p>\n\n\n\n<p>Felizmente para Plat\u00e3o, o homem que o comprara para a educa\u00e7\u00e3o de seus filhos era amante da sabedoria e da justi\u00e7a. Deu a liberdade a Plat\u00e3o e permitiu que fosse a Atenas. Ao voltar para a sua cidade natal recebeu Plat\u00e3o uma carta em que Dion\u00edsio lhe pedia desculpas.<\/p>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio todo, explicou o tirano, foi um terr\u00edvel engano, e ele, portanto, esperava que Plat\u00e3o o perdoasse e n\u00e3o fizesse mau ju\u00edzo a seu respeito. A essa carta respondeu Plat\u00e3o com desprezo: <em>&#8220;Estou muito ocupado com a minha filosofia para perder tempo pensando em Dion\u00edsio.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00daltimos anos<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/academia.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/academia-600x264.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2443\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/academia.png 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/academia-300x132.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Academia de Plat\u00e3o. Pintura de Rafael Sanzio (1510).<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Durante muito tempo Plat\u00e3o continuou dando li\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas no jardim de sua Academia \u2014 conversa\u00e7\u00f5es que eram como um discurso celestial. Entre essas conversa\u00e7\u00f5es, j\u00e1 se encontrava seu mais ilustre disc\u00edpulo, <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/aristoteles-biografia-filosofia-obras-e-frases\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arist\u00f3teles<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota do Editor<\/strong>: Apesar de Arist\u00f3teles dever sua espl\u00eandida forma\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica a Plat\u00e3o, o disc\u00edpulo ir\u00e1 discordar do mestre em v\u00e1rios pontos. Essa discord\u00e2ncia n\u00e3o significa uma pretensa superioridade, mas algo corriqueiro na tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica. \u00c9 comum que as novas gera\u00e7\u00f5es de fil\u00f3sofos se apoiem nos antigos, apontando seus erros e criando suas pr\u00f3prias ideias. Essa diverg\u00eancia aparece no quadro de Rafael (acima) onde Plat\u00e3o aponta para cima (o mundo das ideias) e Arist\u00f3teles&nbsp;faz um gesto para baixo, sugerindo que nos voltemos mais para este mundo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Um dia, com oitenta e um anos, estava presente \u00e0 festa nupcial de um jovem amigo e se cansou do barulho que faziam. Pedindo que o desculpassem, foi para um quarto descansar. A festa tornou-se cada vez mais barulhenta. Os convivas esqueceram-se do velho e cansado fil\u00f3sofo que procurava descansar no meio de toda aquela confus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Horas depois, p\u00e9 ante p\u00e9, o noivo entrou no quarto para ver como estava o mestre. Plat\u00e3o estava deitado e im\u00f3vel. Os insignificantes ru\u00eddos do mundo j\u00e1 o n\u00e3o perturbavam. O rei dos fil\u00f3sofos fora, por fim, chamado a entrar na pac\u00edfica Rep\u00fablica da Morte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Links sugeridos do netmundi:<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2018\/aristoteles-biografia-filosofia-obras-e-frases\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arist\u00f3teles \u2013 Biografia, filosofia, obras e frases<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2014\/a-metafisica-em-platao-e-aristoteles\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Metaf\u00edsica em Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/2017\/platao-etica-do-belo-e-do-bom\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Plat\u00e3o \u2013 a \u00e9tica do Belo e do Bom<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/2017\/platao-5-livros-para-baixar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Plat\u00e3o | 5 livros para baixar<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/2017\/aristoteles-16-livros-para-baixar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arist\u00f3teles | 16 livros para baixar<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em><strong>Autor:&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Henry_T._Schnittkind\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Henry Thomas Schnittkind<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Texto original extra\u00eddo do livro&nbsp;<strong><em>&#8220;Vida de Grandes Fil\u00f3sofos&#8221;<\/em><\/strong>, 1944, de Henry Thomas e Dana Thomas. Editora Livraria do Globo.<br>Adapta\u00e7\u00f5es, notas, links e frases &#8211; <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/home\/quem-sou\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Alfredo Carneiro<\/a>,&nbsp;editor do netmundi.org<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas do editor<\/h3>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>DUMONT, J. P.&nbsp;<strong>Elementos de hist\u00f3ria da filosofia antiga<\/strong>. Bras\u00edlia: EdUnB, 2005<\/li>\n\n\n\n<li>HADOT, P.