FILOSOFIA

Filosofia Moderna

A Filosofia Moderna tem uma “certidão de nascimento”, que é a publicação da obra Discurso sobre o Método em 1657, pelo filósofo francês René Descartes. O mundo ocidental já dava sinais de profundas mudanças com o Renascimento, mas será a partir de Descartes que a Era Moderna irá inaugurar o modo racional e científico de investigação, inspirado no método cartesiano. A partir de então, profundas mudanças políticas e científicas na Europa irão inspirar muitos filósofos notáveis como Rousseau, Locke, David Hume e Immanuel Kant, mas sempre baseados no estilo racional e metódico que marcou a Filosofia Moderna.

O utilitarismo e a pena de morte

O utilitarismo é uma teoria ética surgida no século XIX como resultado do trabalho dos pensadores Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806-1873). Ao contrário das “éticas de dever”, como a kantiana ou mesmo os mandamentos religiosos (como p.ex. “não matarás”), o utilitarismo avalia cada caso e pode permitir que soluções radicais, como a pena de morte, sejam justificadas desde que esses atos proporcionem o bem-estar de uma grande quantidade de ... Leia Mais >>

A natureza humana em Michel Montaigne e Blaise Pascal

A Era Moderna corresponde ao aumento da diversidade cultural, causado pela decadência do sistema feudal e surgimento do capitalismo. A Igreja ainda mantém forte influência e os pensadores modernos, como Michel de Montaigne e Blaise Pascal, enfrentam a pluralidade de perspectivas que surge com o choque de culturas e costumes. Dentro desta nova realidade, filósofos modernos deverão responder o que é a natureza humana. Tanto Montaigne como Pascal eram pensadores cristãos, o que ... Leia Mais >>

Michel de Montaigne, o primeiro blogueiro

A principal obra de Michel de Montaigne (1533-1592), Os Ensaios, foi publicada em 1580. Nessa época, a Igreja Católica exercia censura sobre todos os livros a serem publicados. Sendo Montaigne um nobre francês envolvido com política, submeteu espontaneamente seu livro aos censores da Igreja. Montaigne se dizia cristão, mas adotava o relativismo cultural e fez, em sua obra, várias críticas aos costumes da tradição cristã, algumas muito severas. No entanto, entre um parágrafo e outro, ... Leia Mais >>

A carta de abjuração de Galileu Galilei

O impacto das descobertas de Galileu Galilei (1564-1642) não pode ser facilmente estimado. Os estudos sistemáticos deste físico, astrônomo e filósofo italiano tiveram forte repercussão na ciência,  na filosofia, na astronomia, na religião, enfim, mudou radicalmente nossa concepção de mundo. É também o exemplo do poder de uma teoria, uma vez que, antes de Galileu, o Sol que girava ao redor da Terra e, depois dele, nos percebemos girando ao redor de uma estrela em um espaço ... Leia Mais >>

O que é Metafísica?

O termo metafísica surgiu quando Andrônico de Rodes, filósofo grego do século I a.C, organizou quatorze manuscritos de Aristóteles que tratavam das investigações das realidades que estão “além da física”. Andrônico deu à sua classificação o nome metafísica. Essa classificação ficou conhecida posteriormente como Metafísica de Aristóteles, uma das obras clássicas da filosofia antiga. O termo metaphisiké é composto pelos vocábulos gregos meta (além) e physiké ... Leia Mais >>

A responsabilidade da escolha segundo Schopenhauer

Texto extraído do livro Schopenhauer e os anos mais selvagens da filosofia, de Rudger Safranski, onde o autor fala sobre a responsabilidade de assumir nossas decisões. A responsabilidade da escolha A liberdade nos coloca em confronto com as escolhas e com nosso ser interior. Quando escolhemos alguma coisa, também devemos assumir a responsabilidade por esta decisão. Feita a escolha, não podemos mais escapar dela. Depois da escolha, depois de saber o que decidimos, é que ficamos sabendo ... Leia Mais >>

Schopenhauer e a vontade de um mundo sem sentido

Arthur Schopenhauer (1788-1860) foi um filósofo que apresentou ao mundo um pensamento forte e original, destoando do pensamento filosófico de sua época.  A filosofia até então valorizava a razão e havia descoberto o “eu” (penso, logo existo). Dentro do contexto da filosofia moderna (séc. XV ao XIX), a razão era a “salvadora da pátria”, seria ela que finalmente levaria a humanidade a um destino glorioso. Schopenhauer e a razão No entanto, para Schopenhauer a ... Leia Mais >>

Racionalismo e Empirismo: uma introdução

O racionalismo é uma corrente de pensamento iniciada por  René Descartes (1596 – 1650) que buscava entender o mundo e investigar a verdade através do uso exclusivo da razão. Acreditava-se, no racionalismo, que a razão fosse capaz de explicar todas as coisas deste mundo e também as coisas além deste mundo (como Deus e a alma). Foi um movimento que deu à razão poderes absolutos, desprezando inclusive a experiência,  as evidências físicas e os sentidos. Se algo podia ser ... Leia Mais >>

“Penso, logo existo”: Descartes e a superação do ceticismo

“Penso, logo existo” (em latim: cogito ergo sum) é também um ataque ao ceticismo. O objetivo de Descartes(1596-1650)  era atingir a certeza, ou seja, o conhecimento verdadeiro. Acontece que a tradição cética  já havia estabelecido que o homem não podia ter certeza de nada. Todo conhecimento é inseguro e não está livre de dúvidas. Portanto, para buscar a certeza seria preciso superar os céticos. Descartes precisava então somente de uma coisa: uma única certeza ... Leia Mais >>

Giordano Bruno, o mártir da ciência

O teólogo e filósofo Giordano Bruno (1548-1600) foi condenado à morte pela Inquisição sob a acusação de heresia. Giordano, que era também frade dominicano, não defendeu abertamente as ideias de Copérnico, que colocava o sol no centro do sistema solar e contrariava a visão da Igreja, nem declarou-se panteísta, doutrina que afirma que Deus e a natureza são uma só coisa (ideia também considerada herética). Mas, então, qual foi sua heresia? Giordano Bruno foi condenado por ... Leia Mais >>

O Renascimento e a revolucionária arte do retrato

Um dos traços marcantes do Renascimento (século XV ao XVII) foi o interesse pela individualidade.  Essa característica  marcou a filosofia, a arte e a literatura da Idade Moderna (XV ao XVIII) e se mantém até nossos dias. Um exemplo bastante ilustrativo ocorreu na arte do retrato, onde artistas  italianos buscavam retratar ao extremo as singularidades de uma pessoa. A Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, é a obra máxima da arte do retrato no renascimento. Esse interesse pela ... Leia Mais >>

A Crítica da Razão Pura: decifrando o título

A Crítica da Razão Pura, de Immanuel Kant (1724-1804), é considerado um dos livros mais influentes da filosofia. No entanto, é também de difícil compreensão devido a uma terminologia criada pelo próprio Kant. Até mesmo o título do livro tem de ser decifrado. “Crítica” tem o sentido de análise e “Razão Pura” significa a razão que não é afetada pelos sentidos, um conhecimento comum a todos, inato, que Kant chamou de a priori. Então, o título significa ... Leia Mais >>
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