{"id":590,"date":"2011-06-02T20:45:14","date_gmt":"2011-06-02T20:45:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.netmundi.org\/cibercultura\/?p=590"},"modified":"2015-05-05T19:50:51","modified_gmt":"2015-05-05T19:50:51","slug":"cibercultura-e-alteridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.netmundi.org\/cibercultura\/cibercultura-e-alteridade\/","title":{"rendered":"Cibercultura e alteridade"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_676\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.netmundi.org\/cibercultura\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Culturas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-676\" class=\"size-medium wp-image-676\" title=\"Culturas\" src=\"http:\/\/www.netmundi.org\/cibercultura\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Culturas-300x204.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"204\" srcset=\"https:\/\/www.netmundi.org\/cibercultura\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Culturas-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.netmundi.org\/cibercultura\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Culturas.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-676\" class=\"wp-caption-text\">Tentar entender outras culturas ou pessoas exige uma abertura para a alteridade<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alteridade\" target=\"_blank\">alteridade <\/a>\u00e9 uma experi\u00eancia que\u00a0nos permite conhecer o outro. Os meios digitais proporcionam a interliga\u00e7\u00e3o de pessoas de culturas\u00a0e vis\u00f5es de mundo\u00a0diferentes,\u00a0atrav\u00e9s de\u00a0um ambiente que permite o di\u00e1logo direto. No entanto,\u00a0esse contato implica em uma atitude aberta e descondicionada. Isso quer dizer que\u00a0n\u00e3o\u00a0podemos\u00a0conhecer\u00a0o outro enquanto levarmos\u00a0\u00a0nossa\u00a0\u00a0bagagem de condicionamentos\u00a0e preconceitos.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify; height: 0.3em; visibility: hidden;\">LINE BREAK<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Insistir em entender outras pessoas e culturas a partir de nossos conceitos e contextos \u00e9 insistir\u00a0em nada entender. Essa li\u00e7\u00e3o j\u00e1 nos foi dada pela antropologia. No passado,\u00a0os antrop\u00f3logos procuravam entender\u00a0os povos &#8220;primitivos&#8221; em compara\u00e7\u00e3o com a &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o&#8221;. Procuravam entender as outras culturas a partir do ponto de vista da evolu\u00e7\u00e3o. Posteriormente, quando\u00a0os antrop\u00f3logos finalmente passaram a viver entre os povos que estudavam, puderam perceber a complexidade das sociedades ditas &#8220;primitivas&#8221;.\u00a0\u00a0Perceberam a profundidade de suas religi\u00f5es,\u00a0 seus simbolismos, a organiza\u00e7\u00e3o\u00a0de suas\u00a0sociedades e estruturas de poder. Descobriram que, para os contextos desses povos, sua vis\u00e3o de mundo era at\u00e9 mesmo mais eficiente que\u00a0a vis\u00e3o &#8220;civilizada&#8221;.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify; height: 0.3em; visibility: hidden;\">LINE BREAK<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso n\u00e3o quer dizer\u00a0que, no contato com o outro, devo anular minha identidade.\u00a0Isso seria um absurdo, uma vez que, \u00a0para que ocorra um di\u00e1logo, \u00e9 necess\u00e1rio que todos os envolvidos tenham uma identidade. Isso \u00e9 bem diferente de uma atitude aberta, que se disp\u00f5e a fazer algumas concess\u00f5es em nome do entendimento ou do acordo. A alteridade permite tanto o di\u00e1logo quanto o respeito \u00e0 identidade dos envolvidos.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify; height: 0.3em; visibility: hidden;\">LINE BREAK<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, onde temos v\u00e1rias religi\u00f5es, \u00e9 normal que as pessoas tenham amigos de cren\u00e7as opostas. Umbandistas, evang\u00e9licos, cat\u00f3licos, budistas, esot\u00e9ricos, ateus e agn\u00f3sticos convivem\u00a0sem grandes conflitos. No entanto, podemos observar na internet o crescimento do <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Proselitismo\" target=\"_blank\">proselitismo <\/a>e\u00a0 do preconceito. As redes sociais est\u00e3o repletas de discursos virulentos e ofensas\u00a0entre pessoas de cren\u00e7as opostas, e o crescimento da internet s\u00f3 tende a aumentar isso.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify; height: 0.3em; visibility: hidden;\">LINE BREAK<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros, mais inteligentes, utilizam a internet\u00a0 para ampliar seus contatos sociais e conhecimentos. Fazem amizades com pessoas de outros pa\u00edses e conhecem outras religi\u00f5es sem deixar de lado suas cren\u00e7as, aumentando suas perspectivas e pontos de vista.\u00a0S\u00e3o comuns\u00a0hoje os relatos de casamentos de pessoas de outros pa\u00edses\u00a0ou cren\u00e7as que se conheceram\u00a0atrav\u00e9s da\u00a0internet. Isso mostra que, quando nos abrimos para a alteridade,\u00a0 aprendemos mais sobre n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify; height: 0.3em; visibility: hidden;\">LINE BREAKe enriquecedor<\/div>\n<p>No<em> Dicion\u00e1rio Filos\u00f3fico<\/em>, de Regina Schopke, temos um conceito bastante enriquecedor sobre a alteridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Acerca das rela\u00e7\u00f5es entre os seres, diz Nietzsche, um ser \u00e9 sempre um transmundo para o outro, o que significa dizer que cada ser \u00e9 \u00fanico, singular,\u00a0 insubstitu\u00edvel, embora nem por isso seja imposs\u00edvel estabelecer uma ponte verdadeira entre eles. Tal ponte, nascida do amor, da amizade ou de algum tipo de afeto,\u00a0 termina por unir mundos que, de outro modo, talvez jamais se tocariam.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A alteridade \u00e9 uma experi\u00eancia que\u00a0nos permite conhecer o outro. 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