{"id":182,"date":"2014-02-04T15:06:07","date_gmt":"2014-02-04T15:06:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/?p=182"},"modified":"2023-04-12T23:33:51","modified_gmt":"2023-04-12T23:33:51","slug":"levinas-filosofia-da-alteridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/filosofia\/levinas-filosofia-da-alteridade\/","title":{"rendered":"Emmanuel L\u00e9vinas: Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Filosofia da Alteridade"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O fil\u00f3sofo lituano-franc\u00eas Emmanuel L\u00e9vinas (1906-1995) \u00e9 considerado um dos mais influentes pensadores \u00e9ticos do s\u00e9culo XX. Desenvolveu uma filosofia baseada na ideia de <a aria-label=\"undefined (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alteridade\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Alteridade<\/a>.<\/strong> Segundo L\u00e9vinas, quando o outro \u00e9 percebido como Alteridade torna-se <em>absolutamente Outro<\/em>, incompreens\u00edvel, transcendente e incontorn\u00e1vel, fonte das grandes experi\u00eancias de vida e base genu\u00edna da \u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para desenvolver sua argumenta\u00e7\u00e3o, L\u00e9vinas criou termos (chamados de <em>categorias levinasianas<\/em>) que aqui ser\u00e3o identificados com inicial mai\u00fascula, como Alteridade, Infinito, Totalidade, Outro, Rosto e Mesmo. Esses conceitos se relacionam de forma a demonstrar as falhas da filosofia ocidental e propor uma nova vis\u00e3o \u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alteridade, Outro e Mesmo<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>L\u00e9vinas pretende romper com a \u00e9tica da filosofia ocidental, que, segundo o fil\u00f3sofo, desconsidera a Alteridade do Outro<\/strong>. Para a mentalidade ocidental o Outro \u00e9 aceito apenas se convertido e reduzido ao <em>&#8220;eu<\/em>&#8220;: minha cultura, religi\u00e3o, ideologia, filosofia ou vis\u00e3o de mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal perspectiva reducionista define a pr\u00f3pria exist\u00eancia a partir do &#8220;<em>ser&#8221; <\/em>(que surge com Parm\u00eanides: <em>&#8220;O ser \u00e9, o n\u00e3o-ser n\u00e3o \u00e9&#8221;<\/em>) e do &#8220;eu&#8221; ou <em>ego cogito<\/em> (<em>&#8220;Penso, logo existo&#8221;<\/em> de Descartes). <strong>Segundo L\u00e9vinas, essas s\u00e3o as bases filos\u00f3ficas do pensamento ocidental que constituem a realidade apenas a partir de si mesmas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A filosofia busca totalizar todas as coisas, ter uma s\u00edntese total da exist\u00eancia, inclusive do eu individual, deixando-nos &#8220;lado a lado&#8221; e n\u00e3o &#8220;face a face&#8221;. (HUTCHENS, 2007)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Fundamentada nessas bases, a \u00e9tica ocidental (e a pr\u00f3pria filosofia) justifica a guerra e a viol\u00eancia contra o Outro, uma vez que o Outro torna-se amea\u00e7a \u00e0 vis\u00e3o de mundo reduzida e egoc\u00eantrica. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Outro, estando al\u00e9m do &#8220;eu&#8221; (ou do Mesmo), \u00e9 entendido como nada, n\u00e3o-humano ou inexistente, portanto, pode sofrer viol\u00eancia ou ser eliminado sem preju\u00edzo \u00e0 consci\u00eancia, afinal, resistiu \u00e0 &#8220;verdade&#8221;, sendo culpado de seu sofrimento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Totalidade, Infinito e Rosto<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>A forma de ver o mundo a partir de si mesmo, negando a Alteridade do Outro, \u00e9 chamada por L\u00e9vinas de pensamento totalizante ou Totalidade. Contudo, \u00e9 imposs\u00edvel viver fora da Totalidade (a identidade que formou meu ser).<strong> <\/strong>Por outro lado, a Totalidade n\u00e3o pode ser base para a \u00e9tica ou a rela\u00e7\u00e3o com o Outro.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A face do ser que se mostra na guerra fixa-se no conceito de totalidade que domina a filosofia ocidental. Os indiv\u00edduos reduzem-se a\u00ed a portadores de formas que os comandam sem eles saberem. Os indiv\u00edduos v\u00e3o buscar na totalidade o seu sentido (invis\u00edvel fora dela).&#8221; (LEVINAS, 2008, p.8)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>O que L\u00e9vinas prop\u00f5e \u00e9 uma nova rela\u00e7\u00e3o entre Totalidade e Alteridade que n\u00e3o seja excludente e destrutiva, mas de aceita\u00e7\u00e3o m\u00fatua<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00e9vinas entende que as rela\u00e7\u00f5es \u00e9ticas s\u00e3o transcendentais, estariam al\u00e9m da possibilidade de apreens\u00e3o do &#8220;eu&#8221; e do &#8220;ser&#8221;. <strong>Contudo, \u00e9 importante frisar que &#8220;transcendental&#8221; n\u00e3o tem sentido divino ou sobrenatural, mas sim de algo &#8220;al\u00e9m de mim&#8221; e, portanto, ainda assim inating\u00edvel<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, a \u00e9tica em L\u00e9vinas assume car\u00e1ter sagrado, pois sendo o Outro transcendente, as rela\u00e7\u00f5es com o Outro equivalem \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com Deus ou com o