&nbsp;<strong>O que \u00e9 a Filosofia antiga?<\/strong>&nbsp;S\u00e3o Paulo: Lisboa, 1999.<\/li>\n\n\n\n<li>LA\u00caRTIOS, D.&nbsp;<strong>Vida e doutrinas dos fil\u00f3sofos ilustres<\/strong>. Bras\u00edlia: Ed UnB, 1997.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/separador.gif\"><\/a><\/h3>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Texto Complementar &#8211; O Banquete (sobre o amor)<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/A-republica-plat\u00e3o-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"264\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/A-republica-plat\u00e3o-1-600x264.jpg\" alt=\"A Rep\u00fablica de Plat\u00e3o\" class=\"wp-image-2572\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>O Banquete de Plat\u00e3o, por Anselm Feuerbach (1873)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><em><strong>Nota do Editor:<\/strong> O texto abaixo faz parte do texto original de Henry Thomas utilizado neste post, todavia, o autor demora em identificar que se trata da biografia de Plat\u00e3o. Para o leitor,&nbsp; pesquisador e estudante, \u00e9 importante identificar o tema&nbsp; principal logo no in\u00edcio (principalmente na internet). Ent\u00e3o, optei por transformar essa abertura em texto complementar para evitar equ\u00edvocos. O Banquete \u00e9 um di\u00e1logo plat\u00f4nico sobre o amor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Realizava-se um banquete na casa do poeta ateniense <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Agat%C3%A3o\">Agaton<\/a>. Tendo conquistado o primeiro pr\u00eamio com um drama de sua autoria, no <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Teatro_na_Gr%C3%A9cia_Antiga\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Teatro Grego<\/a>, o poeta convidara seus amigos para com celebrar. Discutiam um de seus temas prediletos \u2014 o amor.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada um tentava explicar a ideia que fazia de t\u00e3o absorvente t\u00f3pico. Disse Fedro: <em>&#8220;o amor \u00e9 o mais velho dos deuses, e um dos mais poderosos. \u00c9 o princ\u00edpio que transforma em her\u00f3is os jovens comuns, pois o enamorado envergonha-se de fazer papel de covarde diante de sua amada. Dai-me um ex\u00e9rcito de enamorados e poderei conquistar o mundo.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Sim&#8221;<\/em>, concorda Paus\u00e2nias, o orador seguinte, <em>&#8220;mas \u00e9 preciso distinguir entre o amor terreno e o amor divino \u2014 a atra\u00e7\u00e3o entre dois corpos, de um lado, e a afinidade entre duas almas, de outro. O amor vulgar, do corpo cria asas e foge ao passar a juventude. Mas o nobre amor da alma \u00e9 perp\u00e9tuo&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Interv\u00e9m ent\u00e3o, o comedi\u00f3grafo <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Arist%C3%B3fanes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arist\u00f3fanes<\/a>, com uma explica\u00e7\u00e3o completamente nova a respeito do amor. Contou que nos velhos tempos andavam os dois sexos unidos num s\u00f3 corpo. Era esse corpo redondo como uma bola, tinha quatro m\u00e3os, quatro p\u00e9s e dois rostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Movimentava-se com assombrosa rapidez utilizando-se de seus oito membros, como se fossem raios de uma roda, numa s\u00e9rie de cont\u00ednuos saltos mortais! Terr\u00edvel era a habilidade dessa ra\u00e7a e ilimitada sua ambi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Planejavam escalar os c\u00e9us e atacar os deuses, quando J\u00fapiter teve a ideia de cort\u00e1-los em dois. Ficaram, assim, apenas com a metade de sua for\u00e7a. Desse dia em diante as duas metades daquele corpo, o masculino e o feminino, v\u00eam se consumindo no ardente desejo de se reunirem outra vez num s\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa humor\u00edstica interpreta\u00e7\u00e3o do amor \u00e9 seguida de v\u00e1rias outras defini\u00e7\u00f5es interessantes at\u00e9 que, por fim, \u00e9 solicitado o convidado de honra, S\u00f3crates, a fazer algumas observa\u00e7\u00f5es sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Depois de toda essa eloqu\u00eancia&#8221;,<\/em> principia S\u00f3crates,<em> &#8220;sinto-me petrificado, aparvalhado. Como poder\u00e1 a minha estupidez competir com tamanha sabedoria?&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>E, tendo feito esse <strong>socr\u00e1tico pref\u00e1cio de ir\u00f4nica mod\u00e9stia<\/strong>, come\u00e7a refutando toda a <em>&#8220;sabedoria&#8221;<\/em> deles com a sua <em>&#8220;estupidez&#8221;<\/em>. Despeda\u00e7a-lhes os argumentos com uma s\u00e9rie de perguntas irrespond\u00edveis e continua, ent\u00e3o, esse processo destrutivo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;O amor,&#8221;<\/em> observa, <em>&#8220;\u00e9 o ardente desejo da alma humana pela beleza divina. O amante anseia n\u00e3o somente por encontrar a beleza, mas por cri\u00e1-la, por perpetu\u00e1-la, por plantar no corpo mortal a semente da imortalidade. \u00c9 por isso que se amam os sexos uns aos outros \u2014 para se reproduzirem e, assim, prolongarem o tempo at\u00e9 a eternidade&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;E \u00e9 por isso que os pais amam seus filhos. Porque a alma dos pais cria n\u00e3o apenas filhos mas tamb\u00e9m investigadores e companheiros, colaboradores e sucessores na eterna busca da beleza.