FILOSOFIA

Filosofia Contemporânea

A Filosofia Contemporânea é aquela desenvolvida a partir do final do século XVIII, que tem como marco a Revolução Francesa, em 1789. Engloba, portanto os séculos XVIII, XIX e XX. Note que a chamada “Filosofia pós-moderna”, ainda que para alguns pensadores seja autônoma, ela foi incorporada à Filosofia Contemporânea, reunindo os pensadores das últimas décadas. Esse período é marcado pela consolidação do capitalismo gerado pela Revolução Industrial Inglesa, que tem início em meados do seculo XVIII. Com isso, torna-se visível a exploração do trabalho humano, ao mesmo tempo que se vislumbra o avanço tecnológico e científico. Nesse momento são realizadas diversas descobertas. Destacam-se a eletricidade, o uso do petróleo e do carvão, a invenção da locomotiva, do automóvel, do avião, do telefone, do telégrafo, da fotografia, do cinema e, mais recentemente, da internet, da tecnologia digital, da inteligência artificial e da cibercultura.

Nietzsche, socialismo e capitalismo

Não faz sentido que os militantes da esquerda ou da direita utilizem Nietzsche para sustentar coisa alguma. Por mais que a morte de Deus seja algo utilizado pelo ateísmo para lutar contra o “poder alienante e opressor da religião” (que é um projeto de Marx), vale lembrar que na política Nietzsche é simplório: o forte se estabelece e o fraco perece, porém, quando o fraco por uma artimanha toma o lugar do forte, temos uma sociedade medíocre e sem valor. Nivelada por baixo. E ... Leia Mais >>

Filosofia da Mente: o problema da consciência

A relação mente/corpo tem sido um dos problemas mais antigos da filosofia. O dualismo de substância, materialismo, o behaviorismo e o funcionalismo não conseguem abarcar a experiência subjetiva, ou seja, a forma como alguém experimenta algo. Segundo o filósofo americano Thomas Nagel, a consciência é o que torna a relação mente/corpo um problema insolúvel. O problema da consciência, como chamaremos essas características subjetivas da experiência, abrange a experiência consciente, ... Leia Mais >>

Espanto: a origem do pensar

Acordamos em nossa casa, em nossa cama, tudo está no seu devido lugar. As coisas da casa são as coisas conhecidas de sempre, e nos preparamos para ir à escola, ao trabalho ou para prosseguir nosso cotidiano. Espanto Os problemas enfrentados são quase sempre os mesmos,  a linguagem usada é a mesma, com a inclusão de uma ou outra palavra nova. O transito segue seu fluxo com engarrafamentos, barbeiragens e pequenas alegrias (como encontrar um bom lugar para estacionar).   Encontramos ... Leia Mais >>

Zaratustra e a apologia ao Sol

Trecho do livro Assim Falava Zaratustra, de Friedrich Nietzsche. Quando chegou aos trinta anos, Zaratustra deixou sua pátria e o lago de sua terra natal e partiu para as montanhas. Lá permaneceu, nutrindo-se de seu espírito e de sua solidão, sem se cansar. Dez anos se passaram. Seu coração, porém, mudou e, uma manhã, tendo-se levantado com a aurora pôs-se frente ao sol e assim falou: “Tu, grande astro! Que seria de tua sorte, se te faltassem aqueles a quem iluminas? Há dez anos ... Leia Mais >>

Filosofia da Mente: Podem as máquinas pensar?