Infinito, algo al\u00e9m de minha capacidade de apreens\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se o sofrimento do Outro n\u00e3o me afeta, \u00e9 porque ele est\u00e1 reduzido \u00e0 Totalidade, fato que me impede de ver seu Rosto<\/strong>. O Outro \u00e9 sempre estrangeiro para mim, ainda que seja irm\u00e3o, vizinho ou viajante. Mas a vis\u00e3o do Rosto, quando acontece, sempre surpreende, pois \u00e9 vis\u00e3o do Outro nunca antes percebida que rompe minha Totalidade e minha ingenuidade. Deixamos de ficar &#8220;<em>lado a lado&#8221;<\/em> e ficamos <em>&#8220;face a face&#8221;<\/em>. <strong>Rosto \u00e9 um conceito de L\u00e9vinas que sintetiza sua \u00e9tica e possui uma complexidade que n\u00e3o pode ser abordada em um texto introdut\u00f3rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso o nome da principal obra de L\u00e9vinas \u00e9 <em>Totalidade<\/em> e Infinito, pois a rela\u00e7\u00e3o \u00e9tica \u00e9 sempre rela\u00e7\u00e3o do &#8220;eu&#8221; (Totalidade) com algo irredut\u00edvel ao pensamento (Infinito). <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Querer reduzir o <em>Outro <\/em>ao pensamento \u00e9 querer, com minha Totalidade, abarcar o Infinito<\/strong>. Mas isso, obviamente, \u00e9 imposs\u00edvel. Se acredito que conhe\u00e7o o Outro, isso \u00e9 apenas ilus\u00e3o ego\u00edsta da Totalidade. A vis\u00e3o do Rosto, que \u00e9 vest\u00edgio de Infinito, \u00e9 a s\u00fabita percep\u00e7\u00e3o disso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A \u00e9tica da Alteridade<\/h2>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>A rela\u00e7\u00e3o \u00e9tica genu\u00edna ocorre quando a Alteridade \u00e9 preservada sem, contudo, deixar de acolher o Outro em sua fragilidade e necessidade<\/strong>.<strong> \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o de passagem e aceita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de concord\u00e2ncia, posse ou identidade<\/strong>,<strong> pois o &#8220;eu&#8221; ser\u00e1 sempre o Mesmo e o outro ser\u00e1 sempre o Outro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa insist\u00eancia de L\u00e9vinas no Outro como Alteridade (e consequentemente como Infinito) <strong>busca<\/strong> <strong>transportar para a \u00e9tica uma das mais antigas experi\u00eancias humanas: a experi\u00eancia com o sagrado<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata da experi\u00eancia das religi\u00f5es, principalmente quando dogm\u00e1ticas, pois apenas reduzem o Outro ao Mesmo. Trata-se das aut\u00eanticas experi\u00eancias com a Alteridade, quando h\u00e1 assombro e s\u00fabita percep\u00e7\u00e3o de algo al\u00e9m de qualquer tentativa de posse ou redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a experi\u00eancia que L\u00e9vinas chama de <em>epifania<\/em> do Rosto, e marca claramente a fronteira entre religi\u00e3o (que \u00e9 rela\u00e7\u00e3o com o Mesmo) e religiosidade (rela\u00e7\u00e3o com o Infinito), pois rompe a ingenuidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A viol\u00eancia \u00e9 uma das chaves para o entendimento da \u00e9tica da Alteridade de L\u00e9vinas, pois a redu\u00e7\u00e3o do Outro ao Mesmo sempre gera algum tipo de viol\u00eancia que parte daquele que recusa ou reduz Alteridade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que a filosofia de Emmanuel L\u00e9vinas pare\u00e7a religiosa, o fil\u00f3sofo pretende com isso demonstrar uma metaf\u00edsica positiva de aceita\u00e7\u00e3o do Outro \u2014 uma \u00e9tica da Alteridade. Evita, assim, a metaf\u00edsica negativa (\u00e9tica excludente da teologia, filosofia e pol\u00edtica ocidentais), pois, nesses casos, a \u00fanica certeza clara, nas palavras de L\u00e9vinas, \u00e9 <em>&#8220;a certeza da paz que traz a evid\u00eancia da guerra&#8221;<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Autor<\/strong>:&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.netmundi.org\/home\/quem-sou\/\" target=\"_blank\">Alfredo Carneiro<\/a>&nbsp;\u2013 Graduado em Filosofia e p\u00f3s-graduado em Filosofia e Exist\u00eancia pela Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancia Bibliogr\u00e1fica<\/h3>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>CARNEIRO, Alfredo. <strong>Rela\u00e7\u00e3o entre Deus e o Homem em L\u00e9vinas<\/strong>. 40p. Monografia Filosofia \u2013 UCB, Bras\u00edlia-DF, 2016.<\/li>\n\n\n\n<li>L\u00c9VINAS, Emmanuel. <strong>Totalidade e Infinito<\/strong>, Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70, 2008<\/li>\n\n\n\n<li>HUTCHENS B. C. <strong>Comprender L\u00e9vinas<\/strong>. Petr\u00f3polis: Editora Vozes, 2004<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fil\u00f3sofo lituano-franc\u00eas Emmanuel L\u00e9vinas (1906-1995) \u00e9 considerado um dos mais influentes pensadores \u00e9ticos do s\u00e9culo XX. Desenvolveu uma filosofia baseada na ideia de Alteridade. Segundo L\u00e9vinas, quando o outro \u00e9 percebido como Alteridade torna-se absolutamente Outro, incompreens\u00edvel, transcendente e incontorn\u00e1vel, fonte das grandes experi\u00eancias de vida e base genu\u00edna da \u00e9tica. 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