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;E que \u00e9 essa beleza que todos buscamos perpetuar atrav\u00e9s do amor? \u00c9 a sabedoria, a virtude, a honra, a coragem, a justi\u00e7a e a f\u00e9. Numa palavra, beleza \u00e9 verdade. E a verdade \u00e9 o caminho que conduz diretamente \u00e0 Deus.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Todos aplaudem o discurso do fil\u00f3sofo e passam, depois, a tratar de assuntos mais prosaicos. Iniciam um concurso de bebida que dura toda a noite. Um por um, v\u00e3o caindo b\u00eabados at\u00e9 que reste apenas tr\u00eas \u2014 Arist\u00f3fanes, Agaton e S\u00f3crates.<\/p>\n\n\n\n<p>Bebem de uma grande ta\u00e7a que passam um para o outro, e S\u00f3crates explica aos dois poetas que o grande comedi\u00f3grafo deve ser tamb\u00e9m um grande dramaturgo. Arist\u00f3fanes \u00e9 o primeiro a pegar no sono.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, ao amanhecer, adormece Agaton. S\u00f3crates deita-os delicadamente para que descansem, bebe a \u00faltima ta\u00e7a em honra do deus do vinho, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Dioniso\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dioniso<\/a>, e reinicia a sua tarefa di\u00e1ria de difundir a sabedoria entre os cidad\u00e3os de Atenas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um dos convidados desse famoso banquete era um disc\u00edpulo de S\u00f3crates, jovem que imortalizaria mais tarde, as proezas mentais e a resist\u00eancia f\u00edsica de seu mestre. O nome desse jovem era Plat\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Frases de S\u00f3crates (atribu\u00eddas a Plat\u00e3o)<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/frases-socrates.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"186\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/frases-socrates.jpg\" alt=\"Frases de S\u00f3crates\" class=\"wp-image-2604\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/frases-socrates.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/frases-socrates-300x93.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><em>&#8220;Calar a Filosofia \u00e9 calar a voz da pr\u00f3pria vida.&#8221;<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>&#8220;Uma vida irrefletida n\u00e3o vale a pena ser vivida.&#8221;<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>&#8220;N\u00e3o consulte os deuses e nem os p\u00e1ssaros, n\u00e3o consulte nada nem ningu\u00e9m sobre aquilo que podes saber por ti mesmo.&#8221;<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>&#8220;Ainda que eu saiba pouca coisa, n\u00e3o acredito saber aquilo que n\u00e3o sei.&#8221;<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>&#8220;Procurando, segundo a vontade de Deus, pareceu-me que os mais ignorantes eram mais capazes quanto \u00e0 sabedoria.&#8221;<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>&#8220;A ignor\u00e2ncia mais reprov\u00e1vel \u00e9 acreditar saber aquilo que n\u00e3o sabe.&#8221;<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>&#8220;Eu reprovo todas aqueles que fazem pouco caso das coisas de grande import\u00e2ncia e grande caso de bobagens.&#8221;<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>&#8220;A virtude n\u00e3o nasce da riqueza, mas, ao contr\u00e1rio, s\u00e3o as riquezas que nascem da virtude.&#8221;<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>&#8220;O esp\u00edrito que se inquieta com mil necessidades, criadas por ele mesmo, \u00e9 mais livre que o esp\u00edrito que se entrega aos mais belos pensamentos?&#8221;<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>&#8220;Quanto mais um homem diminui suas necessidades, mais se aproxima das condi\u00e7\u00f5es divinas.&#8221;<\/em><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Mais frases e imagens de S\u00f3crates e outros pensadores<\/strong>: <a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/pensamentos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>netmundi.org &#8211; pensamentos<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Lista de Obras de Plat\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/trecho-a-republica.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"226\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/trecho-a-republica.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2602\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/trecho-a-republica.jpg 600w, https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/trecho-a-republica-300x113.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Papiro com trechos da Rep\u00fablica de Plat\u00e3o. Os manuscritos foram encontrados por arque\u00f3logos em um antigo dep\u00f3sito de lixo no Egito<\/strong>.