FILOSOFIA

Filosofia Moderna

A Filosofia Moderna tem uma certidão de nascimento: a publicação da obra Discurso sobre o Método em 1657, pelo filósofo francês René Descartes. O mundo ocidental já dava sinais de profundas mudanças com o Renascimento, resistindo à influência da Igreja, mas será a partir de Descartes que a Era Moderna irá consolidar a forma racional e científica de pensar, inspirada no método cartesiano. A partir de então, profundas mudanças políticas e científicas na Europa irão inspirar filósofos notáveis como Rousseau, Locke, David Hume e Immanuel Kant — sempre baseados no estilo racional e metódico que marcou a Filosofia Moderna.

Nicolau Copérnico: do heliocentrismo à Filosofia Moderna

A grande inovação introduzida por Nicolau Copérnico (1473-1543) não foi propriamente a proposição do heliocentrismo, mas a abertura em direção à aplicação generalizada da matemática na ciência da natureza. O uso da matemática na ciência, em especial na astronomia, na ótica e na mecânica, não era novidade. Desde Pitágoras, passando por Platão, pelo neoplatonismo e chegando até o Renascimento, a ideia de que a matemática (entendida, na época, como geometria) tinha um papel ... Leia Mais >>

Renascimento: o período que definiu a Era Moderna

O Renascimento foi um movimento intelectual com limites imprecisos (tanto cronológicos quanto geográficos) mas cujo auge ocorre na Itália nos séculos XV e XVI. Influenciou diversas áreas da cultura – desde a política até a literatura, passando por todas as demais belas artes, pela filosofia e pela ciência, mas também pelos hábitos, pelos costumes e pela vida cotidiana. O período renascentista é um período de transição. De um lado, a Idade Média, com sua visão de mundo que, ... Leia Mais >>

Francis Bacon: O avanço científico e os falsos ídolos

Nascido em uma família da corte inglesa, Francis Bacon (1561 – 1626) foi parlamentar e chanceler. Tornou-se cavaleiro, barão e visconde. Em 1620, publica o Novum organum. Essa obra prometia promover uma grande renovação na ciência. Bacon percebeu que alguns dos  desenvolvimentos técnicos decisivos – como a bússola, a imprensa, a pólvora – não devem nada à filosofia aristotélica (tradicionalmente utilizada na ciência até então) embora tenham mudado o mundo. A partir ... Leia Mais >>

Schopenhauer: “Quem pode erguer-se sobre as montanhas e depois calar-se?”

Em 3 de junho de 1804, o jovem Arthur Schopenhauer (então com apenas 16 anos) sobe o Monte Pilatus [perto de Lucerna, na Suíça] em companhia de um guia de montanha. “Senti uma vertigem quando vi pela primeira vez aquele espaço abrangente que se estendia à minha frente. […] Percebi que tal panorama, visto do alto da montanha, era tão extraordinário que me levava à ampliação de todos os meus conceitos anteriores. É tão diferente de tudo o mais que se torna impossível fazer ... Leia Mais >>

O dilema do porco-espinho, de Arthur Schopenhauer

O dilema do porco-espinho é uma metáfora criada pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) para ilustrar o problema da convivência humana. Schopenhauer expôs esse conceito em forma de parábola na sua obra Parerga und Paralipomena, publicada em 1851, onde reuniu várias de suas polêmicas anotações filosóficas. O dilema do porco-espinho é apenas um parágrafo que surge no Volume II desta obra, no entanto, tornou-se um conto popular citado até mesmo por Sigmund Freud, o pai ... Leia Mais >>

Resposta à pergunta: O que é esclarecimento?

Resposta à pergunta: O que é esclarecimento? é um texto de poucas folhas do filósofo prussiano Immanuel Kant (1724-1804). Contudo, apesar do pequeno texto, é considerado uma obra clássica da filosofia ocidental e do iluminismo. O objetivo do filósofo nestas poucas páginas é discorrer sobre a situação de infantilidade intelectual dos homens e também sobre a melhor forma de promover o esclarecimento e o progresso  da humanidade. O seu título pode variar de acordo com a ... Leia Mais >>

Michel de Montaigne e a sabedoria dos animais

Um argumento bem antigo, mas até hoje muito difundido, é que os animais são destituídos de razão, sendo esta a principal diferença entre os humanos e os outros animais. Baseados nisso, nos arrogamos superiores aos bichos. Em um de seus mais famosos ensaios, o filósofo francês Michel de Montaigne (1533-1592) declara sua desconfiança acerca da razão humana. Montaigne irá tentar derrubar esta tese sobre nossa superioridade, afirmando que em quase tudo os demais animais são superiores a ... Leia Mais >>

A natureza humana segundo os grandes filósofos

A natureza humana é um típico problema filosófico. A história da filosofia está permeada de propostas acerca deste tema. Muitos filósofos, educadores, intelectuais e governos baseiam suas obras e projetos em torno de uma determinada ideia sobre o que é o homem. O próprio senso comum tem uma certa ideia sobre isso, que varia de acordo com a região do mundo, cultura, religião e momento histórico. Sem uma ideia unívoca sobre o homem, estaremos sempre elaborando teorias, políticas e ... Leia Mais >>

Arthur Schopenhauer: a ética da compaixão

O filósofo alemão Arthur Schopenhauer introduziu na filosofia ocidental elementos do budismo, que considera compaixão e bondade virtudes fundamentais. Schopenhauer se volta para as dores do mundo de forma existencial, não mais platônica ou kantiana, buscando na compaixão fundamento para a ética, renegando o abstrato imperativo categórico que se baseia no dever. Não tenho reparo em colocar-me em aberta oposição a Kant, que não reconhece bondade ou outra virtude que as derivadas da ... Leia Mais >>

Immanuel Kant e a superação da teologia

Immanuel Kant (1724-1804) é possivelmente um dos pensadores mais importantes da história da filosofia ocidental. Kant conseguiu unir duas correntes filosóficas antagônicas, o racionalismo e o empirismo, e promoveu a “revolução copernicana na filosofia” que colocou o sujeito como participante ativo do conhecimento e não meramente sujeito passivo ou tábula rasa receptora dos sentidos. Sua obra representa também uma ruptura com o influente pensamento da tradição medieval, uma ... Leia Mais >>

Descartes: “Espero que seja ele útil a alguém”

Neste trecho do livro Discurso sobre o Método, o filósofo francês René Descartes (1596-1650) alerta que seu método foi criado para orientar sua razão, e que não espera que sirva para todos, mas acredita que ele pode ser útil a alguém. Porém, seu método de investigação racional tornou-se a base da investigação científica moderna. Sua influência foi tão fundamental que Descartes é considerado o pai da modernidade. Tive muitas oportunidades de me encontrar, desde a mocidade, em ... Leia Mais >>

O deus Ganesha e a cura de Schopenhauer

A forma de expressão utilizada pelas religiões orientais é carregada de símbolos e narrativas que representam um equilíbrio entre uma boa história, sabedoria e valores morais. O deus indiano Ganesha é um dos exemplos significativos. O filósofo alemão Arthur Schopenhauer se inspirou nas religiões orientais para afirmar a necessidade de diminuir nossos desejos e amenizar o sofrimento que é inerente à vida. Assim, Schopenhauer acabou incorporando elementos dessas religiões em sua ... Leia Mais >>
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