Este post, de autoria do editor do netmundi.org, foi utilizado em uma prova de concurso público para o Tribunal de Justiça do Rio Grande Sul, para o cargo de técnico em informática. Esse é um tema muito explorado em filmes de ficção científica e discutido por aqueles que se perguntam onde chegaremos com os avanços da inteligência artificial (IA), se é que existe tal inteligência. Marvin Minsky, um dos fundadores do MIT, afirmou que a próxima geração de computadores será tão ... Leia Mais >>

Nietzsche e a tragédia humana

Até a Grécia antiga anterior a Sócrates, o homem tinha uma relação íntima com a natureza. Os deuses representavam as mais altas (e as mais baixas) qualidades humanas. Os homens se identificavam com os deuses e suas ações visavam a plenitude da existência. Para Nietzsche, a vida é “vontade de potência”, que é o desejo de viver de forma plena e vigorosa, por isso o filósofo alemão considerava a perspectiva dos antigos algo mais próximo de uma vida plena e carregada ... Leia Mais >>

Walter Benjamin e a a atuação na era mercantilista

Trechos do texto A OBRA DE ARTE NA ERA DA SUA REPRODUTIBILIDADE TÉCNICA de Walter Benjamin, escrito em 1936, sobre as diferenças entre as atuações do teatro e do cinema. Para o cinema é mais importante que o ator se apresente perante a câmera a si próprio do que perante o público como outrem. O importante é que se representa para um equipamento e, no caso do filme sonoro, para dois. “O ator de cinema, escreve Pirandello, “sente-se no exílio. Exilado não só do palco, ... Leia Mais >>

Wittgenstein: Jogos de linguagem e os besouros nas caixas

“Certo e errado é o que os homens dizem, e na linguagem os homens estão de acordo“. Essa frase enigmática ilustra o pensamento de Wittgenstein sobre a linguagem, mas não se pode resumir a filosofia da linguagem  deste filósofo austríaco em uma redação ou frase, uma vez que ele mesmo declarou que o objetivo de sua obra não é poupar os outros do trabalho de pensar, mas estimular alguém a pensar por si próprio. De fato não é possível  ler sua obra Investigações ... Leia Mais >>

Emmanuel Lévinas e a filosofia da alteridade

Normalmente temos um julgamento anterior sobre os outros. Esse julgamento, muitas vezes, foi adquirido culturalmente e sem vivências. Assim, julgamos os outros baseados em roupas, posição social, grupo religioso, cor da pele, comportamento social, bairro onde mora, casa onde mora e forma de se comunicar. Mas, quando o Outro nos surpreende, ele se revela incompreensível e irredutível ao meu preconceito. Esta revelação, quando nos sensibiliza, é anterior a minha anterioridade (meu ... Leia Mais >>

Nietzsche: vontade de verdade e vontade de potência

A vontade de potência é um dos conceitos centrais da filosofia de Nietzsche. É através dele que este filósofo alemão irá construir sua crítica tanto à filosofia ocidental realizada após Sócrates quanto ao cristianismo. No entanto, para entender a vontade de potência é necessário compreender seu conceito oposto: a vontade de verdade. Vontade de verdade é desejo de fundamento A vontade de verdade é o desejo que motiva o homem a encontrar uma verdade eterna e imutável que ... Leia Mais >>

Como a ciência se estabelece e evolui seu processo?

Resumo: A obra de Thomas Kuhn, A Estrutura das Revoluções Científicas, é uma das obras mais influentes da filosofia da ciência. Kuhn contribuiu de forma significativa para o debate sobre o progresso científico ao apresentar uma perspectiva baseada na história da ciência e na mudança de paradigmas científicos, indicando que o processo de evolução da ciência seria não-cumulativo e intercalado de revoluções científicas que estabelecem novos paradigmas nas comunidades científicas ... Leia Mais >>

Nietzsche e o Eterno Devir: “Viva o melhor possível e, só então,morra”

Nietzsche nos pergunta se a vida que vivemos é a vida que escolheríamos viver eternamente. Chamou esta ideia de “eterno devir”. Zaratustra, o personagem de sua obra prima, condena a mediocridade e exorta as pessoas a serem melhores do que são, a se descobrirem e se excederem. Este Trecho do livro A Cura de Schopenhauer, de Irvin D. Yalom aborda essa ideia de Nietzsche. Certa noite, sem conseguir dormir e precisando se animar um pouco, foi mexer nos livros da biblioteca. Não ... Leia Mais >>
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