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Eut%C3%ADfron\">Eut\u00edfron<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Apologia_de_S%C3%B3crates\">Apologia de S\u00f3crates<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cr%C3%ADton\">Cr\u00edton<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/F%C3%A9don\">F\u00e9don<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cr%C3%A1tilo_(di%C3%A1logo)\">Cr\u00e1tilo<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Teeteto\">Teeteto<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sofista_(di%C3%A1logo)\">Sofista<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pol%C3%ADtico_(di%C3%A1logo)\">Pol\u00edtico<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Parm%C3%AAnides_(di%C3%A1logo)\">Parm\u00eanides<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Filebo\">Filebo<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/O_Banquete\">O Banquete<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Fedro\">Fedro<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Primeiro_Alcib%C3%ADades\">Alcib\u00edades I<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Segundo_Alcib%C3%ADades\">Alcib\u00edades II<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Hiparco_(di%C3%A1logo)\">Hiparco<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Amantes_Rivais\">Amantes Rivais<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Teages\">Teages<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/C%C3%A1rmides\">C\u00e1rmides<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Laques\">Laques<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADsis\">L\u00edsis<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Eutidemo\">Eutidemo<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Prot%C3%A1goras_(di%C3%A1logo)\">Prot\u00e1goras<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/G%C3%B3rgias_(di%C3%A1logo)\">G\u00f3rgias<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/M%C3%AAnon\">M\u00eanon<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/H%C3%ADpias_menor\">H\u00edpias menor<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/H%C3%ADpias_maior\">H\u00edpias maior<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%8Don_(di%C3%A1logo)\">\u00cdon<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Menex%C3%AAno\">Menex\u00eano<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Clitofon\">Clitofon<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/A_Rep%C3%BAblica\">A Rep\u00fablica<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Timeu\">Timeu<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cr%C3%ADtias_(di%C3%A1logo)\">Cr\u00edtias<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Minos_(di%C3%A1logo)\">Minos<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Leis_(di%C3%A1logo)\">Leis<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ep%C3%ADnomis\">Ep\u00ednomis<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ep%C3%ADstolas_(Plat%C3%A3o)\">Ep\u00edstolas<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Plat\u00e3o (428 &#8211; 348 a.C) era um dos filhos prediletos do c\u00e9u. Os deuses o dotaram de todos os benef\u00edcios que podiam conceder a um mortal \u2014 nobre origem, pais ricos, boa apar\u00eancia, um esp\u00edrito l\u00facido num corpo de atleta (recebeu o apelido de Plato, dizia-se, em virtude de seus ombros largos) e um apaixonado amor pela sabedoria. Nesta procura do saber veio, aos vinte anos, a receber a influ\u00eancia de S\u00f3crates, que tinha naquele tempo sessenta e dois anos de idade. Plat\u00e3o venerou S\u00f3crates desde o princ\u00edpio. Reuniu-se ao grupo dos jovens e brilhantes intelectuais que acompanhavam a &#8220;mosca de Atenas&#8221; pelas ruas da cidade e ouvia-o, assombrado e deliciado, constranger os homens mais s\u00e1bios de Atenas, for\u00e7ando-os a admitir a pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia. Plat\u00e3o e a influ\u00eancia de S\u00f3crates Alcib\u00edades sendo ensinado por S\u00f3crates, 1777. \u00d3leo sobre tela. Fran\u00e7ois Andre Vincent. S\u00f3crates era feio como um s\u00e1tiro e meigo como um santo. Um de seus mais h\u00e1beis disc\u00edpulos, Alcib\u00edades, comparava-o \u00e0quelas est\u00e1tuas que se vendiam na pra\u00e7a do mercado, em Atenas: &#8220;Tem o aspeto exterior de um buf\u00e3o, mas, ao abri-las, encontramos dentro delas a imagem de um deus.&#8221; No entanto, n\u00e3o procurava S\u00f3crates atingir alturas divinas de sabedoria. [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4202,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[192],"tags":[237,286,196,40],"class_list":["post-2553","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-filosofia-antiga-2","tag-a-republica","tag-o-banquete","tag-platao","tag-socrates"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Plat\u00e3o - Biografia, filosofia, obras e frases - netmundi.org<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Plat\u00e3o era um dos filhos prediletos do c\u00e9u. 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